O símbolo do fervor brasileiro

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O mês de outubro rememora aos brasileiros a construção do monumento símbolo de nossa Fé, a imagem de Cristo Redentor: de braços abertos à espera de irmos ao seu encontro.

Redação (11/10/2020 11:51, Gaudium Press) O ano de 1850 foi marcado por uma aspiração que ousou remexer o estável e sossegado Brasil-Império.

Foi a partir de uma sugestão dada pelo Pe. Boss à princesa Isabel, para que se colocasse um símbolo católico no Monte do Corcovado, que o rumo da atenção do Rio de Janeiro, e, por consequência do Brasil, começou a mudar de direção, fazendo com que até hoje desfrutemos, ao lado do Pão de Açúcar, de uma das consideradas “novas sete maravilhas do mundo”!

Preâmbulos da edificação

A sede imperial de Dom Pedro II, em 1850, estava fixada no Rio de Janeiro, local onde o sua glória rutilava como nunca. Por esta razão, o atual Estado fluminense se tornara a fonte de todas as atrações dos brasileiros, portugueses e estrangeiros vindos das mais variadas partes do mundo, pois era ali que residia o curioso “imperador do Brasil” e a sua corte.

Porém, sem grandes horizontes, o império de Dom Pedro tendia cada vez mais a estabelecer-se em si mesmo, e por isso, nesse ano de 1850, o Brasil não desfrutava de grandes inovações nem novos empreendimentos. As coisas tendiam resolverem-se por si mesmas, e a possibilidade de um possível golpe de estado de algum partido republicano se afigurava tão longínquo quanto longínqua era a ideia de sonhos ousados.

Uma ideia fora do comum

Foi nesse contexto que apareceu um certo Pe. Boss com uma sugestão fora do comum.

Pe. Pedro Maria Boss aparecera um dia na corte com a intenção de fazer uma sugestão à princesa Isabel, filha do imperador Pedro II, para que se colocasse um monumento cristão no topo do Monte do Corcovado, com o intuito homenageá-la, diante de toda a corte portuguesa.

Sua sugestão agradou enormemente à princesa e foi prontamente acatada por ela, a qual inclusive se dispôs a ajudá-lo nesse empreendimento.

Tentativa de início da construção

O empreendimento, contudo, demorou em começar. Foi só “na época da assinatura da Lei Áurea, diante da possibilidade de uma homenagem à princesa com uma estátua que a representaria como ‘A redentora’”, que finalmente a construção começou a tomar corpo.

“A Princesa Isabel, entretanto, se recusou” rotundamente que fosse feita uma estátua sua no Corcovado, “conforme o aviso de 2 de agosto de 1888”, dizendo que “a homenagem deveria ser feita ao verdadeiro “Redentor dos homens”, com uma imagem ao Sagrado Coração de Jesus”.

Assim se afigurou o plano de construção do Cristo, a qual, somente 38 anos depois, começou a se concretizar…

Porém, no ano seguinte 1889, o país se tornou uma República e, “com a oficialização da separação entre Igreja e Estado, a proposta foi descartada pelo Governo”, e os planos da construção da imagem de Cristo foram mais uma vez relegados ao esquecimento…

Ressurgimento da ideia e construção

A ideia reapareceu só em 1920, quando o Círculo Católico do Rio de Janeiro tomou as rédeas da iniciativa nas mãos, criando a “Semana do Monumento” com o fim de “atrair doações e recolher assinaturas para apoiar a construção da estátua”. As doações afluíam de todos os lugares do país, “principalmente de católicos brasileiros”.

E, após terem terminado a arrecadação dos meios, a construção foi por fim iniciada. “Seu projeto foi confiado ao engenheiro local Heitor da Silva Costa, e foi esculpida sob a direção do famoso escultor franco-polonês Paul Landowski”.

Inauguração

A cerimônia de inauguração foi presidida por inúmeros prelados e sacerdotes da Santa Igreja, bem como por personalidades civis brasileiras.

Seria um momento importante para todo o país: por fim o Corcovado seria coroado com o símbolo da fé católica no Brasil. A Baía de Guanabara estava em festa.

Para salientar a continuidade do ato com a Igreja de Roma, “durante a cerimônia de inauguração, a estátua foi iluminada por uma bateria de holofotes acionada remotamente pelo pioneiro da rádio de ondas curtas, Guglielmo Marconi, que estava em Roma, na Itália” acompanhando o desenrolar da cerimônia junto com o Papa.

A Missa de inauguração foi feita no estádio de Laranjeiras em 2 de outubro de 1931, nove anos depois do início da construção.

De braços abertos à nossa espera

Ainda hoje o Cristo Redentor desperta interesse em todo o mundo. A afluência de visitantes ao Corcovado é intensa e numerosa, desde a sua inauguração; e supera a casa do milhão ao ano. Parece até que Ele está à espera dos filhos de braços abertos para nos abraçar e nos inebriar com a sua doçura.

Como bem apontou certo autor, o Cristo Redentor está a nos dizer que “em nenhum instante, por mais densas que forem as névoas das provações, a luz dele deixará de encontrar certo ponto em nosso coração e que, em nenhum momento, a neblina conseguirá apagar a figura do Redentor” dos nossos horizontes!

“Com esta fé [devemos caminhar] para o futuro, quaisquer que sejam as circunstâncias. Pode ser que provações muito difíceis toldem, nos nossos olhos, as perspectivas da vitória, ou circunstâncias imprevistas coloquem para nós problemas que hoje ainda não são os nossos. Mas, para além das névoas, para além de tudo quanto pode tapar a verdade, no horizonte visual do brasileiro há algo que nada tira: é a imagem do Cristo Redentor, a Fé em Nosso Senhor Jesus Cristo. Esta Fé há de nos salvar!”

E que “o Brasil há de vencer, e é rumo a esta vitória que todos caminhamos com o passo resoluto e a alma cheia de fé”.

Por Renan Costa

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