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terça-feira, outubro 26, 2021

QUARTA-FEIRA DA 5ª SEMANA DA PÁSCOA

(branco – ofício do dia)

Que o vosso louvor transborde de minha boca; meus lábios exultarão, cantando de alegria, aleluia! (Sl 70,8.23)

A verdadeira identidade do cristianismo não são observâncias rituais e legalistas, mas a união com Cristo. Celebremos a salvação que dele nos vem e que cumula nossa vida de alegria.

Primeira Leitura: Atos 15,1-6

Leitura dos Atos dos Apóstolos – Naqueles dias, 1chegaram alguns da Judeia e ensinavam aos irmãos de Antioquia, dizendo: “Vós não podereis salvar-vos se não fordes circuncidados, como ordena a Lei de Moisés”. 2Isso provocou muita confusão, e houve uma grande discussão de Paulo e Barnabé com eles. Finalmente, decidiram que Paulo, Barnabé e alguns outros fossem a Jerusalém para tratar dessa questão com os apóstolos e os anciãos. 3Depois de terem sido acompanhados pela comunidade, Paulo e Barnabé atravessaram a Fenícia e a Samaria. Contaram sobre a conversão dos pagãos, causando grande alegria entre todos os irmãos. 4Chegando a Jerusalém, foram recebidos pelos apóstolos e anciãos, e narraram as maravilhas que Deus tinha realizado por meio deles. 5Alguns dos que tinham pertencido ao partido dos fariseus e que haviam abraçado a fé levantaram-se e disseram que era preciso circuncidar os pagãos e obrigá-los a observar a Lei de Moisés. 6Então, os apóstolos e os anciãos reuniram-se para tratar desse assunto. – Palavra do Senhor.

Salmo Responsorial: 121(122)

Que alegria quando ouvi que me disseram: / “Vamos à casa do Senhor!”

1. Que alegria quando ouvi que me disseram: / “Vamos à casa do Senhor!” / E agora nossos pés já se detêm, / Jerusalém, em tuas portas. – R.

2. Jerusalém, cidade bem edificada / num conjunto harmonioso; / para lá sobem as tribos de Israel, / as tribos do Senhor. – R.

3. Para louvar, segundo a lei de Israel, / o nome do Senhor. / A sede da justiça lá está / e o trono de Davi. – R.

Evangelho: João 15,1-8

 

Aleluia, aleluia, aleluia.

Ficai em mim e eu em vós ficarei, diz Jesus; / quem em mim permanece há de dar muito fruto (Jo 15,4s). – R.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João – Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: 1“Eu sou a videira verdadeira e meu Pai é o agricultor. 2Todo ramo que em mim não dá fruto, ele o corta; e todo ramo que dá fruto, ele o limpa, para que dê mais fruto ainda. 3Vós já estais limpos por causa da palavra que eu vos falei. 4Permanecei em mim e eu permanecerei em vós. Como o ramo não pode dar fruto por si mesmo se não permanecer na videira, assim também vós não podereis dar fruto se não permanecerdes em mim. 5Eu sou a videira e vós os ramos. Aquele que permanece em mim, e eu nele, esse produz muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer. 6Quem não permanecer em mim será lançado fora como um ramo e secará. Tais ramos são recolhidos, lançados no fogo e queimados. 7Se permanecerdes em mim e minhas palavras permanecerem em vós, pedi o que quiserdes e vos será dado. 8Nisto meu Pai é glorificado: que deis muito fruto e vos torneis meus discípulos”. – Palavra da salvação.

Reflexão:

Provavelmente a comunidade está tendo o abandono de seus membros, por isso a insistência do autor em convidar para permanecer, verbo repetido diversas vezes. Para isso, ele se utiliza da alegoria da videira. A imagem da videira é muito frequente no Antigo Testamento para indicar o povo de Israel. O agricultor é o Pai, o tronco (da videira) é Jesus, os ramos são os fiéis, e os frutos representam as boas obras, a caridade fraterna. Sabemos que todo ramo cortado seca e não produz mais nada. Jesus é imagem da videira fiel que correspondeu à expectativa de Deus, produzindo o bom vinho agradável ao paladar. A videira é a comunidade unida a Jesus e convidada a produzir paz, amor, solidariedade e justiça. Dar frutos, portanto, é próprio do autêntico cristão. Cristão sem as obras de caridade é como o ramo cortado da videira.

Oração
Ó Jesus, és a verdadeira videira, cujo agricultor é o Pai celeste e cujos ramos somos nós. Se quisermos produzir abundantes frutos, precisamos estar unidos a ti. Concede-nos a graça de viver em íntima comunhão contigo para que, assim, possamos realizar inúmeras obras boas para a glória de Deus Pai. Amém.

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