A Igreja Católica foi criada pelo Imperador Constantino de Roma?

Prôemio

Este texto é a minha resposta diante de tal falácia, criada pelos inimigos da Santa Igreja, principalmente propagada por protestantes burros que não sabem o que é paganismo e não sabem o que é idolatria, e como meio de difamar a Santa Igreja, tais sujeitos, aceitam uma proposição que inclusive fere a própria noção de Cristianismo, pois uma vez aceita a falácia, abre portas para que outras falácias também criadas para desmerecer a Cristandade, tenham efeito. Mas como bem disse, a Santa Igreja Católica Apostólica Romana, é uma criação Divina, não foi inventada por um sujeito qualquer, mas seu fundador é o próprio Deus, a qual chamamos: Jesus Cristo, Nosso Senhor.

Introdução

Constantino I ou Constantino o Grande, nasceu por volta do ano 272 D.C, tornou-se Augusto no ano de 306 D.C, o contexto histórico do Império Romano nesta época de Constantino e anterior a ele, era de uma verdadeira perseguição aos cristãos (o período do Imperador Diocleciano, que foi anterior ao governo de Constantino), também era de grandes conflitos internos e externos, no contexto de Constantino, havia outro homem chamado Magêncio que se proclamou “imperador” de Roma em resposta as grandes vitórias de Constantino em campanhas militares e sua ascensão ao poder, nesta ocasião, Constantino que havia apoio militar, tanto quando Magêncio, entraram num conflito e ambos lutaram numa batalha, na qual, Constantino, saiu vitorioso, no ano de 312 D.C, no entanto, durante a batalha de Constantino com Magêncio, ocorrerá a famosa visão de Constantino, onde ele viu nos céus a Cruz e que dizia à ele, que com ela, ele venceria a batalha, o que mostra a veracidade de que Constantino tenha visto isso é o simples fato do sinal ter aparecido no Sol, e Constantino adorava ao Deus Sol Invictus: Deus pagão, ora, Constantino viu a Cruz, justamente no local de adoração dele que era o Sol.

Também não contam que primeiro, Constantino era de fato um Homem religioso, que se entregava às revelações e viu que Cristo estava no lado dele, embora supersticioso — era um religioso, outro fato que não contam, é que sua mãe que é a Santa Helena, uma cristã fervorosa que passou anos, tentando a conversão do filho — embora não tivesse êxito — por ordem lógica, muitos dos ensinamentos de Helena, ficaram na cabeça de Constantino. Durante boa parte de sua vida, Constantino não havia sido batizado, só viera se batizar em leito de morte; sua conversão ao cristianismo: foi de forma gradual, naquela noite onde ele viu o sinal, desde então, ele começou a se simpatizar com o cristianismo, e tal conversão foi sincera baseando-se na personalidade dele. Mas sendo Constantino um bom estrategista, ele não poderia simplesmente se dizer contra os pagãos, até porque o mesmo ainda tinha resquícios de paganismo, e também porque o império era pagão em sua maioria; ele se adaptou, pois ainda não seria possível a instauração da religião oficial, o contexto de Constantino é totalmente diferente do contexto de Teodósio I, como veremos a seguir.

Sobre a acusação de que Constantino teria construído a Igreja para unificar o império.

Tem de ser muito ignorante e tolo para acreditar numa história dessas, porque a lógica já destrói facilmente tal acusação, em primeiro lugar, Constantino, era um líder militar de bom calibre, ele também tinha uma boa liderança e articulação política, sabendo disso, como é possível que Constantino, quisesse unificar o império utilizando do cristianismo?

Ademais. — Seria uma estupidez épica se o Constantino quisesse fazer uma coisa dessas, até porque, o cristianismo era uma religião minoritária, coisa de 1/10 da população, a religião oficial do império era majoritariamente pagã em todas as esferas sociais, seria uma loucura, Constantino impor a religião cristã como religião oficial do império, pois ele saberia muito bem que perderia o poder rapidamente, pela elite romana social e política que era pagã, outra estupidez épica é o fato de que, seria um suicídio militar, adotar o cristianismo como religião oficial do império, sendo uma religião que não apoia a matança, pois é errado –, seria um tiro no pé do império que sempre foi constituído na base do poderio militar, lembremo-nos que o império romano era gigantesco e este precisava de avanço e militarismo constante para manter suas terras, já pensou um imperador, adotar uma religião que diz aos soldados que não se deve matar? Seria de uma estupidez colossal na mentalidade de uma geração pagã, e é óbvio que Constantino sábia disso.

Ademais. — Inclusive, uma das grandes causas dos problemas no militarismo romano, foi o advento do Cristianismo que cresceu, graças ao Constantino por providência divina irrefutável, Constantino era uma mistura de cristão com pagão supersticioso, ou seja, ele não era de fato um cristão, mas não há dúvidas que tal Homem foi utilizado pela graça de Deus, para fazer com que o Cristianismo prosperasse no império que massacrou os cristãos. Pois antes de seu batismo que ocorrerá anos depois da declaração de paz pelo Edito de Milão realizado em 313 D.C, onde tanto Constantino (Imperador Ocidental) que defendia a liberdade cristã e Licinio que era pagão (Imperador Oriental), reuniram-se para chegar a um acordo e deu no acordo de dar fim nas perseguições dos cristãos no império romano, dando assim liberdade religiosa aos cristãos, que favoreceu e muito a evangelização nas décadas seguintes.

