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Domingo de Ramos

(vermelho, creio, prefácio próprio – 2ª semana do saltério)

Seis dias antes da solene Páscoa, quando o Senhor veio a Jerusalém, correram até ele os pequeninos. Trazendo em suas mãos ramos e palmas, em alta voz cantavam em sua honra: Bendito és tu, que vens com tanto amor! Hosana nas alturas!

Com os ramos nas mãos, seguimos os passos de Jesus em sua entrada em Je­rusalém e em seu percurso rumo à cruz. A solene liturgia nos introduz na Semana Santa, centro do grande aconteci­men­to de nossa fé: o mistério da pai­xão, morte e ressurreição de Jesus. Acolhamos e bendigamos aquele que vem a nós como humilde servidor.

Acolhida e exortação

O presidente saúda e acolhe a assembleia e, a seguir, exorta-a com estas palavras:

Meus irmãos e minhas irmãs, durante as cinco semanas da Quaresma, preparamos os nossos corações pela oração, pela penitência e pela caridade. Hoje aqui nos reunimos e vamos iniciar, com toda a Igreja, a celebração da Páscoa de nosso Senhor. Para realizar o mistério de sua morte e ressurreição, Cristo entrou em Jerusalém, sua cidade. Celebrando com fé e piedade a memória desta entrada, sigamos os passos de nosso Salvador para que, associados pela graça à sua cruz, participemos também de sua ressurreição e de sua vida.

Primeira Leitura: Isaías 50,4-7

Leitura do livro do profeta Isaías – 4O Senhor Deus deu-me língua adestrada, para que eu saiba dizer palavras de conforto à pessoa abatida; ele me desperta cada manhã e me excita o ouvido, para prestar atenção como um discípulo. 5O Senhor abriu-me os ouvidos; não lhe resisti nem voltei atrás. 6Ofereci as costas para me baterem e as faces para me arrancarem a barba; não desviei o rosto de bofetões e cusparadas. 7Mas o Senhor Deus é meu auxiliador, por isso não me deixei abater o ânimo, conservei o rosto impassível como pedra, porque sei que não sairei humilhado. – Palavra do Senhor.

Salmo Responsorial: 21(22)

Meu Deus, meu Deus, por que me abandonastes?

1. Riem de mim todos aqueles que me veem, / torcem os lábios e sacodem a cabeça: / “Ao Senhor se confiou, ele o liberte / e agora o salve, se é verdade que ele o ama!” – R.

2. Cães numerosos me rodeiam furiosos, / e por um bando de malvados fui cercado. / Transpassaram minhas mãos e os meus pés, / e eu posso contar todos os meus ossos. – R.

3. Eles repartem entre si as minhas vestes / e sorteiam entre si a minha túnica. / Vós, porém, ó meu Senhor, não fiqueis longe, / ó minha força, vinde logo em meu socorro! – R.

4. Anunciarei o vosso nome a meus irmãos / e no meio da assembleia hei de louvar-vos! / Vós que temeis ao Senhor Deus, dai-lhe louvores, † glorificai-o, descendentes de Jacó, / e respeitai-o, toda a raça de Israel! – R.

Segunda Leitura: Filipenses 2,6-11

Leitura da carta de São Paulo aos Filipenses – 6Jesus Cristo, existindo em condição divina, não fez do ser igual a Deus uma usurpação, 7mas ele esvaziou-se a si mesmo, assumindo a condição de escravo e tornando-se igual aos homens. Encontrado com aspecto humano, 8humilhou-se a si mesmo, fazendo-se obediente até a morte, e morte de cruz. 9Por isso, Deus o exaltou acima de tudo e lhe deu o nome que está acima de todo nome. 10Assim, ao nome de Jesus, todo joelho se dobre no céu, na terra e abaixo da terra 11e toda língua proclame: “Jesus Cristo é o Senhor”, para a glória de Deus Pai. – Palavra do Senhor.

