A natureza dos castigos previstos no 3º Segredo de Fátima : Pe. Malachi Martin

O Pe. Malachi Martin foi um padre de origem irlandesa, inicialmente Jesuíta, com uma formação académica notável em vários domínios. Conheceu o Vaticano por dentro, como poucas pessoas, por ter sido um colaborador próximo do Cardeal Agustin Bea. Foi nessa qualidade que – alegadamente – teve a oportunidade de ler o texto do 3º Segredo de Fátima, sob voto de sigilo, no momento em que o Papa João XXIII o abrira na presença de alguns dos seus cardeais mais próximos.

Após ter abandonado a Companhia de Jesus, por discordar do seu crescente modernismo teológico, seguiu uma vida sacerdotal secular, exerceu funções de exorcista e foi autor de vários livros sobre a Igreja Católica, campeões de vendas nos EUA e traduzidos em várias línguas. Alguns dos seus livros eram factuais, enquanto outros, de acordo com o autor, eram baseados em factos verídicos, com os nomes das personagens e dos lugares modificados,  todavia ligados por uma trama ficcionada. Participou também em várias entrevistas televisivas e radiofónicas, muitas das quais estão disponíveis na internet, revelando-se uma personalidade verdadeiramente fascinante, embora bastante controversa.

No seu livro “The Kyes of this Blood” [As Chaves deste Sangue], de 1990, ele faz várias referências ao 3º Segredo de Fátima, entre as quais aborda a natureza do castigos aí previstos, bem como a sua origem.

A página de papel onde a Lúcia escreveu o 3º Segredo abrange três tópicos principais:
  • Um castigo físico das nações, envolvendo catástrofes, de origem humana ou natural, na terra, na água e na atmosfera do planeta.
  • Um castigo espiritual, muito mais assustador e angustiante do que a punição física – especialmente para os católicos romanos – que consiste ndesaparecimento da crença religiosa, um período de descrença generalizada em muitos países.
  • A função central da Rússia na sucessão dos eventos anteriormentedescritos. Os castigos físicos e espirituais, de acordo com a carta de Lúcia, seguirão uma ordem cronológica fatídica onde a Rússia é a alavanca de engrenagem.

O Pe. William Jenkins comenta este livro a partir do minuto 12′:30” (em inglês):

Deixe uma resposta