Ademais. — O que foi realizado por Constatino, não foi o estabelecimento Católico no império, tal ação foi nada mais que um acordo de tolerância aos cristãos, a religião cristã foi declarada como oficial do império muitos anos depois, só com o Imperador Teodósio I, até lá, o império continuou massivamente pagão.

Sobre o avanço do Cristianismo e as heresias que atingiam a Santa Igreja.

Contudo, o avanço cristão era cada vez maior, porém neste mesmo período de paz concedida por Constantino, já surgirá uma grande Heresia, chamada: Arianismo, na qual quase “destruiria” a Igreja Católica; anos mais tarde, tais disputas teológicas, provocaram muitos conflitos, na qual surgiram tantos efeitos problemáticos que até o próprio Constantino percebeu e acabou chegando na conclusão de que era necessário parar com estes conflitos, que estavam provocando problemas sociais no Império, eis que Constantino convoca o primeiro concilio Ecumênico da Igreja, é o chamado Concilio de Niceia (325 D.C): onde ele chamou tanto o lado católico trinitário, quanto o lado ariano (foram centenas de bispos reunidos no palácio imperial).

No entanto aconteceu um grande problema, foi depois dessa época em que Constantino fora convencido dos argumentos arianos, heresia, que fez com que Constantino fosse tolerante com ela, que como já afirmada, quase destruiu o catolicismo, anos mais tarde, Constantino morreu, e ocorrerá um problema ainda maior, seus dois filhos herdam o império, e nessa época cada um, herda um lado do império romano por questões de administração, o lado oriental que era Constâncio e Constante no Ocidental, o problema é que um lado do império era ariano (oriental) e o outro trinitário. O Oriente governado por Constâncio, às igrejas de lá, o magistério foi super influenciado à doutrina ariana que entrava em conflito total com a Ortodoxia. Embora a paz no cristianismo tenha sido criada ali por Constantino, o catolicismo sofreria por anos com a heresia ariana e o surgimento de mais heresias e mais heresias e com novas perseguições de outros imperadores, até a chegada de Teodósio l, que oficializaria a religião católica como oficial do império Romano.

Em resposta a falácia, continuo…

É um erro afirmar que a Igreja Católica foi criada por Constantino porque como já vimos a Igreja já nasceu católica, a prova definitiva está nas passagens de Santo Inácio de Antioquia, que podem ser consultadas tranquilamente em documentos que estão divulgados pela internet ou também em textos de fonte primária, assim também mostro que a falácia de que a Igreja só surgirá com Constantino é realmente uma falácia, mostrando o simples fato de ter existido todos estes Papas que já administravam a Igreja, são eles:

296 – 304 – Marcelino
282 – 296 – Caio
274 – 282 – Eutiquiano
268 – 274 – Félix I
260 – 268 – Dionísio
257 – 258 – Sisto II
254 – 257 – Estevão I
253 – 254 – Lúcio I
251 – 253 – Cornélio
236 – 250 – Fabiano
235 – 236 – Antero
230 – 235 – Ponciano
222 – 230 – Urbano I
217 – 222 – Calisto I
199 – 217 – Zeferino
189 – 199 – Vítor I
174 – 189 – Eleutério
166 – 174 – Sotero
154 – 165 – Aniceto
143 – 154 – Pio I
138 – 142 – Higino
125 – 138 – Telésforo
116 – 125 – Sisto I
107 – 116 – Alexandre I
101 – 107 – Evaristo
90 – 101 – Clemente I
79 – 90 – Anacleto
64 – 79 – Lino
33 – 64 – Apóstolo São Pedro

Nota: Adicional: *São anos aproximados e não exatos, principalmente quanto aos primeiros Papas.

Ademais. — É um erro afirmar que Constantino tenha fundado a Religião Católica pois se Constantino tivesse criado a religião católica, já na época das investidas arianas, tendo ele ter criado a Igreja católica apostólica romana, ele teria tomado iniciativa e condenado tal heresia que vai totalmente contra o catolicismo, ora se ele inventou a religião pagã católica, porque então não lutou contra o principal inimigo do catolicismo da época?

Ademais. — É um erro afirmar que Constantino queria uma religião forte para unificar o império, pois do ponto de vista estratégico seria uma idiotice épica, tendo em vista que o império era massivamente pagão e o apoio das elites e do povo como um todo seria difícil, correndo o risco de Constantino ter sido morto ou expulso do poder por algum golpe de militares pagãos.

Ademais. — É um erro afirmar que o Cristianismo Católico foi formado por Constantino, pois Constantino não instaurou a religião Cristã como oficial do Império, mas deu apenas a tolerância e paz para os cristãos que foram perseguidos por séculos, sendo também que antes de Constantino já existirá mais de 20 Papas, quem instaurou o cristianismo como religião oficial do Império foi Teodósio: o Grande por volta de 380 D.C, na qual lutou fortemente contra a Heresia Ariana, atitude totalmente diferente de Constantino.

