Novos santos foram vítimas de invasores holandeses no Rio Grande do Norte, calvinistas, que proibiram celebrações e reuniões nas igrejas no século XVII

 

papa Francisco canoniza, na manhã deste domingo, trinta santos brasileiros das cidades de Cunhaú e Uruaçu, no Rio Grande do Norte, martirizados entre os meses de julho e outubro de 1645, durante a ocupação holandesa no Rio Grande do Norte. Cerca de 500 peregrinos, incluindo delegações oficiais da Igreja Católica e do governo federal, viajaram a Roma para assistir à cerimônia.

A delegação do governo tem à frente a advogada-geral da União, Grace Mendonça, e 45 membros, incluindo o governador do Rio Grande do Norte, Robinson Faria (PSD), e parlamentares. A comitiva viaja em avião da Força Aérea Brasileira (FAB) e fez escala em Natal (RN) para o embarque de convidados. Outro que foi ao Vaticano, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), preferiu viajar em um avião de carreira.

A cerimônia de canonização será realizada pelo papa Francisco durante missa celebrada na Praça de São Pedro, começando às 10h15 (6h15, no horário brasileiro de verão)., Dos 30 mártires de Natal a serem canonizados na Praça de São Pedro, no Vaticano, 28 eram brasileiros natos. Dois dos novos santos eram estrangeiros – padre Ambrósio Francisco Ferro, português, e João Lostau Navarro, francês. Como viviam no Rio Grande do Norte, são considerados brasileiros. Com exceção dos dois padres, todos eram leigos.

Aliados dos colonos portugueses, que lutavam para retomar o Nordeste dos invasores holandeses, os mártires foram vítimas de massacres em 1645. Foram mais de 150, mas a Igreja só está canonizando os 30 que puderam ser identificados pelo nome ou por referências fidedignas, como parentes ou amigos daqueles que puderam ser reconhecidos. Entre eles, havia crianças que foram trucidadas nos braços das mães.

Os santos do Rio Grande do Norte foram martirizados um ano e dois meses depois de o conde Maurício de Nassau, governador de Pernambuco e capitanias vizinhas, ter voltado para a Europa, em maio 1644. Com sua saída, os invasores holandeses, na maioria calvinistas, proibiram celebrações e reuniões nas igrejas. Exigiram ainda que os católicos renegassem a fé e se convertessem para não serem mortos.

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