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quarta-feira, abril 14, 2021

Cuidado com a preguiça espiritual, adverte Papa no Angelus

Na transfiguração, o rosto radiante de Jesus, as vestes resplandecentes antecipam sua imagem como ressuscitado, oferecem a luz da esperança, para atravessar as trevas: a morte não será o fim, haverá a glória da Ressurreição.
Na transfiguração, o rosto radiante de Jesus, as vestes resplandecentes antecipam sua imagem como ressuscitado, oferecem a luz da esperança, para atravessar as trevas: a morte não será o fim, haverá a glória da Ressurreição.

Cidade do Vaticano (01/03/2021, 10:30, Gaudium Press) No domingo (28/02), voltando à Praça São Pedro, o Papa Francisco rezou com os féis a Oração Mariana do Angelus e fez uma reflexão a propósito do trecho do Evangelho recomendado pela liturgia do dia que trata da Transfiguração do Senhor diante de três de seus discípulos, no Monte Tabor.

Transfiguração do Senhor: Jesus anuncia a sua morte, leva os três discípulos ao monte e lhes mostra o que acontecerá depois da ressurreição

“Pouco antes, Jesus tinha anunciado que, em Jerusalém, iria sofrer muito, seria rejeitado e condenado à morte. Podemos imaginar o que deve ter acontecido então no coração de seus amigos, daqueles amigos íntimos, os seus discípulos: a imagem de um Messias forte e triunfante é colocada em crise, seus sonhos são partidos e a angústia aumenta ao pensar que o Mestre em que acreditaram seria morto como o pior dos malfeitores. Naquele momento, com aquela angústia da alma, Jesus chama Pedro, Tiago e João e os leva consigo para a montanha”, destaca o Papa em seu comentário inicial.

Em seguida, o Papa Francisco recordou o que diz o Evangelho: “Ele os levou sobre uma alta montanha”.

Francisco comentou que a montanha tem sempre um significado especial nas narrações das Sagradas Escrituras:
“É o lugar elevado, onde o céu e a terra se tocam, onde Moisés e os profetas tiveram a experiência extraordinária de encontrar Deus. Subir ao monte é aproximar-se um pouco de Deus.
Jesus sobe para o alto junto com os três discípulos e eles se detêm no topo da montanha. Aqui, Ele se transfigura diante deles.
O seu rosto radiante e as suas vestes resplandecentes, que antecipam a imagem como ressuscitado, oferecem àqueles homens assustados a luz, a luz da esperança, a luz para atravessar as trevas: a morte não será o fim de tudo, porque se abrirá para a glória da Ressurreição.
Jesus anuncia a sua morte, os leva ao monte e mostra para eles o que acontecerá depois da ressurreição. ”

Transfiguração: um convite para, na Quaresma, antecipar a visão da luz da Ressurreição

Francisco comentou que a afirmação de São Pedro de que seria bom ficar com o Senhor no monte, significa que ele havia vivido a antecipação da luz da Ressurreição em plena Quaresma.

O Pontífice explicou que o episódio evangélico é um convite para nos lembrar, –especialmente quando passamos por uma prova difícil –, recordar que o “Senhor Ressuscitou e não permite que as trevas tenham a última palavra”:

“Às vezes acontece que passamos por momentos de escuridão na nossa vida pessoal, familiar ou social, e tememos que não haja uma saída. Sentimo-nos assustados diante de grandes enigmas como a doença, a dor inocente ou o mistério da morte. No mesmo caminho de fé, muitas vezes tropeçamos quando encontramos o escândalo da cruz e as exigências do Evangelho, que nos pede para dedicar a vida ao serviço e perdê-la no amor, em vez de preservá-la para nós mesmos e defendê-la. Precisamos, então, de outro olhar, uma luz que ilumine em profundidade o mistério da vida e nos ajude a ir além dos nossos esquemas e além dos critérios deste mundo.

Também nós somos chamados a subir a montanha, a contemplar a beleza do Ressuscitado que acende vislumbres de luz em cada fragmento da nossa vida e nos ajuda a interpretar a história a partir da vitória pascal”.

Tenhamos cuidado: as palavras de São Pedro ‘é bom para nós ficarmos aqui’ não devem se tornar uma preguiça espiritual

Ainda comentando as palavras de São Pedro de que “seria bom ficar com o Senhor no monte”, Francisco recomendou: “tenhamos cuidado”, pois as palavras “de Pedro ‘é bom para nós ficarmos aqui’ não devem se tornar uma preguiça espiritual”.

E, logo em seguida, exortou:  “Não podemos permanecer na montanha e desfrutar sozinhos a beatitude deste encontro. O próprio Jesus nos leva de volta ao vale, entre os nossos irmãos e irmãs e na vida quotidiana”.

Para o Pontífice, “devemos ter cuidado com a preguiça espiritual: nós estamos bem, com as nossas orações e liturgias, e isto é suficiente para nós. Não! Subir a montanha não é esquecer a realidade.”

“Rezar nunca é fugir das fadigas da vida. A luz da fé não é para uma bela emoção espiritual. Não! Esta não é a mensagem de Jesus”.

“Somos chamados a experimentar o encontro com Cristo para que, iluminados pela sua luz, possamos levá-la e fazê-la brilhar em todos os lugares. Acender pequenas luzes nos corações das pessoas; ser pequenas lâmpadas do Evangelho que levam um pouco de amor e esperança: esta é a missão do cristão”, concluiu o Pontífice. (JSG)

 

(Com Informações VaticanNews, foto institutohesed.org.br)

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