Evangelho: Mateus 21,1-11

Naquele tempo, 1Jesus e seus discípulos aproximaram-se de Jerusalém e chegaram a Betfagé, no monte das Oliveiras. Então Jesus enviou dois discípulos, 2dizendo-lhes: “Ide até o povoado que está ali na frente e logo encontrareis uma jumenta amarrada e, com ela, um jumentinho. Desamarrai-a e trazei-os a mim! 3Se alguém vos disser alguma coisa, direis: ‘O Senhor precisa deles, mas logo os devolverá’”. 4Isso aconteceu para se cumprir o que foi dito pelo profeta: 5“Dizei à filha de Sião: Eis que o teu rei vem a ti, manso e montado num jumento, num jumentinho, num potro de jumenta”. 6Então os discípulos foram e fizeram como Jesus lhes havia mandado. 7Trouxeram a jumenta e o jumentinho e puseram sobre eles suas vestes, e Jesus montou. 8A numerosa multidão estendeu suas vestes pelo caminho, enquanto outros cortavam ramos das árvores e os espalhavam pelo caminho. 9As multidões que iam na frente de Jesus e os que o seguiam, gritavam: “Hosana ao Filho de Davi! Bendito o que vem em nome do Senhor! Hosana no mais alto dos céus!” 10Quando Jesus entrou em Jerusalém, a cidade inteira se agitou, e diziam: “Quem é este homem?” 11E as multidões respondiam: “Este é o profeta Jesus, de Nazaré da Galileia”. – Palavra da salvação.

Mateus 27,11-54 – mais breve

Reflexão:

Jesus entra em Jerusalém para seu confronto final com os poderes religiosos e políticos que aí se armam contra ele. Pela fidelidade aos planos do Pai, Jesus é vítima da sociedade que o rejeita. Ele vem como líder popular, sem os aparatos e a ostentação do guerreiro que chega para arrasar. Ao contrário, apresenta-se como homem simples, humilde e pacífico. Ele salvará o povo, não por meio da violência e do sacrifício de vidas humanas, mas com a doação de sua própria vida. Ele é reconhecido e aclamado pela multidão como o rei-messias, que traz a justiça e a paz verdadeiras. Os dois aspectos da celebração de hoje, a saber, a entrada de Jesus em Jerusalém e a missa da paixão do Senhor, têm um caráter de figurada antecipação da Páscoa: as multidões aclamam o Cristo que vai vencer com sua paixão.(Dia a Dia com o Evangelho 2023)

FONTE:

EVANGELHO (mais longo)

Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo Mateus 26,14-27,66

O que me dareis se vos entregar Jesus?

 
Naquele tempo,
14
Um dos doze discípulos, chamado Judas Iscariotes,
foi ter com os sumos sacerdotes
15
e disse: “O que me dareis se vos entregar Jesus?”
Combinaram, então, trinta moedas de prata.
16
E daí em diante, Judas procurava uma oportunidade
para entregar Jesus.

Onde queres que façamos os preparativos para comer a Páscoa?

17
No primeiro dia da festa dos ázimos,
os discípulos aproximaram-se de Jesus
e perguntaram: 
“Onde queres que façamos os preparativos
para comer a Páscoa?”
18
Jesus respondeu: “Ide à cidade,
procurai certo homem e dizei-lhe:
‘O Mestre manda dizer: o meu tempo está próximo,
vou celebrar a Páscoa em tua casa,
junto com meus discípulos’”.
19
Os discípulos fizeram como Jesus mandou
e prepararam a Páscoa.

Um de vós vai me trair.

