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segunda-feira, maio 2, 2022

Solução para a paz mundial

A liturgia de hoje nos apresenta as tentações que Nosso Senhor sofreu no deserto. Há um paralelo entre estas tentações e a guerra que existe dentro da Igreja. Somos convidados a defendê-la com todas as nossas forças.

Redação (11:36 , Gaudium Press) Primeiro Domingo da Quaresma. Tempo cheio de gravidade que nos prepara – através da oração e da mortificação – para as festas pascais. Mas não podemos dizer que estamos numa Quaresma qualquer. Ao bom observador dos acontecimentos mundiais fica patente que o “Tempo Comum” encerrou-se não só liturgicamente, mas também historicamente. Aliás, há alguns anos não vivemos “tempos comuns”… Entretanto, agora, por cima de uma terrível pandemia, começamos a viver uma muito temível tensão mundial que, pelo seu agravamento, pode mudar os rumos de nossa História.

Perante tal situação, muitas dúvidas têm pairado sobre nós nestes últimos dias. Por que uma guerra agora? O que há por detrás dela? Transformar-se-á numa guerra mundial? O Brasil será afetado? Os efeitos desta guerra atingirão a minha casa, os meus familiares?

Quem é capaz de responder a essas perguntas e nos dar a solução para esses problemas?

A única que tem a força e o poder de nos dar a solução correta, é a Santa Igreja!

O encontro de dois generais

A liturgia de hoje nos apresenta, justamente, uma guerra irreconciliável. Dois generais se encontram: Nosso Senhor Jesus Cristo, Supremo Vencedor, e o demônio, eterno derrotado.

Naquele tempo, Jesus, cheio do Espírito Santo, voltou ao Jordão e, no deserto, ele era guiado pelo Espírito. Ali foi tentado pelo diabo durante quarenta dias. (Lc 4,1-2)

Como sabemos, a principal razão de Nosso Senhor ao se encarnar foi a nossa redenção. Mas, ao se fazer homem o Verbo Divino também nos deu o exemplo da santidade e perfeição que devem marcar todas as nossas ações. Nós precisamos de exemplos! Se Deus nos desse os Mandamentos sem alguém que os cumprisse com perfeição, que dificuldades não encontrariam os homens para alcançar o Céu?! Por esse motivo, o Divino Mestre sofreu inclusive as dores das tentações a fim de nos mostrar como vencê-las.

Se até Ele – o homem-Deus – foi tentado, por que não o seríamos nós? Até os santos são assaltados por tentações: “Por isso Cristo quis ser tentado após seu Batismo, como diz Hilário, porque ‘as tentações do diabo assaltam principalmente quem está santificado, pois ele [demônio] deseja, sobretudo, triunfar sobre os santos’”.[1]

Além disso, Nosso Senhor quis ser tentado para que, “por suas tentações, Ele pudesse vencer as nossas, assim como, por sua morte, ele venceu a nossa”.[2] É através de seus méritos que nos vêm as forças para resistirmos às solicitações do mal. Jesus triunfou sobre o demônio; agora, cabe a nós continuarmos essa batalha, vencendo o inimigo infernal e defendendo a Santa Igreja que sofre terrivelmente os efeitos da pior guerra que pode haver.

Os ataques contra a missão da Igreja

A Igreja enfrenta uma alarmante guerra, e por Ela nós, os fiéis, devemos lutar com todas as nossas forças. Ora, em que consiste esta guerra?

Existe um paralelo entre as tentações que Nosso Senhor sofreu no deserto e essa guerra dentro da Igreja. O demônio busca perdê-la, tenta impedir-lhe de cumprir sua missão. Esses assaltos do inimigo infernal não duram apenas quarenta dias ou mesmo quarenta anos, mas há séculos que ele vem tentando penetrar no seio virginal e sacratíssimo da Santa e Imaculada Igreja de Deus.

Podemos resumir a grandíssima missão do Corpo Místico de Cristo em três aspectos principais: Ensinar, Governar e Santificar. É contra estes três pilares que o demônio tem concentrado sua pesada artilharia.

No deserto, satanás disse a Nosso Senhor que transformasse as pedras em pão (Cf. Lc 4,3). Ele renova a cada dia esta tentação ao propor que a Igreja busque somente soluções humanas para os problemas atuais e que não transmita a Verdade como deveria. É um ataque à missão de Ensinar.

O demônio quis que Nosso Senhor se jogasse do pináculo do Templo (Cf. Lc 4,9). Ele não cessa de inspirar espalhafatos demagógicos que não indicam os rumos dos acontecimentos, e, sobretudo, não levam a cumprir a vontade de Deus. Assim ele busca fazer com que a Igreja não cumpra a sua missão de Governar.

Por fim, Nosso Senhor foi tentado a adorar o demônio e ter todos os reinos do mundo (Cf. Lc 4,6-7). É o que acontece quando se busca uma falsa paz, uma pseudo-fraternidade, onde não existe mais verdade e erro, belo e feio, bem e mal, mas tudo é permitido. É algo que vai contra a missão de Santificar que a Igreja possui.

O ataque contra a Esposa Mística de Cristo é contínuo, terrível e feroz!

Exército ao qual todos devemos nos alistar

É essa a grande guerra que vivemos! Guerra na qual o demônio quer fazer com que a Santa Igreja negue a sua própria missão.

Para esta luta todos estamos chamados, pois é nosso dever querer a Igreja como Nosso Senhor Jesus Cristo a quis. Devemos lutar por Ela contra os seus inimigos e amá-la como Ela é, e não como o demônio busca apresentá-la, ou como o mundo a quer representar.

Vencendo esta batalha interna, a paz no mundo é apenas uma consequência.

Por Lucas Resende


[1] SÃO TOMÁS DE AQUINO. Suma Teológica. III, q. 41, a. 1, ad 2.

[2] SÃO GREGÓRIO MAGNO, apud SÃO TOMÁS DE AQUINO, op. cit., q. 41, a. 1.

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