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quarta-feira, setembro 22, 2021

Bispo católico é preso e submetido a sessões políticas por governo chinês

Para os comunistas chineses, são considerados “criminosos” os “profissionais religiosos” que não aderem à igreja Patriótica Independente e se submetem às normas do Partido.

Para os comunistas chineses, são considerados “criminosos” os “profissionais religiosos” que não aderem à igreja Patriótica Independente e se submetem às normas do Partido.
Redação (25/05/2021, Gaudium Press) O bispo de Xinxiang, Dom Giuseppe Zhang Weizhu e os 10 sacerdotes presos nos últimos dias na China foram transferidos para um local de confinamento solitário e submetidos a “sessões políticas” desde segunda-feira, 24/05, informou a Agencia “Ásia News”.

Essas sessões políticas são definidas pelos fiéis católicos chineses como um período de “lavagem cerebral”, quando se incutem nos prisioneiros os princípios da liberdade religiosa definida pelo Partido Comunista Chinês.

Dom Zhang Weizhu e seus sacerdotes são “criminosos”, segundo as autoridades comunistas da China

Dom Giuseppe Zhang Weizhu, de 63 anos é o bispo da diocese de Xinxiang (Henan) desde 1991. Ele é reconhecido pela Santa Sé, mas não pelo governo chinês, e isso é suficiente para transformá-lo em “criminoso”.

Os 10 padres detidos também são “criminosos” porque se recusam a aderir à denominada “Igreja Independente” e a se submeterem ao Partido Comunista Chinês, conforme exige o Novo Regulamento sobre Assuntos Religiosos da China.

A prisão do Bispo, de seus sacerdote e seminaristas

Conforme informa a Agencia “Asia News”, o bispo Zhang e seus sacerdotes foram presos em 20 e 21 de maio em uma grande operação policial envolvendo 100 policiais de Cangzhou, Hejian e Shaheqiao.

Junto com eles foram presos 10 estudantes de teologia que recebiam aulas em uma fábrica montada por um católico.
Os estudantes foram devolvidos a suas famílias e proibidos pela polícia de continuar seus estudos.

Na China, os “profissionais religiosos” só podem atuar submetendo-se à Igreja “independente”

Na China, os novos regulamentos só permitem atividades religiosas e escolas de teologia em locais registrados e controlados pelo governo. Para a lei do governo comunista, os “profissionais religiosos” (como são denominados os sacerdotes) só podem cumprir as suas funções se aderirem à Igreja “independente” (da Santa Sé) e se submeterem ao Partido comunista.

Acordo entre o Vaticano e a China não mudou essencialmente esse controle sobre a Igreja

O Vaticano assinou um acordo com o Ministério das Relações Exteriores da China, que o considera um Estado estrangeiro.
Mas as atividades da Igreja e religiões na China são controladas pela Frente Unida e pelo Ministério de Assuntos Religiosos. Qualquer acordo com o Ministério das Relações Exteriores não tem aplicação para a gestão da Igreja.

Por isso, embora o Acordo entre China e Vaticano reconheça o Papa como chefe da Igreja Católica universal (e, portanto, também da Igreja chinesa), isso não tem repercussões nem implica maior liberdade nas comunidades locais.

Na prática, tem acontecido o contrário: a perseguição aumentou.

Especialmente são perseguidas as comunidades que não se submetem às normas do Ministério de Assuntos Religiosos na China.

Por isso existem bispos em prisão domiciliar, como o bispo Jia Zhiguo; bispos cuja água, luz e gás foram cortados, como o bispo Guo Xijin; bispos que não podem ser recebidos por seus próprios fiéis, como o bispo Shao Zhumin e bispos submetidos a sessões políticas e “lavagem cerebral”, como acontece agora com Dom Zhang Weizhu. (JSG)

(Informações Ásia News-FotoInfoVaticana)

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