20
Ao cair da tarde, Jesus pôs-se à mesa
com os doze discípulos.
21
Enquanto comiam, Jesus disse:
“Em verdade eu vos digo, um de vós vai me trair”.
22
Eles ficaram muito tristes
e, um por um, começaram a lhe perguntar:
“Senhor, será que sou eu?”
23
Jesus respondeu:
“Quem vai me trair é aquele
que comigo põe a mão no prato.
24
O Filho do Homem vai morrer,
conforme diz a Escritura a respeito dele.
Contudo, ai daquele que trair o Filho do Homem!
Seria melhor que nunca tivesse nascido!”
25
Então Judas, o traidor, perguntou:
“Mestre, serei eu?”
Jesus lhe respondeu: “Tu o dizes”.

Isto é o meu corpo. Isto é o meu sangue.

26
Enquanto comiam, Jesus tomou um pão
e, tendo pronunciado a bênção,
partiu-o, distribuiu-o aos discípulos,
e disse: “Tomai e comei, isto é o meu corpo”.
27
Em seguida, tomou um cálice,
deu graças e entregou-lhes, dizendo:
“Bebei dele todos.
28
Pois isto é o meu sangue, o sangue da aliança,
que é derramado em favor de muitos,
para remissão dos pecados.
29
Eu vos digo: de hoje em diante
não beberei deste fruto da videira,
até ao dia em que, convosco, beberei o vinho novo
no Reino do meu Pai”.
30
Depois de terem cantado salmos,
foram para o monte das Oliveiras.

Ferirei o pastor e as ovelhas do rebanho se dispersarão.

31
Então Jesus disse aos discípulos:
“Esta noite,
vós ficareis decepcionados por minha causa.
Pois assim diz a Escritura: ‘Ferirei o pastor
e as ovelhas do rebanho se dispersarão’.
32
Mas, depois de ressuscitar,
eu irei à vossa frente para a Galileia”.
33
Disse Pedro a Jesus:
“Ainda que todos fiquem decepcionados por tua causa,
eu jamais ficarei”.
34
Jesus lhe declarou:
“Em verdade eu te digo, que, esta noite,
antes que o galo cante, tu me negarás três vezes”.
35
Pedro respondeu:
“Ainda que eu tenha de morrer contigo,
mesmo assim não te negarei”.
E todos os discípulos disseram a mesma coisa.

Começou a ficar triste e angustiado.

36
Então Jesus foi com eles a um lugar chamado Getsêmani,
e disse: “Sentai-vos aqui,
enquanto eu vou até ali para rezar!”
37
Jesus levou consigo Pedro e os dois filhos de Zebedeu,
e começou a ficar triste e angustiado.
38
Então Jesus lhes disse:
“Minha alma está triste até á morte.
Ficai aqui e vigiai comigo!”
39
Jesus foi um pouco mais adiante,
prostrou-se com o rosto por terra e rezou:
“Meu Pai, se é possível, afaste-se de mim este cálice.
Contudo, não seja feito como eu quero,
mas sim como tu queres”.
40
Voltando para junto dos discípulos,
Jesus encontrou-os dormindo, e disse a Pedro:
“Vós não fostes capazes de fazer
uma hora de vigília comigo?
41
Vigiai e rezai, para não cairdes em tentação;
pois o espírito está pronto, mas a carne é fraca”.
42
Jesus se afastou pela segunda vez e rezou:
“Meu Pai, se este cálice não pode passar
sem que eu o beba, seja feita a tua vontade!”
43
Ele voltou de novo e encontrou os discípulos dormindo,
porque seus olhos estavam pesados de sono.
44
Deixando-os, Jesus afastou-se e rezou pela terceira vez, 
repetindo as mesmas palavras.
45
Então voltou para junto dos discípulos e disse:
“Agora podeis dormir e descansar.
Eis que chegou a hora
e o Filho do Homem é entregue nas mãos dos pecadores.
46
Levantai-vos! Vamos!
Aquele que me vai trair, já está chegando”.

Lançaram as mãos sobre Jesus e o prenderam.

