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segunda-feira, abril 18, 2022

Defesa de Dom Antonio Carlos Rossi Keller assegura inocência do Bispo

“Nesta questão há interesses financeiros, políticos e ideológicos. Pessoas que não aceitam meu interesse de defender uma igreja apartidária e autenticamente católica”, alertou o prelado.

Rio Grande do Sul – Frederico Westphalen (14/02/2022 16:19, Gaudium Press) No dia 3 de fevereiro, o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS) acolheu uma denúncia envolvendo o Bispo da Diocese de Frederico Westphalen (RS), Dom Antonio Carlos Rossi Keller.

A denúncia, apresentada há três anos ao Ministério Público, já havia sido apurada e rejeitada pelo Judiciário gaúcho em primeira instância. Nesta fase recursal, o TJRS avaliou — como é de praxe nessa fase do procedimento — exclusivamente se a denúncia possuía os requisitos técnicos processuais mínimos para ser acatada, entretanto, a decisão é formal e provisória e não faz juízo sobre os fatos de abuso relatados.

“A decisão do colegiado de três desembargadores, em Porto Alegre, também, de certa forma era esperada, até pela repercussão que esta questão toda teve. Como prevê a Lei, a defesa irá recorrer em todas as instâncias possíveis contra esta decisão do acolhimento da denúncia. Temos fortes razões para acreditar que a mesma possa ser revertida”, escreveu Dom Antonio em seu perfil no Facebook.

Dom Antonio Keller absolvido

A motivação para que um pequeno grupo se rebelasse na Diocese, teria começado quando Dom Antonio cobrou que alguns sacerdotes cumprissem com as suas obrigações de evangelizar e que não permitissem o predomínio de ideologias político-partidárias dentro da Igreja. Um dos denunciantes foi definitivamente demitido do estado clerical pelo Papa Francisco, por desvios de procedimento e abandono das atividades eclesiais. Outras duas pessoas que acusam o Bispo abandonaram a Diocese por decisão própria.

Um processo também foi aberto e concluído, com decisão favorável ao Bispo, junto à Nunciatura Apostólica em Brasília. Conforme estabelecido pela legislação canônica, a investigação foi encaminhada à Congregação para a Doutrina da Fé, que indicou um juiz e dois assessores canônicos para instrução do processo. Após as audiências, em que foram ouvidas dezenas de pessoas — entre sacerdotes, seminaristas, leigos e religiosos — Dom Antonio Keller foi absolvido. A recente decisão do Tribunal de Justiça também não afeta as funções do Bispo, que segue no exercício de suas atividades.

Sacerdote há mais de quatro décadas, sendo treze anos na comunidade frederiquense, o Bispo também se manifestou em um vídeo, no final do ano de 2021, oportunidade na qual se dirigiu aos fiéis reiterando sua inocência e pedindo união e Fé. “Nesta questão há interesses financeiros, políticos e ideológicos. Pessoas que não aceitam meu interesse de defender uma igreja apartidária e autenticamente católica”, alertou. (EPC)

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