Ademais. — É um erro afirmar que Constantino queria uma religião forte, primeiro porque o cristianismo não representava nada em questões sociais nessa época, por ser minoritária, segundo o Cristianismo nessa época sequer entendia do conceito de Guerra Justa que só surgiu muitos séculos depois, pois o cristianismo é a religião do amor ao próximo, de não querer matar ao próximo, se tais ensinamentos fossem ensinados, o império seria destroçado pelos bárbaros que odiavam o império romano, em questões de meses, diante disso, seria suicídio do próprio poder Romano.

Um fato interessante

Conforme o Cristianismo foi aumentando no Império Romano, a mentalidade pagã de conquistar povos pela força, de matar os inimigos, foi cada vez mais desaparecendo no império, os homens por medo de cometerem pecados nas legiões romanas, evitavam a entrada nessas forças, diante disso, os militares romanos em sua maioria ainda pagãos começaram a recorrer aos povos bárbaros que não aceitavam cristianismo, portanto, matariam em nome do império, o militarismo romano foi perdendo cada vez mais força e qualidade, o que anos mais tarde no século V, o século da queda de Roma, foi crucial para a vitória dos povos bárbaros que foram escravos do império, por séculos, e que tinham um ódio pela figura do império.

Nos últimos anos do império, os que não eram cristãos, ou eram cristão que se corromperam com costumes autodestrutivos, a sociedade romana já não havia mais ordem, sofria de problemas políticos e econômicos, problemas que também foram gerados, pela ruptura do sistema escravagista que Roma tinha como mecanismo de controle, expansão, economia e infraestrutura; muitos homens e mulheres estavam mergulhados nos prazeres da carne, muito sexo, bebedeiras e comida, ignorando totalmente a realidade que os cercavam, o fim do império era iminente, o exército romano cada vez mais fraco, o mecanismo de manutenção de Roma também em colapso, e os poucos generais de qualidade, foram prejudicados por lideranças fracas e corruptas, de certos imperadores e governadores e até mesmo por intrigas internas entre os militares –, favoreceu a total incapacidade militar e política do império, a unidade e organização e liderança que sempre foi uma qualidade intrínseca às legiões romanas, já não eram características presentes, o que favoreceu o triunfo dos Bárbaros. Vale ressaltar que antes do advento da liberdade religiosa do cristianismo no império romano, o mesmo já sofria de uma degradação constante.

Nota Adicional: O arianismo é uma heresia fundada por Ário, esta heresia dizia que: Jesus não era Deus, portanto ele não faz parte da Santíssima Trindade. Para essa Heresia, Jesus era na verdade uma espécie de filho adotivo, parecido com o que os Gnósticos em geral acreditam — que Jesus foi apenas um mensageiro de Gnose. Essa heresia é tão grave, pois ela afirmando que Jesus não era Deus, logo o sacrifício dele não era valido e portanto a redenção não teria acontecido.

Finalizo — Afirmar que a Igreja Católica foi feita por Constantino é uma falácia que vai contra os fundamentos da lógica existencial e dos acontecimentos históricos. Tais acusações são feitas, tudo para difamar a Santa Igreja Católica. E que não há dúvidas que Constantino, embora não fosse um Cristão fervoroso, Deus de fato agiu naquele homem, que ajudou sim e muito; avanço do Cristianismo, em outras palavras do Cristianismo verdadeiro, a qual chamamos: Catolicismo Romano, na qual sua instituição Divina-Humana, seria responsável por erguer e manter o Ocidente, eis também que todos estes acontecimentos, são demonstrações da Providência Divina. Neste caso podemos dizer que assim como está escrito: onde abundou o pecado (Império Romano Pagão), superabundou a Graça.

“O Supremo Império Romano, quando conquistava povos, era de costume que os imperadores ou generais, forçassem que os líderes desses povos conquistados, se curvassem diante do império; representados pelo imperador ou general, contudo, o mesmo supremo que fazia povos se curvarem diante dele, curvou-se diante da Cruz de Cristo.” Vinicius Martinez

Ó Roma eterna, dos Mártires, dos Santos, Ó Roma eterna, acolhe os nossos cantos! Glória no alto ao Deus de majestade, Paz sobre a terra, justiça e caridade! A ti corremos, Angélico Pastor, Em ti nós vemos o doce Redentor. A voz de Pedro na tua o mundo escuta, Conforto e escudo de quem combate e luta.

Não vencerão as forças do inferno, Mas a verdade, o doce amor fraterno! Salve, salve Roma! É eterna a tua história, Cantam-nos tua glória monumentos e altares! Roma dos Apóstolos, Mãe e Mestra da verdade, Roma, toda a cristandade o mundo espera em ti!

Salve, salve Roma! O teu sol não tem poente, Vence, refulgente, todo erro e todo mal! Salve, Santo Padre, vivas tanto mais que Pedro! Desça, qual mel do rochedo, A bênção Paternal!

Glória a Deus. Salve Maria Santíssima. Salve Roma Eterna!

Fonte: Vinicius Martinez

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