47
Jesus ainda falava, quando veio Judas, um dos Doze,
com uma grande multidão armada de espadas e paus.
Vinham a mandado dos sumos sacerdotes
e dos anciãos do povo.
48
O traidor tinha combinado com eles um sinal, dizendo:
“Jesus é aquele que eu beijar; prendei-o!”
49
Judas, logo se aproximou de Jesus, dizendo:
“Salve, Mestre!” E beijou-o.
50
Jesus lhe disse:
“Amigo, a que vieste?”
Então os outros avançaram
lançaram as mãos sobre Jesus e o prenderam.
51
Nesse momento, um dos que estavam com Jesus
estendeu a mão, puxou a espada,
e feriu o servo do Sumo Sacerdote,
cortando-lhe a orelha.
52
Jesus, porém, lhe disse:
“Guarda a espada na bainha!
pois todos os que usam a espada pela espada morrerão.
53
Ou pensas que eu não poderia recorrer ao meu Pai
e ele me mandaria logo mais de doze legiões de anjos?
54
Então, como se cumpririam as Escrituras,
que dizem que isso deve acontecer?”
55
E, naquela hora, Jesus disse à multidão:
“Vós viestes com espadas e paus para me prender,
como se eu fosse um assaltante.
Todos os dias, no Templo, eu me sentava para ensinar,
e vós não me prendestes”.
56
Porém, tudo isto aconteceu
para se cumprir o que os profetas escreveram.
Então todos os discípulos, abandonando Jesus, fugiram.

Vereis o Filho do Homem sentado à direita do Todo-poderoso.

57
Aqueles que prenderam Jesus
levaram-no à casa do Sumo Sacerdote Caifás,
onde estavam reunidos os mestres da Lei e os anciãos.
58
Pedro seguiu Jesus de longe
até o pátio interno da casa do Sumo Sacerdote.
Entrou e sentou-se com os guardas
para ver como terminaria tudo aquilo.
59
Ora, os sumos sacerdotes e todo o Sinédrio
procuravam um falso testemunho contra Jesus,
a fim de condená-lo à morte.
60
E nada encontraram,
embora se apresentassem muitas falsas testemunhas.
Por fim, vieram duas testemunhas,
61
que afirmaram: “Este homem declarou:
‘posso destruir o Templo de Deus
e construí-lo de novo em três dias’”.
62
Então o Sumo Sacerdote levantou-se
e perguntou a Jesus: “Nada tens a responder
ao que estes testemunham contra ti?”
63
Jesus, porém, continuava calado.
E o Sumo Sacerdote lhe disse:
“Eu te conjuro pelo Deus vivo
que nos digas se tu és o Messias, o Filho de Deus”.
64
Jesus respondeu: “Tu o dizes.
Além disso, eu vos digo que de agora em diante
vereis o Filho do Homem
sentado à direita do Todo-poderoso,
vindo sobre as nuvens do céu”.
65
Então o sumo sacerdote rasgou suas vestes
e disse: “Blasfemou!
Que necessidade temos ainda de testemunhas?
Pois agora mesmo vós ouvistes a blasfêmia.
66
Que vos parece?”
Responderam: “É réu de morte!”
67
Então cuspiram no rosto de Jesus e o esbofetearam.
Outros lhe deram bordoadas,
68
dizendo: “Faze-nos uma profecia, Cristo,
quem foi que te bateu?”

Antes que o galo cante, tu me negarás três vezes.

69
Pedro estava sentado fora, no pátio.
Uma criada chegou perto dele e disse:
“Tu também estavas com Jesus, o Galileu!”
70
Mas ele negou diante de todos:
“Não sei o que tu estás dizendo”.
71
E saiu para a entrada do pátio.
Então uma outra criada viu Pedro
e disse aos que estavam ali:
“Este também estava com Jesus, o Nazareno”.
72
Pedro negou outra vez, jurando:
“Nem conheço esse homem!”
73
Pouco depois, os que estavam ali
aproximaram-se de Pedro e disseram:
“É claro que tu também és um deles,
pois o teu modo de falar te denuncia”.
74
Pedro começou a maldizer e a jurar, dizendo
que não conhecia esse homem!”
E nesse instante o galo cantou.
75
Pedro se lembrou do que Jesus tinha dito:
“Antes que o galo cante, tu me negarás três vezes”.
E saindo dali, chorou amargamente.

