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quinta-feira, julho 29, 2021

Espanha: Todos os médicos de Soria se recusam a praticar aborto

Soria é a única Província na Espanha onde o aborto não é realizado porque todos os seus médicos, por objeção de consciência, se recusam a praticá-lo.

 Soria é a única Povíncia na Espanha onde o aborto não é realizado porque todos os seus médicos, por objeção de consciência, se recusam a praticá-lo.

Redação (15/03/2021, 14:32, Gaudium Press) Conforme informa uma reportagem de Enrique Recio, escrita para El Español, Soria é a única Província espanhola onde, desde que foi aprovada a prática do aborto, por motivo de consciência, não foi morto nenhum nascituro.

A razão é que em toda a província de Soria não há um único médico disposto a matar seres humanos no útero de sua mãe.

Por isso todas as mulheres que residem em Soria e que desejam acabar com a vida de seu próprio filho em gestação, devem ir a uma clínica de aborto particular em Valladolid, fora da Província de Soria.

Quem quiser matar seu filho deve ir a outra Província

No ano passado, as 113 mulheres que desejavam fazer um aborto em Soria tiveram que percorrer 300 quilômetros para fazê-lo. 

Este é um fato que vem acontecendo desde 1989, ou seja, há mais de 31 anos a província de Soria não pratica nenhum aborto. Mesmo que, desde a aprovação da Lei do Aborto em 1985, centenas de mulheres tenham pedido todos os anos para que os médicos ponham fim à vida de seus filhos em gestação.

Na Espanha, a prática da matança de inocentes é um “serviço público” que pode ser prestado em hospitais do governo.

Abortistas se incomodam com a objeção de consciência dos médicos

Na Província de Soria os médicos se beneficiam do direito à objeção de consciência, e se recusam a matar bebês, um direito que a lei lhes faculta, embora incomode os favoráveis às matanças.

Não se surpreende, portanto,  que aqueles que sejam favoráveis à morte dos nascituros procurem por todos os modos limitar o direito dos médicos à objeção de consciência.

Pilar Moreno, médica e membro do Movimento Feminista de Salamanca, diz que a objeção de consciência é “uma armadilha”:

“Se você lê a lei, a objeção de consciência é individual. Não diz respeito à gestão ou ao serviço de ginecologia. O médico deve ter feito a objeção de consciência previamente. Se amanhã eu trabalhar em um hospital, não posso dizer que tenho uma objeção de consciência. Essa é uma armadilha muito grande que existe”.

O incômodo com a recusa dos médicos de Soria de matar chega a outros abortista e os argumentos são os mesmos: Roberto Lertxundi, também médico, diz que “A objeção de consciência é um direito que deve ser dado com antecedência e por escrito, ou seja, nos hospitais deve haver uma lista de médicos opositores”.

Para ele, “A lei, concretamente o artigo 19, estabelece o seguinte: A recusa de proceder à intervenção da interrupção da gravidez por motivos de consciência é sempre uma decisão individual do pessoal de saúde diretamente envolvido na realização da interrupção voluntária da gravidez, que deve ser declarado com antecedência e por escrito.”  (JSG)

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