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terça-feira, maio 18, 2021

Por que alegria?

A perspectiva do fim diminui o sofrimento e nos dá uma vigorosa esperança e alegria.

Redação (19/01/2021 11:56, Gaudium Press) A experiência de todos aqueles que convivem com pessoas atingidas por qualquer sofrimento, físico ou moral, comprova que este se torna muito mais difícil de suportar pelo fato de elas não saberem quando será o seu término.

Ao se receber a garantia de que a dor cessará em determinado momento, grande parte do tormento desaparece.

Da mesma forma, sabe-se por estudos científicos que a alegria é causa do prolongamento de nossa existência e, pelo contrário, quando nos deixamos abater pela tristeza, a vida se encurta.

Serenidade, força e alegria dos bons

Há uma divisão claríssima que caracteriza a humanidade: os bons que estão sempre alegres porque possuem, mesmo na infelicidade, a alegria da consciência tranquila; e os maus, por mais que procurem aparentar alegria, vivem na tristeza, pois têm a recriminação da consciência, que a Escritura compara a um verme roedor, o medo da morte que pode vir de uma hora para outra e, além disso, a frustração nesta vida.

Forças para aceitar as aflições

O que fazer, então, nas contrariedades da vida para não nos deixarmos levar pelo desânimo?

Lembremo-nos sempre da Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo e dos sagrados estigmas que nos dão forças para aceitar com resignação, fortaleza e ânimo todas as angústias a nós reservadas.

Dessa forma, somos estimulados a, com calma, serenidade e paz, suportar as adversidades tão comuns à nossa passagem por este vale de lágrimas.

Quando algo desagradável, doloroso ou dramático vier atravessar nossa caminhada, adoremos as marcas dos tormentos aceitos pelo Salvador em nosso benefício, e saibamos, em algo, retribuir tão incomensurável misericórdia.

E, no Céu, teremos inegável alegria em considerar as chagas que nos obtiveram a salvação eterna: “Vosso coração se alegrará e ninguém tirará vossa alegria” (Jo 16, 22).

Aparente alegria do pecado

Cabe ao bom saber interpretar a frustração de quem vive no pecado e não pensar que ele está sendo bem-sucedido. Quando São Paulo exorta “Estai sempre alegres!” (I Tes 5, 16), deseja mostrar que quem se une a Deus, pratica a virtude e trilha o bom caminho, não pode de forma alguma deixar-se tomar pela má tristeza.

Enquanto os bons são assistidos pela alegria da esperança, há, na alma dos maus, tristeza e insatisfação. De fato, aqueles que estão ligados a Deus têm o contentamento, a segurança e a felicidade de que carece quem se apega às coisas materiais e Lhe dá as costas.

Ambos vivem juntos, mas no momento em que o homem, que pôs sua esperança no mundo e no pecado, vê a alegria verdadeira manifestada pelo bom, ou se converte ou quer matá-lo, tal como fizeram a Nosso Senhor Jesus Cristo.

Peçamos a graça de viver na virtude, fonte da verdadeira e única alegria, como sinal de nossa inteira adesão ao Salvador!

 

Texto extraído, com adaptações, da Revista Arautos do Evangelho n. 192, dezembro 2017. Por Mons João Clá Dias.

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