O Padre da Paróquia de São Pedro Nolasco, no Biarro Cariri, em Campo Maior (82 km ao norte de Teresina) Alcindo Saraiva, que é natural da cidade de São Miguel do Tapuio, decidiu tomar uma medida que tem dividido opiniões entre os fieis. O religioso resolveu proibir a comercialização de bebidas alcoólicas durante o festejo de santo padroeiro, que inicia nesta terça-feira
Ele argumenta que a decisão de tirar a bebida foi porque como padre tem escutado muitas confissões de fieis ligados a pessoas que foram vitimadas pela drogadição. “Não posso ser conivente com isso. Alguns vieram argumentar que não irá ficar ninguém no leilão porque não tem a bebida na mesa. Eu quero que o povo venha rezar, venha para a igreja todos os dias as 19h30 celebrar as novenas e em seguida o leilão que terá refrigerante, cajuína e água”, explicou.
Alcindo disse que não tem conhecimento de nenhuma outra paróquia que tenha tomado uma decisão parecida. “Na minha jurisdição eu farei dessa maneira. Eu penso assim porque os próprios bispos nos ensinam no documento 100 da CNBB, no termo chamado caridade, que seja retirado a venda e consumo de álcool nos espaços de quermesse e festas dos padroeiros das paroquias, porque entra em contradição com a luta contra a drogadição”, justificou.
O padre disse que não critica quem pensa diferente e que consegue conviver com as diferenças. “Não sou obrigado a concordar com quem pensa diferente, mas devo respeitar”, disse Alcindo, que recebeu a visita do Prefeito Paulo Martins para um café da manhã nesta terça-feira (03) onde, na companhia do vereador Professor Ribinha, Secretário de Cultura Ulisses Raulino, do ex-secretário Rademarques, do líder comunitário e presidente da Liga Amadora de Futebol, Lucídio, pediu a colaboração da igreja no combate ao suicídio, às endemias, na preservação do meio ambiente e conscientização do trânsito.
A festa religiosa inicia com uma procissão às 17h saindo da catedral de Santo Antônio até a Paroquia que fica no Bairro Cariri. No dia 12 de maio a paroquia vai receber a imagem de Nossa Senhora Aparecida que está em peregrinação pela Diocese de Campo Maior. “Todos estão convidados para ir de branco com velas”, pontuou o Padre Alcindo que é natural de São Miguel do Tapuio, mas estudou por um bom tempo em Campo Maior. Ele tem apenas 26 anos de idade e chegou na Paróquia de São Pedro Nolasco há 04 meses vindo de José de Freitas.


Fonte: Portal Campomaioremfoco

17 COMENTÁRIOS

  1. Acho ótimo…na minha tb não temos cerveja na festa junina apenas vinho quente e quentão q é típico da época.
    Na festa do padroeiro sem cerveja ..

  2. A Paróquia São Francisco de Assis, Laranjeiras, Serra, ES tomou esta providência e a festa ficou é muito maior. Pense bem: o caixa fica exatamente onde o AA (Alcoólicos Anônimos) se reúne. Estava acontecendo o cúmulo negociar bebida alcoólica logo ali, não é mesmo!?

  3. Palmas para o Padre…esses “infiéis”, deveriam se envergonhar de criticarem o padre… corajoso ele, está fazendo a vontade de Deus… beber esse povo pode, nos bares, que com certeza já são muitos por lá…
    Não esqueça que a Palavra de Deus condena os beberrões escandalosos… Bebidas em quermesses é uma perdição para a família católica…eu sou contra essas festas da igreja católica regrada por bebidas álcoolicas

  4. Paz e Bem!
    Pena que hoje em dia, há poucos que assim agem!
    O álcool tem destruído inúmeras famílias e vem trazendo um problemas sócio econômico enorme… Fora o patamar espiritual, que é o mais importante.

    Que Nossa Senhora abençoe e guie este padre.

  5. Na minha Paroquia tomamos juntos essa mesma medida uma vez que o padre deixa livre o comércio de bebidas alcoólicas nas festas e no outro dia o fiel vem pedir ajuda para se livrar do álcool torna se um ato totalmente contraditório e ao mesmo tempo sendo contrário ao voto de obediência contra a santa igreja…

  6. Boa noite.
    Pertenço a Paróquia Nossa Senhora da Natividade de Cocal do Sul, SC. Na nossa Paróquia já faz uns 6 anos que isso já funciona. No inicio algumas comunidades também foram contra, porém com o tempo se acostumaram. As pessoas tem que entender que muitas famílias sofrem por causa de problemas relacionados ao uso de álcool, sendo assim creio que a igreja não deveria favorecer este tipo de comportamento.

  7. Concordo plenamente. Para que um documento da Igreja ao qual não se obedece?
    Chega de heresias… quem vai a festa do padroeiro vai lá atrás de que?
    Imagino de participar da festa litúrgica e não ficar entorpecido com bebida.
    Muita falta nos faz um padre assim, cheio do Espírito Santo, que sabe impor a vontade da Igreja sobre uma sociedade pagã… muito corajoso e tem o apoio de todos os Católicos, digo católicos. Porque hereges tem muito por aí…
    É heresia não seguir o que a Santa Igreja pede…
    Parabéns Padre…

  8. O diabo veio para matar roubar e destruir e a cerveja é um poderoso instrumento do inimigo de Deus para destruir as pessoas inclusive em festas de igreja é triste aqui perto de onde moro uma certa vez teve uma festa na igreja catolica os vizinhos que eram da igreja Baptista viram que era bonito a igreja não ter bebida alcoólica e começaram a frequentar a igreja catolica é uma pena muitos pregadores e até padres falarem no microfone que beber não é pecado é sim a bebida destrói o corpo

  9. Em 2002 na Paróquia São Pedro em Juiz de Fora MG em reunião com a comissão administrativa da comunidade pedi que fizessem a escolha pelo padre ou pela bebida. Decidiram pelo padre, alguns não tão satisfeitos. A festa mudou totalmente, diminuiu muito o número de participantes mas para quem pensava somente no dinheiro e não na confraternização de fiéis “um tapa na cara” pois desde aquela data o ganho só tem tem aumentado a cada ano e os problemas diminuíram 98%. Em uma festa religiosa onde em média
    34 policiais trabalhavam inclusive com cavalaria o efetivo foi reduzido para 2. A decisão me trouve muitas lágrimas, ameaça de morte, processos, denúncias mas jamais me arrependo. Na comunidade tínhamos grupos de prevenção às drogas (Amor Exigente, Pastoral da Sobriedade, AA [criado pela paróquia], Judac [grupo de jovens que administrava um bar sem bebida alcoólica e sem ganho financeiro]. Ou santos ou nada.

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