Entregaram Jesus a Pilatos, o governador.

27,1
De manhã cedo,
todos os sumos sacerdotes e os anciãos do povo
convocaram um conselho contra Jesus,
para condená-lo à morte.
2
Eles o amarraram, levaram-no
e o entregaram a Pilatos, o governador.

Não é lícito colocá-las no tesouro porque é preço de sangue.

3
Então Judas, o traidor,
ao ver que Jesus fora condenado, ficou arrependido
e foi devolver as trinta moedas de prata
aos sumos sacerdotes e aos anciãos,
4
dizendo:
“Pequei, entregando à morte um homem inocente”.
Eles responderam: “O que temos nós com isso?
O problema é teu”.
5
Judas jogou as moedas no santuário,
saiu e foi se enforcar.
6
Recolhendo as moedas, os sumos sacerdotes disseram:
“É contra a Lei colocá-las no tesouro do Templo,
porque é preço de sangue”.
7
Então discutiram em conselho
e compraram com elas o Campo do Oleiro,
para aí fazer o cemitério dos estrangeiros.
8
É por isso que aquele campo até hoje
é chamado de “Campo de Sangue”.
9
Assim se cumpriu o que tinha dito o profeta Jeremias:
“Eles pegaram as trinta moedas de prata
– preço do Precioso,
preço com que os filhos de Israel o avaliaram –
10
e as deram em troca do Campo do Oleiro,
conforme o Senhor me ordenou!”

Tu és o rei dos judeus?

11
Jesus foi posto diante do governador,
e este o interrogou:
“Tu és o rei dos judeus?”
Jesus declarou: “É como dizes”,
12
e nada respondeu, quando foi acusado
pelos sumos sacerdotes e anciãos.
13
Então Pilatos perguntou:
“Não estás ouvindo de quanta coisa eles te acusam?”
14
Mas Jesus não respondeu uma só palavra,
e o governador ficou muito impressionado.
15
Na festa da Páscoa,
o governador costumava soltar o prisioneiro
que a multidão quisesse.
16
Naquela ocasião, tinham um prisioneiro famoso,
chamado Barrabás.
17
Então Pilatos perguntou à multidão reunida:
“Quem vós quereis que eu solte:
Barrabás, ou Jesus, a quem chamam de Cristo?”
18
Pilatos bem sabia
que eles haviam entregado Jesus por inveja.
19
Enquanto Pilatos estava sentado no tribunal,
sua mulher mandou dizer a ele:
“Não te envolvas com esse justo! Porque esta noite,
em sonho, sofri muito por causa dele”.
20
Porém, os sumos sacerdotes e os anciãos
convenceram as multidões para que pedissem Barrabás
e que fizessem Jesus morrer.
21
O governador tornou a perguntar:
“Qual dos dois quereis que eu solte?”
Eles gritaram: “Barrabás”.
22
Pilatos perguntou: “Que farei com Jesus,
que chamam de Cristo?”
Todos gritaram: “Seja crucificado!”
23
Pilatos falou: “Mas, que mal ele fez?”
Eles, porém, gritaram com mais força:
“Seja crucificado!”
24
Pilatos viu que nada conseguia
e que poderia haver uma revolta.
Então mandou trazer água,
lavou as mãos diante da multidão, e disse:
“Eu não sou responsável pelo sangue deste homem.
Este é um problema vosso!”
25
O povo todo respondeu:
“Que o sangue dele caia sobre nós
e sobre os nossos filhos”.
26
Então Pilatos soltou Barrabás,
mandou flagelar Jesus,
e entregou-o para ser crucificado.

