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domingo, setembro 26, 2021

A difícil virtude de aceitar os bens e os males

“Abandono nas mãos de Deus”; bonitas palavras, entretanto, difíceis de pô-las em prática.

Redação (05/09/2021 10:07, Gaudium Press) Ao lermos o Antigo Testamento, uma das personagens que mais sobressaem aos nossos olhos é a de um dos maiores profetas escolhidos por Deus para guiar o povo da aliança, Moisés, a quem o próprio Deus entregou as tábuas da Lei.

A mão de Deus sempre o acompanhou de tal modo que, tomando Moisés por instrumento, os prodígios se multiplicavam: resgatar os judeus do jugo do faraó do Egito, afundando seus carros no mar vermelho; alimentando o povo com o maná no deserto; cobrindo-os com uma nuvem durante o escaldante sol diurno e, à noite, acompanhando-os com uma coluna de fogo que os iluminava… Todos esses portentos, a Divina Providência os realizou quando Moisés os suplicou ao Senhor.

Outro inaudito exemplo de ímpar benevolência divina, quando o povo sedento instigava a Moisés para que implorasse a Deus saciasse sua sede, este intercedeu por eles ao Senhor, que lhe disse sairia água da rocha.

Entretanto, Moisés bateu na pedra duas vezes, pelo que o milagre não se realizou de imediato. O Criador, vendo isso, puniu o profeta de Israel fazendo que ele simplesmente visse a terra da promessa, sem nela entrar.

Quando vemos esta atitude de Moisés, surge-nos uma pergunta: “Por que a hesitação diante da espera de novo milagre, quando todos os anteriores se tinham realizado tal como Deus havia dito?

Terá faltado nele certa virtude encontrada somente naqueles que atingiram altos páramos de perfeição na vida espiritual, isto é, a virtude do abandono nas mãos de Deus?

Tal disposição interior pede que tenhamos uma conformidade com os desígnios divinos completa; uma tranquilidade durante as provações e uma fé no meio das penumbras das incertezas, assim como o fez o apóstolo dos Gentios que, depois de ter perseguido a Igreja, convertido, unicamente lhe preocupa saber: “Senhor, que queres que eu faça?”

Por que então não almejarmos tal abandono, dispostos a aceitar todas as amarguras e sofrimentos que Deus nos pede? “Se aceitamos de Deus os bens, não deveríamos aceitar também os males?”

Por Andrés Sierra

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