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terça-feira, junho 14, 2022

Vaticanista Marco Tossati publica: Braz de Aviz, Mosteiro de São Bento e a raposa no galinheiro.

Artigo publicado em Stilum Curiae, por Marco Tossati. Tradução livre.

Link da matéria original

Queridos amigos e inimigos de Stilum Curiae, leitor do Brasil nos envia este artigo que destaca as inconsistências – para não dizer pior – da gestão da Congregação dos Institutos de Vida Consagrada, e seus líderes. Quem quiser aprofundar o tema em questão pode fazê-lo neste link, no Brasileiro. Feliz leitura.

Braz de Aviz e a raposa no galinheiro

Após a prisão do Zanchetta argentino, um notório prelado considerado pela justiça argentina como um molestador de adolescentes, os homens de Bergoglio continuam a dar origem a escandalosas controvérsias sobre arco-íris. Desta vez é o singular Cardeal Braz de Aviz, brasileiro, descendente por ramo bastardo – em suas próprias palavras – dos reis de Portugal. Um dos dignos “nostromo” do atual pontificado, portador padrão da teologia da libertação, membro do impenetrável focolarini e, infelizmente, prefeito do Dicastério – por isso se diz hoje – dos religiosos.

Braz de Aviz é ladeado pelo não menos famoso Monsenhor Carballo, um homem de todos os negócios, talvez honesto, talvez não, para ser decidido em investigações futuras. Na verdade, Carballo é totalmente galego, mas apenas metade franciscana. Ele se move em um belo branco inteligente e vive em um palácio principesco dentro das muralhas leoninas. Ele foi diretamente responsável, em seu mandato como Superior Geral, pela ruína, por razões pouco claras, da rica ordem franciscana. E, neste assunto, há muitas informações confiáveis… Como diz o evangelho, chegará o dia em que verdades ocultas serão gritadas dos telhados.

Resumindo, um casal perfeito. Em suas mãos é confiado o “cuidado materno” dos Institutos Religiosos, e sabemos bem pelas várias notícias publicadas nos últimos anos, sobre quais alvos ambos são usados para atirar fortemente … No entanto, esses dois personagens perturbadores e perigosos, às vezes movidos pelo desejo de aniquilar instituições conservadoras ou ordens prósperas, muitas vezes agem rapidamente na escolha de seus comissários. Dizemos “rapidamente” para não ter que assumir que há algum tipo de cumplicidade: longe de nós tal julgamento … imprudente?

 

Vamos aos fatos.

Nos primeiros dias de dezembro passado, o site brasileiro de assuntos atuais eclesiais catolicaconnect teve acessovia whatsapp a um arquivo pdf contendo fotografias não exatamente castas, por alguns até mesmo considerados materiais pornográficos, que mostram relações homossexuais com vários homens por um frade carmelita, canonista e ex-pároco, conhecido no Brasil e em Roma: Frei Evaldo Xavier Gomes, O. Carm. Entre os cargos com os quais Fra Evaldo foi homenageado pela CNBB (Conferência dos Bispos do Brasil) estava o de conselheiro canônico. Braz de Aviz, por sua vez, o nomeou comissário do Mosteiro de São Bento, em São Paulo, Brasil, no qual a Santa Sé interveio por problemas econômicos e sexuais (não “naturais”…) com suspeitas de abuso de menores.

Diante dos fatos, ou seja, as fotografias, a carmelita, ao invés de agir como jesuíta, limitou-se a afirmar, através de seu representante legal, que o documento pdf continha imagens falsificadas. Foi, de acordo com o padre, uma simples montagem destinada a destruir sua boa e merecida fama. Mas foi assim? Hoje sabemos com certeza que não! Mas aparentemente falsa foi, em vez disso, a declaração sobre a falsidade das fotos. Na verdade, o site catolicaconnect, pressionado pelos advogados do Frei “ferido”, teve o cuidado de realizar nos autos em questão um laudo pericial em boa posição e de alta qualidade profissional que conclui: “Através da verificação do ELA (Nível de Análise de Erros) [sobre as fotografias relatadas], não foram encontradas alterações nas imagens. Não há clonagem ou mesmo inserção ou omissão de elementos. (…) as fotos que aparecem são consideradas autênticas.” Obviamente, os resultados do relatório foram publicados pelo site católico relatado para defender a verdade, mas também para mostrar sua honestidade profissional.

A atitude repreensível do Frade Carmelita não seria de hoje. Algumas das fotos, na verdade, podem ter sido tiradas há vários anos. Por outro lado, há uma suspeita de pedofilia, já que em algumas das fotos tiradas com seus “amigos” aparece uma criança, embora não em situações de abuso. Por que depositar tanta confiança em alguém que leva uma vida dupla terrivelmente escandalosa? Com a circunstância agravante de ser padre, religioso e canonista!

Mas a história não termina aí. Fontes próximas ao Mosteiro de São Bento, em São Paulo, no Brasil, confirmaram que o Cardeal de Aviz, apesar de todas as notícias recebidas aos seus ouvidos, o manteve na posição de Pontifício Comissário do mesmo Mosteiro. Mosteiro, lembre-se, comissariado para possíveis problemas de abuso sexual contra menores! Aqui está a raposa no galinheiro! E aqui está Braz de Aviz, o carrasco cruelmente acordado para extinguir institutos católicos, que dorme silenciosamente (talvez com culpa?) enquanto expõe pessoas frágeis ao risco de mais abusos. Sim, o cardeal brasileiro está dormindo porque havia uma suspeita razoável de alguém que, segundo informações confiáveis, já havia sido rejeitado como candidato ao episcopado, e em torno de quem vozes de alarme foram levantadas.

A investigação eclesiástica continuará sobre um personagem como Fra Evaldo Xavier que se mostrou objeto e escândalo? Braz de Aviz tomará cuidado para reparar os possíveis danos e a grave irresponsabilidade de mantê-lo ainda à frente de um mosteiro enfraquecido pelo abuso sexual cometido por homens consagrados contra menores? Ele admitirá que estava errado confiando em uma pessoa tão não confiável, apesar de todas as evidências de sua culpa? Será o caso de a Justiça Civil assumir a responsabilidade de investigar até o fim as suspeitas relacionadas à possibilidade de atitudes de pedófilos que pesam sobre o Frei? Vamos repetir a má impressão que a equipe bergogliana fez no caso Zanchetta?

Que triste. Na verdade, se ouvirmos o velho ditado espanhol “diga-me quem você frequenta e eu vou te dizer quem você é” as conclusões são tristes.

Rezemos pela Igreja e aguardamos futuras revelações sobre algumas atitudes preocupantes dos mais altos níveis da atual estrutura eclesial na Europa e na América Latina.

Um fiel preocupado.

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