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quinta-feira, julho 29, 2021

Eutanásia é aprovada na Espanha: uma escolha contra a vida, diz a Igreja

A eutanásia antecipa o trabalho da morte. Devemos estar ao lado dos que sofrem, não os deixar nas mãos da desumanização da medicina, nas mãos da indústria da eutanásia.

A eutanásia antecipa o trabalho da morte. Devemos estar ao lado dos que sofrem, não os deixar nas mãos da desumanização da medicina, nas mãos da indústria da eutanásia.

Redação (19/03/2021, 14:40, Gaudium Press) A Espanha acaba de tornar-se o sétimo país a aprovar uma legislação que rechaça a vida. Ela entra para o cortejo lúgubre dos que incentivam a cultura da morte. Segue a Holanda, Bélgica, Luxemburgo, Suíça, Canadá e Nova Zelândia que já há algum tempo aprovaram leis que facilitam e autorizam a eutanásia e o suicídio assistido.

A lei entra em vigor em três meses e ainda não foi definida como fica a objeção de consciência por parte do pessoal de saúde

A eutanásia foi aprovada no Parlamento espanhol quando 202 deputados disseram sim para a lei e 141 a rejeitaram. A “interrupção voluntária da vida” –um eufemismo para que evita que se diga a palavra assassinato– entrará em vigor em três meses e poderá ser solicitada por aqueles que sofrem de uma enfermidade grave e incurável ou de uma doença grave, crônica e incapacitante.

A lei votada na Espanha regula tanto a eutanásia quanto o suicídio assistido e prevê um procedimento especial antes de “desligar os aparelhos”, a fim de verificar se subsiste a efetiva vontade do paciente.

O solicitante, em 15 dias, deve apresentar por duas vezes o pedido para ser morto. E ainda deve demonstrar por escrito que está ciente da possibilidade, como alternativa, de recorrer aos cuidados paliativos.

É previsível que haja um pedido da Ordem dos Médicos para permitir a objeção de consciência por parte do pessoal de saúde que se opõe à interrupção antecipada da vida.

Não deixar de lado a cultura da vida, contra a cultura da morte, cuidar dos que sofrem, dos doentes terminais com ternura, misericórdia

Dom Luis Argüello Garcia, bispo auxiliar de Valladolid, secretário geral da Conferência Episcopal do país ibérico, falando em nome dos bispos espanhóis, comentou:
“Uma má notícia! Foi escolhida a solução mais fácil: evitar o sofrimento que causa a morte daqueles que a sofrem, sem considerar que se pode ter um remédio válido, recorrendo a cuidados paliativos”.

Dom Argüello afirmo que, em vez disso, é necessário “promover uma cultura da vida e tomar medidas concretas para permitir uma vontade viva que permita aos cidadãos espanhóis expressar de forma clara e determinada seu desejo de receber cuidados paliativos”.

Para o bispo, a lei também deve permitir a possibilidade de expressar a vontade clara de não estar sujeito à aplicação desta lei sobre a eutanásia e, por parte do pessoal médico, de declarar-se objetor de consciência.

Não devemos deixar de lado a cultura da vida, –continuou o bispo de Valladolid– mas, contra a cultura da morte, cuidar dos que sofrem, dos doentes terminais com ternura, proximidade, misericórdia e encorajamento para manter viva a esperança naquelas pessoas que estão na última etapa de sua existência e que precisam de cuidado e conforto”.

A solução não é antecipar o fim da vida. A solução é cuidar do sofrimento físico e psíquico, espiritual

A propósito da aprovação da lei da eutanásia na Espanha, o presidente da Pontifícia Academia para a Vida, o arcebispo Vincenzo Paglia comentou:
“Devemos responder à difusão de uma verdadeira cultura da eutanásia, na Europa e no mundo, com uma abordagem cultural diferente. O sofrimento e o desespero dos doentes – disse dom Paglia – não devem ser ignorados.
A solução não é antecipar o fim da vida. A solução é cuidar do sofrimento físico e psíquico.

A Pontifícia Academia para a Vida apoia a necessidade de difundir os cuidados paliativos, não a antecâmara à eutanásia, mas uma verdadeira cultura paliativa de cuidar da pessoa inteira.

Quando não se pode mais curar, podemos sempre cuidar das pessoas.

Não devemos antecipar o trabalho sujo da morte com a eutanásia.
Devemos ser humanos –concluiu–, estar ao lado daqueles que sofrem, não deixá-los nas mãos de uma desumanização da medicina ou nas mãos da indústria da eutanásia”. (JSG)

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