Salve, rei dos judeus!

27
Em seguida, os soldados de Pilatos
levaram Jesus ao palácio do governador,
e reuniram toda a tropa em volta dele.
28
Tiraram sua roupa e o vestiram com um manto vermelho;
29
depois teceram uma coroa de espinhos,
puseram a coroa em sua cabeça,
e uma vara em sua mão direita.
Então se ajoelharam diante de Jesus e zombaram,
dizendo: “Salve, rei dos judeus!”
30
Cuspiram nele
e, pegando uma vara, bateram na sua cabeça.
31
Depois de zombar dele,
tiraram-lhe o manto vermelho
e, de novo, o vestiram com suas próprias roupas.
Daí o levaram para crucificar.

Com ele também crucificaram dois ladrões.

32
Quando saíam, encontraram um homem chamado Simão,
da cidade de Cirene,
e o obrigaram a carregar a cruz de Jesus.
33
E chegaram a um lugar chamado Gólgota,
que quer dizer “lugar da caveira”.
34
Ali deram vinho misturado com fel para Jesus beber.
Ele provou, mas não quis beber.
35
Depois de o crucificarem,
fizeram um sorteio, repartindo entre si as suas vestes.
36
E ficaram ali sentados, montando guarda.
37
Acima da cabeça de Jesus
puseram o motivo da sua condenação:
“Este é Jesus, o Rei dos Judeus”.
38
Com ele também crucificaram dois ladrões,
um à direita e outro à esquerda de Jesus.

Se és o Filho de Deus, desce da cruz!

39
As pessoas que passavam por ali o insultavam,
balançando a cabeça e dizendo:
40
“Tu que ias destruir o Templo
e construí-lo de novo em três dias,
salva-te a ti mesmo!
Se és o Filho de Deus, desce da cruz!”
41
Do mesmo modo, os sumos sacerdotes,
junto com os mestres da Lei e os anciãos,
também zombaram de Jesus:
42
“A outros salvou… a si mesmo não pode salvar!
É Rei de Israel… Desça agora da cruz!
e acreditaremos nele.
43
Confiou em Deus; que o livre agora,
se é que Deus o ama!
Já que ele disse: Eu sou o Filho de Deus”.
44
Do mesmo modo, também os dois ladrões
que foram crucificados com Jesus, o insultavam.

Eli, Eli, lamá sabactâni?

45
Desde o meio-dia até às três horas da tarde,
houve escuridão sobre toda a terra.
46
Pelas três horas da tarde, Jesus deu um forte grito:
“Eli, Eli, lamá sabactâni?”,
que quer dizer: “Meu Deus, meu Deus,
por que me abandonaste?”
47
Alguns dos que ali estavam, ouvindo-o, disseram:
“Ele está chamando Elias!”
48
E logo um deles, correndo, pegou uma esponja,
ensopou-a em vinagre, colocou-a na ponta de uma vara,
e lhe deu para beber.
49
Outros, porém, disseram:
“Deixa, vamos ver se Elias vem salvá-lo!”
50
Então Jesus deu outra vez um forte grito
e entregou o espírito.

Aqui todos se ajoelham e faz-se uma pausa.

51
E eis que a cortina do santuário
rasgou-se de alto a baixo, em duas partes,
a terra tremeu e as pedras se partiram.
52
Os túmulos se abriram
e muito corpos dos santos falecidos ressuscitaram!
53
Saindo dos túmulos, depois da ressurreição de Jesus,
apareceram na Cidade Santa
e foram vistos por muitas pessoas.
54
O oficial e os soldados
que estavam com ele guardando Jesus,
ao notarem o terremoto e tudo que havia acontecido,
ficaram com muito medo e disseram:
“Ele era mesmo Filho de Deus!”
55
Grande número de mulheres estava ali, olhando de longe.
Elas haviam acompanhado Jesus desde a Galileia,
prestando-lhe serviços.
56
Entre elas estavam Maria Madalena,
Maria, mãe de Tiago e de José,
e a mãe dos filhos de Zebedeu.

