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domingo, outubro 17, 2021

Beato Inácio de Azevedo, mártir do Brasil

Em 17 de julho, a Igreja celebra a memória do Beato Inácio de Azevedo e seus companheiros mártires. O sangue de homem tão insigne comprou as raízes sobrenaturais do catolicismo no Brasil

Redação (Gaudium Press) Ano de 1570. Os missionários incumbidos pela Companhia de Jesus para a conversão do novo continente navegam rumo às praias do nordeste brasileiro. O superior de tal encargo chama-se Pe. Inácio de Azevedo.[1] Homem de caráter rígido, pronto para todas as adversidades, não poupa esforços pela glória da Igreja. A ele aplica-se bem o lema da Companhia: “Ad maiorem Dei glóriam”.[2]

Uma das principais tarefas dos Jesuítas era a cristianização das novas colônias, levando o Evangelho e a civilização aos incultos rincões do mundo não batizado. Animado por seu zelo pastoral, Inácio recrutou outros tantos missionários para essa campanha.

Encontrava-se ele próximo de Las Palmas, quando, repentinamente, o fragor das ondas foi interrompido pelos gritos da sentinela avisando sobre uma esquadra inimiga. Eram corsários mandados para interceptar a nau católica. Nessa hora, a Providência mostrou um caminho: transformar todo o desejo evangelizador em testemunho pessoal por Cristo, através do martírio.

O holocausto, prelúdio da vitória

Inácio, com verdadeira galhardia, soube que agradaria mais a Deus ser o mártir do Brasil do que seu apóstolo. Assim, sua resolução foi jamais recuar, nem sequer por um instante diante daqueles homens pérfidos e sem honra. Na iminência de seu fim, ele disse aos seus: “Filhos, não temais! Eu vou adiante, aparelhar-vos as moradas”[3] e, estendendo os braços em forma de cruz, rendeu sua alma a Deus. Logo adiante, todos os seguidores desse santo conquistaram a palma do martírio!

Se de fato, “semen est sanguis christianorum”[4], com muita verdade pode-se crer que o sangue de Inácio foi semente da fé brasileira, e que graças a esse holocausto, nossa pátria pode se chamar verdadeiramente a Terra de Santa Cruz!

Se o Brasil é conhecido como um grande país, seja por suas vastidões continentais, seja por seus inúmeros predicados, muito mais o é pela fé daquele peito cravado de punhaladas cujo sangue derramado se alastrou pelo oceano até irrigar essa terra cheia de promessas, deitando aqui as raízes sobrenaturais do catolicismo como prelúdio da vitória de Nosso Senhor em nosso amado país.

Por Fabio Soares


[1] Inácio nasceu em 1526, nas proximidades do Porto, filho de Dom Manuel de Azevedo e Dona Francisca de Abreu. Ingressou nos Jesuítas e no ano de 1570 foi nomeado Provincial do Brasil, embarcando numa navio que nunca tocaria o solo brasileiro.

[2] Latim: “Para a maior glória de Deus.”

[3] Cf. GONÇALVES DA COSTA, M. Inácio de Azevedo, o homem e sua época. Braga: Cruz 1957

[4] “Sangue de mártires, semente de cristãos” (cf. Apologético 50, 13).

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