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sexta-feira, dezembro 3, 2021

Cardeal Kasper: “Um sínodo não é parlamento”

As afirmações foram feitas em um evento do Grupo de Trabalho de Antropologia Cristã, em 7 de novembro.

Redação (11/11/2021 15:42, Gaudium Press) As críticas do cardeal Walter Kasper ao chamado Caminho Sinodal Alemão estão se espalhando pelas mais variadas áreas, entre outras razões por vir de alguém que não é considerado um “tradicionalista”.

Essas críticas foram expressas pelo ex-prefeito do Pontifício Conselho de Promoção da Unidade Cristã no dia de estudo online, organizado pelo Arbeitskreis Christliche Anthropologie, o Grupo de Trabalho de Antropologia Cristã, em 7 de novembro.

O cardeal alemão explicou que o “pecado original” do Caminho Sinodal foi o abandono “da missão básica da evangelização” e a colocação “em primeiro plano dos critérios subordinados” ou de temas secundários como “sociologia, ciência política e humanidades”.

Os bispos são sucessores e devem transmitir a fé

O Cardeal Kasper afirmou que “em termos puramente formais, [o Caminho Sinodal] não abandonou o episcopado, mas o extirpou em sua essência. Em geral, de acordo com o texto sinodal, o bispo não é muito diferente de um presidente de um conselho administrativo que é eleito para um mandato fixo e pode ser eliminado a qualquer momento.” No entanto, a missão dos bispos é de sempre testemunhar e transmitir fielmente o Evangelho, e “exercer um ministério apostólico como sucessores”.

Em resumo, o Cardeal Kasper acredita que o Caminho Sinodal está tentando estabelecer uma espécie de controle democrático sobre o poder da Igreja, e que, apesar de se poder aprender algo com a ordem democrática, a ordem estabelecida pela Igreja deve prevalecer.

Um sínodo não deve ser confundido com um parlamento onde as decisões são tomadas pela maioria. É preciso buscar um consenso, o qual pode ser interpretado como um sinal do Espírito Santo.

“Um sínodo, portanto, não deve votar contra e derrubar uma minoria sem uma troca séria de argumentos, como aconteceu na última reunião do Caminho Sinodal”, comentou. “Ao fazê-lo, o Caminho Sinodal converteu-se em uma farsa de sínodo”, declarou.

Na última reunião da Assembleia Sinodal, o órgão supremo de decisões do Caminho Sinodal, reunido em Frankfurt de 30 de setembro a 2 de outubro, votou a favor de um texto apoiando bênçãos para casais do mesmo sexo e uma discussão sobre se o sacerdócio era necessário.

A Assembleia Sinodal é composta pelos bispos alemães, 69 membros do Comitê Central dos Católicos Alemães (ZdK) e representantes de outros setores da Igreja na Alemanha.

Além disso, o Cardeal Kasper não considera o Caminho Sinodal como um sínodo no sentido tradicional, mas um processo “sui generis”.

Com informações CNA.

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