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sexta-feira, dezembro 3, 2021

Religiosas e o projeto ecótono: partilha entre a abadia e a população

As cistercienses francesas de Boular querem construir um local destinado à receber o público externo e propor-lhe um conhecimento mais detalhado da vida na abadia

França – Boulaur (27/10/2021 5:45, Gaudium Press) As religiosas de abadia cisterciense de Santa Maria de Boulaur, cidade da França, querem levar a cabo um novo projeto.

Trata-se da criação de um “Ecótono”. O significado do termo é explicado em um vídeo no qual as religiosas apresentam seus planos e pedem a colaboração dos fiéis.

O que é um ecótono?

O ecótono será um lugar de “troca entre a comunidade religiosa e as pessoas externas”, explicou a Irmã Anne, responsável pela comunidade.

A palavra ecótono é emprestada da biologia e designa uma zona de transição entre dois ecossistemas diferentes, por exemplo, entre uma floresta e um campo.

O ecótono se caracteriza por uma especial interação entre as duas comunidades: cada uma delas conserva as características próprias, mas se nutre das qualidades da outra.

O Projeto da Abadia: lugar de troca entre as religiosas e a população

Com efeito, este é o objetivo do projeto das cistercienses que conta desde já com o apoio da população local.

Recentemente as religiosas concluíram a construção de um celeiro capaz de facilitar e desenvolver o trabalho agrícola do monastério e da região.

Agora o ecótono, será de fato um lugar onde as pessoas possam conhecer melhor a abadia e a vida monástica, além da fauna e flora regionais.

Trilhas destinadas a todas as idades permitirão desbravar a propriedade desde a entrada do estacionamento.

O projeto conta com a construção de um prédio de acolhida, onde visitas guiadas serão propostas. Um hall destinado a acolher eventos culturais está igualmente contemplado.

O ecótono vai reservar um espaço de atividades em grupo com o intuito de combater a solidão e o isolamento social.

O projeto de grandes dimensões é também um desafio de arquitetura, pois é necessário preservar a harmonia entre os prédios uma vez que a abadia é um monumento histórico.

Ora et Labora: a produção alimentícia da abadia

Outro ambiente será dedicado à venda dos produtos confeccionados pelas religiosas, como patês, geleias, queijos e farinha, todos provenientes dos campos da comunidade.

De fato, as religiosas cistercienses são fiéis ao lema de São Bento: “Ora et labora” (Ora e trabalha), e dividem a vida entre as orações e exercícios de piedade do mosteiro e o cultivo do campo.

O Objetivo principal é fazer o público conhecer melhor a vida monástica

A Irmã Anne reconhece que os produtos são uma forma de atrair as pessoas “mas esperamos que os visitantes possam ir mais longe e descobrir também o Senhor quando venham à abadia, porque Ele é a razão de ser deste lugar”, conclui.

Diferentemente do que possa parecer, irmã Anne precisou que o projeto não visa abrir inteiramente a abadia ao exterior, mas tornar acessível e didático aquilo que seja possível.

Por isso, explicou que antes de tudo é necessário levar uma vida de oração. Como afirmou: “para garantir uma recepção de qualidade, a abadia deve ser um local de oração, de paz e de vida comunitária das religiosas na clausura”.

Por enquanto não há datas previstas para o término do projeto, mas as religiosas contam com seu sucesso precedente (a construção do celeiro) para começarem o ecótono. (FM)

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