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domingo, maio 9, 2021

A oração transforma a inquietude em disponibilidade, recorda Papa

É simples, todos nós podemos rezar assim, quase sem palavras: “Senhor, aquilo que quiser, quando quiser, e como quiser!”

É simples, todos nós podemos rezar assim, quase sem palavras: “Senhor, aquilo que quiser, quando quiser, e como quiser!”

 

Cidade do Vaticano (18/11/2020, 11:00, Gaudium Press) “No caminho destes nossos encontros sobre a oração, hoje nos deparamos com a figura da Virgem Maria como mulher orante”.
Assim o Papa Francisco anunciou o tema de sua catequese desta quarta-feira (18/11), logo no início da Audiência Geral realizada na Biblioteca do Palácio Apostólico.

O Papa recordou que quando ainda “era uma simples jovem futura esposa de um homem da casa de Davi, Maria rezava”. E Francisco imaginou a jovem Maria de Nazaré recolhida em silêncio, em contínuo diálogo com Deus, que estava prestes a confiar a Ela sua missão.

Nossa Senhora era cheia de graça e imaculada desde a concepção, mas ainda não sabia de sua extraordinária vocação e dificuldades e tempestades que deveria enfrentar.

Para o Papa, uma coisa é certa: “Maria pertence à grande multidão daqueles humildes de coração que os historiadores oficiais não inserem em seus livros, mas com quem Deus preparou a vinda de seu Filho.”

Senhor fazei aquilo que quiser, quando quiser, como quiser

Francisco recordou que Maria, em sua oração, “espera que Deus tome as rédeas de seu caminho e a guie para onde Ele quiser. Está em oração quando o arcanjo Gabriel vem trazer-lhe o anúncio em Nazaré. Não há melhor modo de rezar do que colocar-se como Maria em atitude de abertura, coração aberto a Deus: “Senhor, aquilo que quiser, quando quiser, e como quiser!”

O Pontífice afirmou que Maria tinha o “coração aberto à vontade de Deus” e observou com ênfase:
“Quantos fiéis vivem deste modo a sua oração! Aqueles que são humildes de coração rezam assim, com humildade essencial, com humildade simples. “Senhor, aquilo que quiser, quando quiser, e como quiser!” , eles rezam assim não irritando-se porque os dias são cheios de problemas, mas indo ao encontro da realidade e sabendo que no amor humilde, oferecido em cada situação, nos tornamos instrumentos da graça de Deus.
“Senhor, aquilo que quiser, quando quiser, e como quiser!” “Uma oração simples. É colocar a nossa vida nas mãos do Senhor. Que seja ele a nos guiar. Todos nós podemos rezar assim, quase sem palavras, simples. “Senhor, aquilo que quiser, quando quiser, e como quiser!”

A inquietude faz mal, a oração acalma nossas inquietudes

A ainda em sua catequese de hoje, o Papa acrescentou um comentário:
“A oração acalma as nossas inquietudes, mas nós somos inquietos, queremos as coisas antes de pedirmos, queremos rápido, rápido. A vida não é assim.
Essa inquietude nos faz mal. A oração acalma a inquietude, sabe transformá-la em disponibilidade.
Estou inquieto, rezo e a oração me abre o coração e me torna disponível à vontade de Deus. A Virgem Maria, naqueles poucos instantes da Anunciação, soube rejeitar o medo, apesar de ter previsto que o seu “sim” lhe teria dado provações muito duras.”

O Papa ensinou ainda a rezar dizendo “aquilo que quiser, Senhor”:
“Se na oração entendemos que cada dia doado por Deus é um chamado, então alargamos os nossos corações e acolhemos tudo. Aprende-se a dizer: “Aquilo que quiser, Senhor”.

E ensinou também a fazer um pedido durante a oração:
“Prometa-me apenas que estará comigo a cada passo do meu caminho. Isso é importante, pedir ao Senhor a sua presença a cada passo do nosso caminho. Que Ele não nos deixe sozinho, que não nos abandone na tentação, que não nos abandone nos momentos difíceis. O final do Pai-Nosso é assim, a graça que Jesus nos ensinou a pedir ao Senhor.”

A oração de Maria é silenciosa: Ela reza em toda a vida de Jesus, reza acompanhando a Igreja nascente

Para o Papa Francisco, “Maria acompanha em oração toda a vida de Jesus, até sua morte e ressurreição; e no final acompanha os primeiros passos da Igreja nascente. Maria reza com os discípulos que passaram pelo escândalo da Cruz. Reza com Pedro, que cedeu ao medo e chorou de remorso. Maria está lá, com os discípulos, entre os homens e mulheres a quem seu Filho chamou para formar sua Comunidade. Maria não se comporta como um sacerdote entre eles, é a mãe de Jesus que reza com eles, em comunidade, como uma da comunidade. Reza com eles e por eles. E, mais uma vez, a sua oração precede o futuro que está prestes a acontecer: por obra do Espírito Santo tornou-se Mãe de Deus e, por obra do mesmo Espírito, torna-se Mãe da Igreja.”

No silêncio, rezando com a Igreja nascente, Maria torna-se Mãe da Igreja

“Rezando com a Igreja nascente, torna-se mãe da Igreja, acompanha os discípulos nos primeiros passos da Igreja”, comenta Francisco.

“Na oração esperando o Espírito Santo e depois nos primeiros passos, em silêncio, sempre em silêncio. A oração de Maria é silenciosa.”
“O Evangelho nos conta uma oração de Maria, em Caná, quando pede a seu filho por aquelas pessoas que estão cometendo uma gafe. (…) Ela reza e deixa o filho resolver o problema. A sua presença é uma oração e a sua presença no Cenáculo em oração com os discípulos deu à luz a Igreja.” (JSG)

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