17.3 C
São Paulo
sábado, setembro 25, 2021

Consagração da Basílica de Santa Maria Maior

Monumentos de devoção mariana, em Roma, são as estupendas igrejas, construídas em grande parte no mesmo lugar onde existiam templos pagãos. Bastam poucos nomes, entre os cem títulos dedicados à Virgem, para obter as dimensões desta mística homenagem à Mãe de Deus: Santa Maria Antiga, construída no Foro romano; Santa Maria de Araceli, no cimo mais alto do Capitólio, de onde a Sibila teria, segundo lenda medieval, revelado a Augusto a iminente vinda do Filho de Deus (“Eis o altar do primogênito de Deus”); Santa Maria dos Mártires, no Panteão; Santa Maria dos Anjos, nas Termas de Diocleciano; Santa Maria no Minerva, construída sobre os alicerces do templo de Minerva Calcídica; e, a maior de todas, como o próprio nome o diz, Santa Maria Maior, a quarta basílica patriarcal de Roma, chamada inicialmente Liberiana, porque era identificada com o antigo templo pagão, no alto do Esquilino, onde o papa Libério (352-366) adaptou a basílica cristã.

Narra uma lenda tardia que Nossa Senhora, aparecendo na mesma noite de 5 de agosto de 352 ao papa Libério e a um patrício romano, teria convidado ambos a construírem uma igreja onde de manhã encontrassem neve. Na manhã do dia 6 de agosto uma prodigiosa nevada, cobrindo a área exata do edifício, teria confirmado a visão, convencendo o papa e o rico patrício a porem mãos à obra na construção do primeiro grande santuário mariano, que recebeu o nome de Santa Maria da Neve. Pouco menos de um século depois, o papa Sisto III, para recordar a celebração do concílio de Éfeso (431) no qual era proclamada a maternidade divina de Maria, reconstruiu a igreja nas dimensões atuais.

Desta obra permanecem as naves com as colunas e os trinta e seis mosaicos que enfeitam a nave superior. À forma atual da basílica contribuíram vários pontífices, desde Sisto III que pôde oferecer ao povo de Deus o maior monumento ao culto da bem-aventurada Virgem (à qual prestamos culto de hiperdulia, isto é, de veneração maior do que o prestado aos outros santos), até os papas de nossa época. A basílica foi também denominada Santa Maria do Presépio, já antes do século VI, quando aí foram levadas as tábuas de antiga manjedoura, que a devoção popular identificou com a que acolheu o Menino Jesus na gruta de Belém. A celebração litúrgica da dedicação da basílica entrou no calendário romano somente no ano 1568.

Extraído do livro:
Um santo para cada dia, de Mario Sgarbossa e Luigi Giovannini.

FONTE: PAULUS

- Advertisement -
- Advertisement -

Ultimas Notícias