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quinta-feira, junho 16, 2022

Biblioteca do Vaticano vai digitalizar obras raras

Em breve obras raras da Biblioteca do Pontifício Instituto Oriental estarão disponíveis em formato digital

Redação (04/01/2022 14:15, Gaudium Press): Graças a uma copiadora alemão e duas empresas americanas de tecnologia, uma grande quantidade de livros raros do Vaticano foram digitalizados e estarão disponíveis ao público, em breve.

A biblioteca do Pontifício Instituto Oriental nasceu quando, em 1923, o Cardeal Eugenio Tisserant viajou ao Oriente Médio em busca de obras que pudessem compor uma biblioteca. Seu assistente, o Padre Cyrille Korolevskij, partiu em viagem à Romênia, Transilvânia, Hungria, Polônia e Lituânia com o mesmo objetivo.

Após um ano de viagem, o prelado voltou para Roma com 2.700 volumes. Foi criada assim a biblioteca do Pontifício Instituto Oriental, uma escola de pós-graduação dedicada ao estudo do Cristianismo oriental.

Cardeal Eugênio Tisserant

Atualmente o Instituto conta com 200 mil livros que estão sendo digitalizados. Em meados de 2022, as primeiras obras serão disponibilizadas para o grande público.

O Padre David Nazar, reitor do instituto, explicou que as empresas logo compreenderam o valor e a importância do projeto.

Vários livros estavam sob risco, pois são provenientes de zona de conflitos, tais como, Síria, Líbano e Iraque. Outros livros estavam em territórios de censura autoritária, portanto, igualmente ameaçados.

Padre Nazar explicou que graças ao Instituto estudiosos provenientes do Oriente Médio ou de outras partes do mundo podem ter acesso a obras que foram salvas da destruição.

Embora muitas das obras não sejam de grande interesse do público geral, elas têm muita importância para os estudiosos.

Entre alguns dos títulos da biblioteca estão a coleção de cânones Ortodoxos Orientais do século XIX (Syntagma tôn theiôn kai hierôn kanonôn) ou a primeira edição grega das liturgias de João Crisóstomo do século XVI.

Uma empresa americana de tecnologia blockchain, ShelterZoom, vai gerenciar a digitalização e garantir que as obras se mantenham como propriedade do Instituto.

A executiva-chefe da empresa, Chao Cheng-Shorland, que visitou a biblioteca no ano passado ficou admirada com o projeto: “É (um projeto) único, não apenas no sentido de tecnologia, mas também no sentido de contribuir para uma peça tão maravilhosa da história”, disse ela em entrevista para o New York Times.

Fabio Tassone, o diretor da biblioteca, explicou que a prioridade da digitalização foi dada às obras mais solicitadas, sobretudo as que se referem à liturgia oriental ou aos primeiros escritores das igrejas do Oriente.

As revistas publicadas pelo próprio Instituto também foram uma prioridade, pois elas trazem trechos, traduções e análises científicas de outras obras.

Até o momento 500 volumes foram digitalizados e os responsáveis pretendem continuar o processo no futuro. (FM)

Com informações NYT.

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