José colocou o corpo de Jesus em um túmulo novo.

57
Ao entardecer,
veio um homem rico de Arimateia, chamado José,
que também se tornara discípulo de Jesus.
58
Ele foi procurar Pilatos e pediu o corpo de Jesus.
Então Pilatos mandou que lhe entregassem o corpo.
59
José, tomando o corpo,
envolveu-o num lençol limpo,
60
e o colocou em um túmulo novo,
que havia mandado escavar na rocha.
Em seguida, rolou uma grande pedra
para fechar a entrada do túmulo, e retirou-se.
61
Maria Madalena e a outra Maria
estavam ali sentadas, diante do sepulcro.

Tendes uma guarda. Ide, guardai o sepulcro como melhor vos parecer.

62
No dia seguinte,
como era o dia depois da preparação para o sábado,
os sumos sacerdotes e os fariseus foram ter com Pilatos,
63
e disseram: “Senhor, nós nos lembramos
de que quando este impostor ainda estava vivo, disse:
‘Depois de três dias eu ressuscitarei!’
64
Portanto, manda guardar o sepulcro até ao terceiro dia,
para não acontecer que os discípulos venham roubar o
corpo e digam ao povo: ‘Ele ressuscitou dos mortos!’
pois essa última impostura 
seria pior do que a primeira”.
65
Pilatos respondeu: “Tendes uma guarda.
Ide e guardai o sepulcro como melhor vos parecer”.
66
Então eles foram reforçar a segurança do sepulcro:
lacraram a pedra e montaram guarda.
Palavra da Salvação

Ou:

EVANGELHO (mais breve)
Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo Mateus 27,11-54

Tu és o rei dos judeus?

11
Naquele tempo, 
Jesus foi posto diante do Pôncio Pilatos,
e este o interrogou:
“Tu és o rei dos judeus?”
Jesus declarou: “É como dizes”,
12
e nada respondeu, quando foi acusado
pelos sumos sacerdotes e anciãos.
13
Então Pilatos perguntou:
“Não estás ouvindo de quanta coisa eles te acusam?”
14
Mas Jesus não respondeu uma só palavra,
e o governador ficou muito impressionado.
15
Na festa da Páscoa,
o governador costumava soltar o prisioneiro
que a multidão quisesse.
16
Naquela ocasião, tinham um prisioneiro famoso,
chamado Barrabás.
17
Então Pilatos perguntou à multidão reunida:
“Quem vós quereis que eu solte:
Barrabás, ou Jesus, a quem chamam de Cristo?”
18
Pilatos bem sabia
que eles haviam entregado Jesus por inveja.
19
Enquanto Pilatos estava sentado no tribunal,
sua mulher mandou dizer a ele:
“Não te envolvas com esse justo! Porque esta noite,
em sonho, sofri muito por causa dele”.
20
Porém, os sumos sacerdotes e os anciãos
convenceram as multidões para que pedissem Barrabás
e que fizessem Jesus morrer.
21
O governador tornou a perguntar:
“Qual dos dois quereis que eu solte?”
Eles gritaram: “Barrabás”.
22
Pilatos perguntou: “Que farei com Jesus,
que chamam de Cristo?”
Todos gritaram: “Seja crucificado!”
23
Pilatos falou: “Mas, que mal ele fez?”
Eles, porém, gritaram com mais força:
“Seja crucificado!”
24
Pilatos viu que nada conseguia
e que poderia haver uma revolta.
Então mandou trazer água,
lavou as mãos diante da multidão, e disse:
“Eu não sou responsável pelo sangue deste homem.
Este é um problema vosso!”
25
O povo todo respondeu:
“Que o sangue dele caia sobre nós
e sobre os nossos filhos”.
26
Então Pilatos soltou Barrabás,
mandou flagelar Jesus,
e entregou-o para ser crucificado.


