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sexta-feira, janeiro 28, 2022

Entregue ao Papa um manifesto de 6.000 católicos questionando o Caminho Sinodal Alemão

O manifesto afirma que o Caminho Sinodal Alemão equivale a um cisma.  

Redação (06/01/2022 17:38, Gaudium Press) Ontem, o Papa Francisco recebeu um manifesto, que já conta com o apoio de 6.000 católicos, no qual se levantam sérias questões sobre o chamado Caminho Sinodal Alemão.

O texto do manifesto foi publicado no site da ACA (Arbeitskreis Christliche Anthropologie – Grupo de Trabalho de Antropologia Cristã), que, em novembro passado, realizou um dia de estudos com o ex-prefeito do Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos, Cardeal Walter Kasper, em que este criticou o Caminho Sinodal por minimizar a necessidade de evangelização.

Já no preâmbulo, o manifesto afirma que o Caminho Sinodal Alemão não é uma verdadeira reforma: “O Caminho Sinodal se afasta dramaticamente do objetivo de uma verdadeira reforma. Em sua fixação na estrutura externa, perde de vista o cerne da crise; viola a paz nas congregações, abandona o caminho da unidade com a Igreja universal, danifica a própria substância da fé da Igreja e equivale a um cisma ”.

9 teses

O Manifesto propõe 9 teses, que se opõem ao rumo tomado pelo caminho sinodal alemão:

1. Legitimidade

As exigências da Igreja só são legítimas se se baseiam no Evangelho, na fé de todos e contam com o apoio da Igreja Católica universal.

2. Conceito de Reforma

A Igreja precisa de uma reforma na cabeça e em seus membros, mas qualquer reforma real começa com a conversão e a renovação espiritual. A Igreja nunca recuperou o sal e a luz reduzindo as suas exigências e adotando as estruturas do mundo.

3. Unidade com toda a Igreja universal

Somos parte da “Igreja Una, Santa, Católica e Apostólica”. “Que todos sejam um” é o último desejo de Jesus. Hoje já sofremos o suficiente devido às divisões no corpo de Cristo e não queremos outra Igreja especial alemã.

4. Poder

Na Igreja, todo poder emana do Senhor. O poder na Igreja sempre é unicamente delegado e só pode existir como um ato de humilde serviço ao povo. Seu exercício deve ser legítimo e transparente. Contudo, responder ao mau uso do poder por parte dos pastores com uma simples divisão de ocupações não serve para a Igreja.

5. Mulheres

Seguindo o exemplo de Jesus, o carisma das mulheres na Igreja deve ser reconhecido mais profundamente. No entanto, é aberrante interpretar a atribuição do ministério sacerdotal aos homens como uma discriminação contra as mulheres.

6. Casamento

O sacramento do matrimônio é a aliança de uma mulher e de um homem com Deus, sinal incomparável da salvação pela fidelidade de Deus ao seu povo; este sinal nunca deve ser colocado no mesmo nível que as uniões puramente humanas de qualquer tipo.

7. Bênção de casais do mesmo sexo

Nenhuma pessoa pode ser privada da bênção de Deus. Entretanto, a Igreja deve evitar qualquer aparência de dar uma bênção comparável ao sacramento do matrimônio ao “casamento para todos” e às relações sexuais entre pessoas do mesmo sexo.

8. Leigos e sacerdotes

O serviço da Igreja ao mundo é confiado aos leigos e aos sacerdotes, juntos e sem distinção de propósito ou dignidade. Porém, os leigos devem fazer aquilo que só os leigos podem fazer, e os sacerdotes devem servir ao que Igreja os chama e que a ordenação os tornou capazes de fazer.

9. Abusos

Os abusos sexuais é a pedra de moinho amarrada ao pescoço da Igreja. Os funcionários da Igreja devem ser medidos pela transparência de como eles lidam com delitos do passado para evitar que estes aconteçam no futuro. Mas nós nos opomos ao “abuso do abuso”.

Com informações e foto da Infocatolica.

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