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quinta-feira, maio 12, 2022

EUA: senado não aprova lei abortista

A ‘culpa’ foi de um senador democrata que mudou de posição. Republicanos votaram em bloco contra a chamada Lei de Proteção à Saúde da Mulher.

Biden lamenta a decisão. Foto: Gage Skidmore no Flickr

Biden lamenta a decisão. Foto: Gage Skidmore no Flickr

Redação (12/05/2022 16:00, Gaudium Press) Na época da sentença Roe vs. Wade, na década de 70 do século passado, quando a Suprema Corte americana abriu as portas do país ao aborto, a divisão entre republicanos e democratas nessa questão não era tão definida quanto hoje. Havia muito republicano abortista, e muito democrata pró-vida. Isso já não é assim, há muito tempo.

Por causa de um único democrata que não seguiu a linha abortista do partido, ontem, no Senado dos EUA, as colunas de todo edifício abortista nos EUA estão rachando.

Foi votada a chamada Lei de Proteção à Saúde da Mulher, nome eufemístico que oculta a legitimação do aborto no âmbito legislativo, ante a perspectiva da possível queda da sentença Roe vs. Wade, que é uma eventualidade muito real após o vazamento da opinião majoritária agora na Suprema Corte coletada pelo juiz Samuel Alito.

A votação final dessa lei foi de 51 contra e 49 a favor, com o senador democrata da Virgínia Ocidental, Joe Manchin, votando contra. Esta é uma derrota que se acumula à sofrida em 28 de fevereiro, quando já se queria fazer avançar esta lei.

Mais do que Roe vs. Wade

Para outra democrata pró-vida, Kristen Day, diretora do Democrats for Life of America, se esse projeto tivesse sido aprovado, teria ido “além de Roe [vs. Wade]”, ou seja, era bem mais radical. Mas não aconteceu assim.

Os senadores republicanos em bloco votaram contra esse projeto, fato que despertou a antipatia do ‘católico’ presidente abortista Biden:

“Os republicanos no Congresso – nenhum deles votou neste projeto de lei – optaram por impedir os direitos dos americanos de tomar as decisões mais pessoais sobre seus próprios corpos, famílias e vidas”, afirmou Biden. Ele também garantiu que “não deixará de lutar para proteger o acesso” ao aborto.

No entanto, a provável decisão da Suprema Corte no caso Dobbs v. Jackson Women’s Health Organization, que reverteria a sentença Roe v. Wade, e que será anunciado em julho próximo, acabaria sendo o rompimento radical da barragem abortista. Essa decisão devolveria aos órgãos legislativos estaduais o poder de definir em matéria de aborto, e espera-se que pelo menos 20 dos 50 estados da União proíbam completamente o aborto, algo que teria repercussões em todo o mundo.

A decisão do Senado americano foi saudada por Mons. William Lori e pelo cardeal Timothy Dolan, presidentes dos comitês pró-vida e liberdade religiosa do episcopado, que declararam que esse projeto de lei teria acrescentado milhões de vidas sacrificadas às mais de 60 milhões de crianças que morreram por causa do aborto nos EUA.

Com informações ReligionEnLibertad.

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