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sexta-feira, abril 15, 2022

Bispos escandinavos também criticam Caminho Sinodal Alemão

Os bispos da Suécia, Finlândia, Noruega, Islândia e Dinamarca manifestaram preocupação com “a direção, a metodologia e a substância” do Caminho Sinodal Alemão.

Redação (11/03/2022 12:25, Gaudium Press) Recentemente, os bispos poloneses criticaram as reformas em andamento na Alemanha, dizendo estar “profundamente preocupados” e alertando que não se deve “ceder às pressões do mundo ou aos modelos da cultura predominante”. Isso poderia “levar à corrupção moral e espiritual”.

Agora são os bispos escandinavos que alertam Mons. Batzing sobre o rumo que boa parte do catolicismo alemão está tomando.

Reunidos em Assembleia Plenária, os bispos da Suécia, Finlândia, Noruega, Islândia e Dinamarca enviaram uma carta aberta ao bispo de Limburg, e em sua pessoa aos demais bispos alemães, expressando sua preocupação com o conteúdo do Caminho Sinodal Alemão.

“Na legítima busca de respostas às questões do nosso tempo, devemos, no entanto, respeitar os limites estabelecidos pelos temas que representam aspectos imutáveis do ensinamento da Igreja”, ressaltam os prelados nórdicos.

Eles também apontam que “as verdadeiras reformas da Igreja consistem em defender, explicar e colocar em prática o ensinamento católico fundado na Revelação divina e na Tradição autêntica” e que “dificilmente podemos esperar uma nova plenitude de vitalidade católica se o conteúdo de nossa fé for empobrecido“.

E advertem: “Todos esperamos uma revitalização da vida católica e da missão da Igreja. No entanto, corre-se o risco de que, na medida em que permanecemos presos aos paradigmas do processo de pensamento e da mudança estrutural, acabemos concebendo a Igreja como um projeto objeto de nossa ação. O processo sinodal pressupõe a imagem da Igreja como Povo de Deus peregrino. É evidente que tal povo deve ser organizado com sensatez”.

“Para que nosso discernimento sinodal seja frutífero, deve ser enriquecido e guiado por outras dimensões. Parece-nos essencial, precisamente neste momento, centrarmo-nos no mistério sacramental da Igreja.[…] A Igreja não pode ser definida simplesmente como uma comunidade visível. A Igreja é um mistério de comunhão: comunhão do homem com o Deus Trino; comunhão entre os fiéis; comunhão de todas as Igrejas particulares com o Sucessor de Pedro”.

“Os católicos que constituem e conduzem a vida de nossas paróquias e comunidades percebem instintivamente esse mistério sacramental, mas não são necessariamente os mais inclinados a preencher questionários ou a participar de discussões em grupo. Não nos esqueçamos, no contexto do processo sinodal, de prestar atenção também ao seu testemunho”.

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