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sexta-feira, dezembro 3, 2021

São João Paulo II: o Papa que quebrou todos os recordes

Foi o  primeiro Papa não italiano em quinhentos anos e teve o terceiro pontificado mais longo da história.

Redação (22/10/2021 11:19, Gaudium Press) O Papa João Paulo II é o último dos pontífices canonizados na história da Igreja. A proximidade de sua vida no tempo torna os fatos de sua existência mais conhecidos pelos cristãos de hoje. Mas evidentemente não é só isso, mas a marca que ele deixou na Igreja é muito profunda e muito viva. Além disso, é o terceiro pontificado mais longo da história, com quase 27 anos de duração.

Ele nasceu em Wadowice, Polônia, em 1920.

Aos nove anos Karol Wojtyla ficou órfão de mãe, recebendo, assim,  formação principalmente de seu pai, um militar de profissão. “Seu exemplo foi suficiente para incutir disciplina e senso de dever. Ele foi uma pessoa excepcional”, dizia São João Paulo II.

Desde muito jovem se interessou pelos clássicos. Deus estava preparando um homem de grande cultura, para uma missão universal.

Em 1938 mudou-se com o pai para Cracóvia, onde se matriculou na Universidade Jaghellonica para estudar filologia.

Mas quando Hitler entrou na Polônia em 1939, desencadeando a segunda guerra, esses estudos foram interrompidos. Para evitar ser deportado para a Alemanha, ele teve que trabalhar como operário em uma pedreira, vinculada a uma fábrica de produtos químicos.

Aos 21 anos, seu pai morre, o que lhe causou muita dor, mas também ajudou a definir sua vocação. “No ano seguinte, no outono, ele já sabia que havia sido chamado.”

Seminarista clandestino

Ingressou no seminário clandestino de Cracóvia em 1942, continuando a trabalhar como operário, por razões de segurança. Foi ordenado em 1º de novembro de 1946, festa de Todos os Santos, e, em seguida, enviado à Pontifícia Universidade Angelicum, onde continuou seus estudos teológicos.

Depois de terminar seus estudos em Roma, ele retornou à Polônia, primeiro como vigário paroquial, depois como encarregado da pastoral universitária em Cracóvia. Posteriormente, assumiu a cátedra de Ética e Teologia Moral na Universidade Católica de Lublin e também lecionou na Faculdade de Teologia da Universidade Estadual de Cracóvia.

Foi nomeado bispo por Pio XII, sendo o primeiro auxiliar de Cracóvia, sede que assumiu por completo em 1964.

Foi nomeado cardeal por Paulo VI em 1967.

Em 16 de outubro de 1978, foi eleito sucessor de Pedro, assumindo o mesmo nome de seu antecessor, cujo pontificado teve curta duração. Ele foi o primeiro Papa não italiano desde Adriano VI em 1522.

Na homilia de inauguração de seu pontificado, em 22 de outubro daquele ano, lançou algumas palavras que se tornariam seu lema: “Não tenhais medo”, confiando em Deus.

É o Papa que mais viajou pelo mundo, com mais de 200 viagens.

Suas encíclicas são muitas, todas com ampla repercussão. A primeira, a Deus Pai, rico em misericórdia (1980); outra, ao Filho, Redentor do mundo (1979); e, outra, ao Espírito Santo, Senhor e doador da vida (1986).

O lema de seu brasão era Totus Tuus (Todo seu), que refletia sua consagração a Nossa Senhora. Foi um grande promotor da doutrina de São Luís de Montfort, o grande doutor mariano. Em seu brasão papal também havia um “M” amarelo, M de Maria.

Em 13 de maio de 1981, sofreu um atentado na Praça São Pedro, perpetrado por Alí Agca, aparentemente vinculado aos serviços secretos de países comunistas. Uma vez recuperado, visitou o agressor.

Inaugurador das Jornadas Mundiais da Juventude; sua encíclica social, Centessimus annus, também é lembrada, ao marcar 100 anos da publicação da Rerum Novarum, a encíclica de Leão XIII que inaugurou as encíclicas sociais, por assim dizer.

João Paulo II ‘inventa’ a expressão “nova evangelização”, evidenciando o desejo de enfrentar a partir da difusão da palavra de Deus os desafios impostos pelo mundo contemporâneo, especialmente a sua secularização.

Seus últimos anos são marcados pelo avanço da doença de Parkinson e outras problemas de saúde encerrados em 2 de abril de 2005.

Pouco depois teve início seu processo de beatificação, que foi concluído em 1º de maio de 2011, dia da Divina Misericórdia, festa que havia implantado na Igreja. O milagre da beatificação foi a cura inexplicável de uma freira que acabara de ser curada justamente de Parkinson.

Ele foi canonizado por Francisco em 27 de abril de 2014.

Com informações de Catholic.net

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