Carlos V: há 500 anos coroado Imperador

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Há 500 anos, em 26 de outubro de 1520, após ser cingido com a coroa e as insígnias de Carlos Magno, Carlos V é reconhecido Imperador do Sacro Império Romano-Alemão.

Conquistador de vastos territórios, o Imperador preferiu viver seus últimos dias recluso num mosteiro à busca da coroa dos céus.

Redação (25/10/2020 09:39, Gaudium Press) No mês de outubro, rememoram-se acontecimentos de realce mundial. Entre eles, o da coroação de um dos imperadores de grande envergadura da Cristandade, Carlos V.

Em primeiro lugar, importa salientar que em virtude do imenso território geográfico de seu império – herança dos ascendentes espanhóis, alemães e borgonheses de Carlos V –, ao monarca cabiam três cerimônias de coroação: a de “rei dos Romanos”, quando ao eleito eram oferecidas as insígnias reais e a coroa de Carlos Magno; a de “rei dos Borgonheses”; e, por fim, a terceira, consistia em ser coroado imperador pelo Papa, tendo como palco a Cidade Eterna, Roma.

Carlos V, tendo sido eleito imperador do Sacro Império Romano Alemão em 1519, desejava ser coroado pelo Papa, em reconhecimento de seus poderes imperiais – costume estreado por Carlos Magno e legado até muitas gerações seguintes, mas já em desuso à época de Carlos V.

Todavia, em 1520, é consagrado rei dos Romanos e, três dias depois, em 26 de outubro de 1520, reconhecido oficial e publicamente como Imperador. Porém, não tendo ainda seus desejos totalmente atendidos e fiel ao seu lema “plus ultra” – mais além –, ansiava obter a chancela pontifícia para a sua realeza: ser coroado pelo Papa.

Coroado Imperador pelo Papa Clemente VII

O anelo de Carlos V seria atendido; porém, apenas nove anos mais tarde. No pórtico da cidade de Bolonha, em 1529, à espera do monarca, acompanhado de numeroso séquito cardinalício, encontrava-se o Papa Clemente VII – da influente família Médicis. De fato, a coroação tão aspirada por Carlos V não convinha ser na Cidade Eterna: as feridas do inclemente “saque de Roma” ainda estavam abertas…

Apenas dois anos antes, o próprio Papa precisara refugiar-se em Sant’Angelo ante a invasão das tropas alemãs de Carlos V – não se sabe ao certo, se isso tinha sido pretendido, tolerado ou sugerido pelo imperador. Fato é que a orgia de sangue apenas cessou em virtude de uma reconciliação selada entre ambos, a qual, no fundo, parece ter sido certa garantia de obtenção da tão esperada coroação.

Enfim, transcorridos mais de quatro de meses de preparativos e espera pelo aniversário natalício de Carlos V, a 22 de fevereiro de 1530, em Bolonha, diante de arcos do triunfo esculpidos com estátuas de Júlio César, Augusto, ou ainda de Constantino e Carlos Magno, Carlos foi coroado como Imperador do Sacro Império pelo Papa Clemente VII.

As aspirações do Habsburgo eram grandes: desejava estender sua influência a todo orbe, “onde o sol nunca se punha”. Em contrapartida, deu-se conta que ser imperador nem sempre é o mesmo que ser aceito em todos os seus domínios. Acontece que o poder da influência não se compra à força, só se conquista com muita dedicação e caridade.

A verdadeira autoridade conquista-se pela influência

Diante do desejo de estar sempre “mais além” – o que, em larga medida, ele alcançou –, a cristandade o aclamou como herdeiro dos antigos césares, ratificando seu domínio na Europa e em quantos outros quadrantes do globo.

No entanto, passados os anos, Carlos V pôde constatar que a autoridade de imperador reclamada para si encontrava resistência em muitos de seus pretensos súditos. Desse modo, o tempo o extenuou e ele se cansou da árdua vida.

Com efeito, preferiu ver-se longe das coroas deste mundo, comprovadas como passageiras, apegando-se a uma vida reclusa num mosteiro.

A fim de conquistar os céus…

Encerrava-se, assim, uma carreira, coroada de glórias e também de renúncias. Carlos V, ao abandonar as muitas terras que legou a seu irmão Fernando – que o sucederia no título imperial –, quis tentar conquistar as do céu, dormindo em paz com Deus, a quem reclamou perdão pelas faltas e saques cometidos no transcurso de sua existência.

Por Bonifácio Silvestre


Fontes de pesquisas:

Cf. ROPS. Daniel. A igreja da Renascença e da Reforma (II A Reforma Católica). São Paulo: Quadrante, 1996.

Cf. HUGH, Thomas. El imperio español de Carlos V. Planeta, Barcelona, 2012.

Cf. PÉREZ, Joseph. Carlos V. Temas de Hoy, Madrid, 2010.

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