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domingo, outubro 17, 2021

Santa Paulina do Coração Agonizante de Jesus

O nome de batismo de Santa Paulina é Amábile Lúcia Visintainer. Ela nasceu em 16 de dezembro de 1865, em Vigolo Vattaro, Trento, norte da Itália. Seus pais, Napoleão Visitainer e Anna Pia­nezzer, levaram-na para ser batizada no dia seguinte ao seu nascimento.

Quando uma família é verdadeiramente cristã, os pais são os primeiros cate­quis­tas. Amábile recebeu de seus pais uma catequese exemplar, pois eles eram cristãos praticantes e procuraram transmitir a fé aos seus catorze filhos: nove homens e cinco mulheres. Como muitas famílias pobres da Europa, a família de Santa Paulina precisou mudar-se para o Brasil, em busca de melhores condições de vida, no ano de 1875. Eles se instalaram em Santa Catarina, que naquele tempo era uma província pouco habitada. Os imigrantes, então, fundaram vilarejos, dando-lhes os nomes dos povoados italianos em que viveram.

No Brasil, a família de Amábile manteve a fé e a participação na comunidade. Ela fez a primeira comunhão mais ou menos com doze anos. Ainda adolescente começou a ajudar nas atividades de sua paróquia, auxiliando na cate­quese dos mais novos, visitando os doentes e limpando a capela de Vígolo, povoado onde morava com sua família.

Amábile não conseguia ver pessoas sofrendo e ficar parada. Por isso, em 12 de junho de 1890, aos 25 anos de idade, deixou a casa de seu pai e foi morar em um casebre próximo da Igreja, para cuidar de uma mulher desamparada que estava com câncer. Por isso, Santa Pau­lina é considerada a protetora das pessoas com câncer. Junto com ela foi sua amiga Virgínia Nicolodi. Em 1895, o bispo de Curitiba aprovou o trabalho de Amábile e suas com­panheiras, chamando-as Filhas da Imaculada Conceição. Amábile fez os votos religiosos e passou a ser chamada Irmã Paulina do Coração Agonizante de Jesus. A elas se associaram outras companheiras com o desejo de confortar os sofredores. Irmã Paulina trabalhava na horta, capinava, cortava lenha, plantava milho e feijão, fazia as tarefas da casa, ou seja, fazia tudo o que fosse possível para sustentar sua obra em favor dos pobres. Logo que o instituto tinha se organizado em Nova Trento, cidade para onde elas se haviam transferido para ajudar um número maior de pessoas, Madre Paulina transferiu-se para São Paulo, e lá, em 1903, fundou uma casa. Logo depois iniciou uma obra para acolher ex-escravos e seus filhos, que, com a abolição da escravatura, ficaram desamparados.

Em 1909, por causa de um desentendimento com o arcebispo de São Paulo e uma rica benfeitora da Congregação das irmãzinhas, Madre Paulina foi transferida para Bragança Paulista. Viveu lá até 1918, quando foi chamada de volta a São Paulo. Em 1938 começou a sofrer por causa do diabete. Sofreu amputação de um dedo e depois do braço direito. Passou seus últimos dias cega, até seu falecimento, aos 72 anos de idade, em 9 de julho de 1942.

Extraído do livro:
Rezando com Madre Paulina, João Ferreira dos Santos

FONTE: PAULUS

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