Você conhece o poder da oração importuna de uma Mãe?

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Deus estabeleceu uma lei: precisamos pedir a Ele as graças necessárias em nossa vida, para, então, sermos atendidos. Importuná-Lo é sinal de Fé, de confiança em Deus.

Deus estabeleceu uma lei: precisamos pedir a Ele as graças necessárias em nossa vida, para, então, sermos atendidos. Importuná-Lo é sinal de Fé, de confiança em Deus.

Redação (27/08/2020, 16:15 – Gaudium Press) Ao falar de oração nada mais oportuno de que falar da oração das mães pelos seus filhos. E para falar de oração pelos filhos, nada mais oportuno do que falar das orações de Santa Mônica pedindo pela conversão de seu filho Agostinho.

Outra boa oportunidade: falar desse assunto exatamente no dia de Santa Mônica e véspera da festa de seu filho Santo Agostinho

“Importunar” a Deus para pedir uma graça é sinal de Fé

Deus estabeleceu uma lei: precisamos pedir a Ele as graças necessárias em nossa vida, para sermos atendidos.

Jesus foi enfático: “E eu vos digo: pedi, e dar-se-vos-á; buscai, e achareis; batei, e abrir-se-vos-á. Pois todo aquele que pede, recebe; aquele que procura, acha; e ao que bater, se lhe abrirá” (Lc 11,8-10). Quem não pede não recebe.

Jesus disse isso naquela parábola do vizinho que bateu na porta da casa do outro para pedir um pouco de pão à meia noite, porque tinha recebido uma visita e estava sem pão. Como o outro não quis atende-lo, Jesus disse: “Eu vos digo: no caso de não se levantar para lhe dar os pães por ser seu amigo, certamente por causa da sua importunação se levantará e lhe dará quantos pães necessitar”.

O Jesus quis nos ensinar com essas palavras?

Que devemos fazer o mesmo com Deus. Importuná-lo! Mas, por que Deus faz assim? É para saber se de fato confiamos Nele; se temos fé de verdade, como aquela mulher Cananeia, que não era judia, mas que pediu com insistência que curasse o seu filho endemoniado (Mt 15, 22). Se pedimos uma vez ou duas, e não recebemos, e não pedimos mais, é porque não confiamos Nele.

Santo Agostinho nos ensina: “Deus não nos mandaria pedir, se não nos quisesse ouvir. A oração é uma chave que nos abre as portas do céu. Quando vires que tua oração não se apartou de ti, podes estar certo de que a misericórdia tão pouco se afastou de ti. Os grandes dons exigem um grande desejo porquanto tudo o que se alcança com facilidade não se estima tanto como o que se desejou por muito tempo. Deus não quer dar-te logo o que pedes, para aprenderes a desejar com grande desejo”.

Deus estabeleceu uma lei: precisamos pedir a Ele as graças necessárias em nossa vida, para, então, sermos atendidos. Importuná-Lo é sinal de Fé, de confiança em Deus.

Santo Agostinho agradecia sempre a oração perseverante de sua mãe

Ninguém como Santo Agostinho entendeu a força da oração de uma mãe por seu filho; pois durante vinte anos sua mãe Santa Mônica rezou pela conversão dele, e conseguiu. Ele mesmo conta isso no seu livro “Confissões”.

Ele conta que ela ia três vezes por dia diante do Sacrário em Hipona, e pedia a Jesus que seu Agostinho se tornasse “um bom cristão”. Era tudo que ela queria, não pedia que ele fosse um dia padre, bispo, santo, doutor da Igreja e um dos maiores teólogos e filósofos de todos os tempos. Mas Deus queria lhe dar mais.

Deus queria de Agostinho que ele fosse esse gigante da Igreja, então, ela precisava rezar mais tempo e sem desanimar. E Santa Mônica não desanimou, por isso temos hoje esse gigante da fé. Se ela parasse de rezar depois de pedir durante 19 anos… não teria o seu filho convertido. E nós não teríamos o Doutor da Graça.

“…é impossível que Deus não converta o filho de tantas lágrimas”, de tantas orações

Quando Agostinho deixou a África do Norte, e foi ser o orador oficial do imperador romano, em Milão, ela foi atrás dele. Tomou o navio, atravessou o Mediterrâneo, e foi rezar por seu filho. Um dia, foi ao bispo de Milão, em lágrimas, dizer-lhe que não sabia mais o que fazer pela conversão de seu Agostinho, que o bispo bem conhecia por sua fama. Simplesmente o bispo lhe respondeu: “Minha filha, é impossível que Deus não converta o filho de tantas lágrimas”.

E aconteceu. Santo Agostinho, ouvindo as pregações de Santo Ambrósio, bispo de Milão, se converteu; foi batizado por ele, e logo foi ordenado padre, escolhido para bispo, e um dos maiores santos da Igreja. Tudo porque aquela mãe não se cansou de rezar pela conversão de seu filho… vinte anos!

Santo Agostinho disse nas “Confissões” que as lágrimas de sua mãe diante do Senhor no Sacrário, eram como “o sangue do seu coração destilado em lágrimas nos seus olhos”.

Deus estabeleceu uma lei: precisamos pedir a Ele as graças necessárias em nossa vida, para, então, sermos atendidos. Importuná-Lo é sinal de Fé, de confiança em Deus.

O que ensina a Igreja sobre a oração

A Igreja ensina: nossa oração deve ser humilde, confiante e perseverante. Humilde como a do publicano que batia no peito e pedia perdão diante do fariseu orgulhoso; confiante como a da mãe Cananeia e perseverante como a da mãe Mônica. Deus não resiste às lágrimas e as orações de uma mãe que reza assim.

Como devem ser os pais católicos?

Santo Agostinho resume com estas palavras a vida de sua mãe: “Cuidou de todos os que vivíamos juntos depois de batizados, como se fosse mãe de todos; e serviu-nos como se fosse filha de cada um de nós”.

O exemplo de Santa Mônica ficou gravado de tal modo na mente de Santo Agostinho que, anos mais tarde, certamente lembrando-se da sua mãe, exortava: “Procurai com todo o cuidado a salvação dos da vossa casa”.

Já se disse de Santa Mônica que ela foi duas vezes mãe de Agostinho, porque não apenas o deu à luz, mas resgatou-o para a fé católica e para a vida cristã.

Assim devem ser os pais cristãos: duas vezes progenitores dos seus filhos, na sua vida natural e na sua vida em Cristo.

(Redação Gaudium Press,com base no artigo “O poder da oração de uma Mãe”, de autoria do Professor Felipe Aquino)

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