Salve, rei dos judeus!

27
Em seguida, os soldados de Pilatos
levaram Jesus ao palácio do governador,
e reuniram toda a tropa em volta dele.
28
Tiraram sua roupa e o vestiram com um manto vermelho;
29
depois teceram uma coroa de espinhos,
puseram a coroa em sua cabeça,
e uma vara em sua mão direita.
Então se ajoelharam diante de Jesus e zombaram,
dizendo: “Salve, rei dos judeus!”
30
Cuspiram nele
e, pegando uma vara, bateram na sua cabeça.
31
Depois de zombar dele,
tiraram-lhe o manto vermelho
e, de novo, o vestiram com suas próprias roupas.
Daí o levaram para crucificar.


Com ele também crucificaram dois ladrões.

32
Quando saíam, encontraram um homem chamado Simão,
da cidade de Cirene,
e o obrigaram a carregar a cruz de Jesus.
33
E chegaram a um lugar chamado Gólgota,
que quer dizer “lugar da caveira”.
34
Ali deram vinho misturado com fel para Jesus beber.
Ele provou, mas não quis beber.
35
Depois de o crucificarem,
fizeram um sorteio, repartindo entre si as suas vestes.
36
E ficaram ali sentados, montando guarda.
37
Acima da cabeça de Jesus
puseram o motivo da sua condenação:
“Este é Jesus, o Rei dos Judeus”.
38
Com ele também crucificaram dois ladrões,
um à direita e outro à esquerda de Jesus.


Se és o Filho de Deus, desce da cruz!

39
As pessoas que passavam por ali o insultavam,
balançando a cabeça e dizendo:
40
“Tu que ias destruir o Templo
e construí-lo de novo em três dias,
salva-te a ti mesmo!
Se és o Filho de Deus, desce da cruz!”
41
Do mesmo modo, os sumos sacerdotes,
junto com os mestres da Lei e os anciãos,
também zombaram de Jesus:
42
“A outros salvou… a si mesmo não pode salvar!
É Rei de Israel… Desça agora da cruz!
e acreditaremos nele.
43
Confiou em Deus; que o livre agora,
se é que Deus o ama!
Já que ele disse: Eu sou o Filho de Deus”.
44
Do mesmo modo, também os dois ladrões
que foram crucificados com Jesus, o insultavam.


Eli, Eli, lamá sabactâni?

45
Desde o meio-dia até às três horas da tarde,
houve escuridão sobre toda a terra.
46
Pelas três horas da tarde, Jesus deu um forte grito:
“Eli, Eli, lamá sabactâni?”,
que quer dizer: “Meu Deus, meu Deus,
por que me abandonaste?”
47
Alguns dos que ali estavam, ouvindo-o, disseram:
“Ele está chamando Elias!”
48
E logo um deles, correndo, pegou uma esponja,
ensopou-a em vinagre, colocou-a na ponta de uma vara,
e lhe deu para beber.
49
Outros, porém, disseram:
“Deixa, vamos ver se Elias vem salvá-lo!”
50
Então Jesus deu outra vez um forte grito
e entregou o espírito.


Aqui todos se ajoelham e faz-se uma pausa.

51
E eis que a cortina do santuário
rasgou-se de alto a baixo, em duas partes,
a terra tremeu e as pedras se partiram.
52
Os túmulos se abriram
e muito corpos dos santos falecidos ressuscitaram!
53
Saindo dos túmulos, depois da ressurreição de Jesus,
apareceram na Cidade Santa
e foram vistos por muitas pessoas.
54
O oficial e os soldados
que estavam com ele guardando Jesus,
ao notarem o terremoto e tudo que havia acontecido,
ficaram com muito medo e disseram:
“Ele era mesmo Filho de Deus!” 
Palavra da Salvação.