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sábado, abril 16, 2022

Arcebispo ortodoxo ucraniano invectiva Patriarca Ortodoxo Kirill de Moscou

O Patriarca Ortodoxo de Moscou, Kirill, apoia a guerra de invasão da Ucrânia.  

Redação (01/03/2022 09:52, Gaudium Press) Uma alma cristã, apesar de saber que uma guerra justa pode existir quando certos requisitos são cumpridos, normalmente tende a lamentar a perda de vidas humanas em um conflito armado, especialmente quando são cristãos.

Por exemplo, na atual invasão russa à Ucrânia, e embora todas as razões de humanidade levem a se compadecer com o destino dos ucranianos atacados, o cristão também terá orações pelas almas dos mortos do lado dos agressores.

Aparentemente, esses não são os sentimentos do Patriarca Ortodoxo de Moscou, Kirill, que nestes dias chamou os oponentes da Rússia na Ucrânia de “forças do mal” e expressou que “não devemos permitir que forças externas obscuras e hostis riam de nós”, dando assim argumentos aos que acusam o regime moscovita de ser um cesaro-papismo ortodoxo.

De resto, também levanta não poucas suspeitas de que o patriarca tenha sido um ex-agente da KGB, assim como o foi seu antecessor no Patriarcado de Moscou.

De qualquer forma, as declarações do Patriarca Kirill apenas aprofundam a fratura que existe entre os ortodoxos que seguem Moscou e aqueles que seguem Kiev.

Pelo visto, em uma resposta quase explícita às declarações do Patriarca Kirill, o Il Sismografo relata as palavras do Arcebispo Ortodoxo Ucraniano Epifanij, da Igreja Ortodoxa Ucraniana, que interpela Kirill uma que vez que “já está claro, em suas declarações públicas anteriores, que manter o compromisso de Putin e a liderança russa é muito mais importante para o senhor do que cuidar do povo ucraniano, alguns dos quais os consideravam seu pastor antes da guerra.”

De fato, estima-se que 29% dos ucranianos sejam ortodoxos ligados à Moscou. A unidade dos ucranianos em defesa de seu país é quase total, por isso, muitos ucranianos ortodoxos que têm Kirill como líder ficaram perplexos e desapontados com suas declarações.

“Portanto, não faz sentido pedir ao senhor que faça algo eficaz para que a agressão da Rússia contra a Ucrânia pare imediatamente”, continua Epifanij, dirigindo-se a Kirill.

“Ajude a levar os corpos”

Epifanij destaca que, como resultado das operações, há mais de 3.000 soldados russos mortos, e que o líder ucraniano já solicitou a intervenção da Cruz Vermelha para que seus corpos possam ser devolvidos à Rússia, e que suas famílias possam enterrá-los lá. No entanto, confirma o arcebispo ortodoxo, nenhuma resposta foi recebida por parte da Rússia.

“Portanto, dirijo-me ao senhor, chefe da Igreja Ortodoxa Russa, e peço que o Senhor mostre pelo menos misericórdia para com seus concidadãos e todo o seu rebanho. Se não consegue levantar a voz contra a agressão, pelo menos ajude a retirar os corpos dos soldados russos que pagaram com a vida as ideias da ‘Grande Rússia’”.

“Que o Senhor lhe dê força espiritual pelo menos para isso, especialmente neste domingo, quando nos lembramos do Juízo Final!”, conclui Epifanij.

 

 

 

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