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quarta-feira, abril 14, 2021

A esmola do bom exemplo

Todos nós temos a obrigação de trabalharmos pela salvação de nossos irmãos, com a palavra e o exemplo de vida.

Redação (24/02/2021 17:41, Gaudium Press) Quando se fala em amor ao próximo, logo nos vem à mente a ideia da ajuda material aos mais necessitados, limitada à generosidade e à real disponibilidade dos bens de cada um.

Ao realizar esse ato de caridade, em geral, o benfeitor se considera merecedor do louvor divino: “Em verdade Eu vos declaro: todas as vezes que fizestes isto a um destes meus irmãos mais pequeninos, foi a Mim mesmo que o fizestes!” (Mt 25, 40). Estaria, portanto, quite com o Criador.

Entretanto, não temos todos nós um dever moral, primeiro, para com Deus e depois para com todos os homens, sem excluir os detentores de grandes fortunas?

Com efeito — como nos adverte o Divino Mestre —, todo batizado deve ser sal da terra e luz do mundo, fazendo brilhar suas boas obras diante dos homens, de maneira que estes glorifiquem a Deus (cf. Mt 5, 13-16).

Desse modo, todos são credores do bom exemplo e da vida virtuosa de cada um. Esta é a caridade compreendida em seu aspecto mais elevado. E dela ninguém está dispensado, desde o multimilionário até o mais pobre dos homens.

Tal realidade espiritual se baseia no fato de que, para o bem ou para o mal, é o exemplo que arrasta outros a seguirem o mesmo caminho. Isto é consequência do instinto de sociabilidade, mais arraigado no homem do que o próprio instinto de conservação.

Escravidão à tecnologia

Ora, a civilização contemporânea aperfeiçoou-se em proporcionar a todo cidadão os meios para ficar conectado com o mundo inteiro, acompanhando os principais acontecimentos em tempo real.

Mas, enquanto a técnica avança, cada um se sente mais só no meio da multidão, paradoxalmente isolado até de seus mais próximos.

E ainda mais nesta pandemia, devido ao medo do contágio, ao distanciamento social e ao confinamento, grande parte da humanidade se encontra nessa situação – escravizada, viciada e submergida no digital e virtual – com o consequente conflitante e esfriamento das “reais” relações sociais nos círculos familiares.

Promove-se, assim, a exacerbação do egoísmo e definha o amor ao próximo, por onde cada vez menos o homem se preocupa com os infortúnios alheios.

A verdadeira caridade

Estando ausente a verdadeira caridade, tal desvio de visão tem gerado desordens de alma das quais decorrem problemas psíquicos sem conta, levando até ao suicídio.

Ora, se todos resolvessem, com o auxílio da graça, praticar os Mandamentos da Lei de Deus na sua integridade, dando aos outros a nobre esmola do bom exemplo —, não se solucionariam incontáveis problemas espirituais, e até físicos, levando o homem contemporâneo a reencontrar o autêntico sentido da vida, perdido há tanto tempo?

 

Texto extraído, com adaptações, da Revista Arautos do Evangelho n.146, fevereiro 2014.

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