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sexta-feira, junho 17, 2022

Ele ainda permanece entre nós

Ser um outro Cristo: como cumprir esta obrigação?

 Redação (28/05/2022 19:04, Gaudium Press) Hoje estamos comemorando o solene momento em que o nosso Salvador, depois de permanecer junto aos seus durante quarenta dias com corpo glorioso, sobe aos Céus. Antes de deixar-nos, porém, Ele fez uma singular profecia, cuja atualidade ainda se verifica.

As testemunhas de Cristo

Os Atos dos Apóstolos, mas também o Evangelho de hoje, nos dão uma visão detalhada dos acontecimentos que envolveram a subida de Jesus aos Céus. No último diálogo entre o Divino Mestre e os seus discípulos, encontramos tal afirmação:

“Recebereis o poder do Espírito Santo, que descerá sobre vós para serdes minhas testemunhas” (At 1,8).

Ora, a partir da descida do Espírito Santo, os seguidores de Jesus começaram a difundir o Evangelho pelos quatro cantos da terra. E se, em nossos dias, a presença da Igreja encontra-se espalhada por quase todo o orbe, deve-se à transformação e revigoramento do zelo apostólico daqueles pescadores, que se tornaram as maiores testemunhas de Cristo. Deste modo, cumpriu-se neles a profecia do Salvador.

Agora, sabemos que a palavra de Deus permanece eternamente. Ela contém lições imorredouras. Assim sendo, que aplicação ela traz para mim – que talvez não seja ainda uma testemunha tão fiel de Cristo?

Salientando a obrigação diária do cristão, testemunha de Cristo, devo ser fiel ao batismo recebido. Eis ponto central a que nos impele a liturgia da Ascensão: sermos “Christianus alter Christus”. [1]

Destarte, hoje, bem caberia a efetivação de um propósito meu: buscar agir como Cristo no meu dia a dia…

Dessa maneira, a nossa vida irá se modelando segundo os princípios de nosso Salvador. E isso até nos afazeres mais corriqueiros, pois aquilo que professamos com os lábios, deve também se traduzir em obras. Não seria muito honesto ir à igreja para assistir à Santa Missa, comungar, ostentar o nome de católico, mas ao mesmo tempo viver o dia a dia como se nenhuma relação tivesse com a verdadeira religião.

É neste dever de cristão, somado à profecia de Cristo, que devemos estabelecer a nossa mira:

“Eis que estarei convosco todos os dias, até o fim dos tempos” (Mt 28,19).

Evidentemente, se esta presença se realiza sobretudo pelo sacramento da Eucaristia, também deverá dar-se de alguma forma no relacionamento entre os verdadeiros católicos, a saber, entre os que são testemunhas de Nosso Senhor, pois “onde dois ou mais estiverem reunidos em meu nome, Eu estarei no meio deles” (Mt 18,20).

Com tal anseio, imploremos o socorro e a proteção da Santa Mãe de Deus, a fiel testemunha de Cristo, certos de que com o seu auxílio desempenharemos a nossa missão de católicos nesta terra, e, mais tarde, partilharemos da glória celeste.

Por Jerome Sequeira Vaz


[1]  Do latim: “O cristão é um outro Cristo”.

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