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“Em todas as épocas de sua História, considerando o número imenso de seus filhos, a Igreja tem alguns que são virtuosos, e outros não. Isto ocorreu, por exemplo, no tempo das catacumbas, quando havia os lapsi, ou seja, católicos que eram relapsos e apostatavam da Fé cristã.

“Em todas as épocas de sua História, considerando o número imenso de seus filhos, a Igreja tem alguns que são virtuosos, e outros não. Isto ocorreu, por exemplo, no tempo das catacumbas, quando havia os lapsi, ou seja, católicos que eram relapsos e apostatavam da Fé cristã.
Redação (13/10/2020, 14:45, Gaudium Press) A fim de se protegerem contra os perseguidores que procuravam matá-los ou, pior ainda, fazer com que apostatassem, os cristãos de Roma foram se escondendo nas catacumbas, onde eram celebradas Missas, ministravam-se Sacramentos e se rezava.

Alguns cristãos por fraqueza incensavam os ídolos

Ainda hoje existem pelo menos 40 catacumbas na Cidade Eterna. Algumas delas têm grande extensão. Por exemplo, a de São Calixto possui mais de vinte quilômetros de passagens subterrâneas, onde foram colocados os corpos de aproximadamente 70 mil mártires .
E nas catacumbas de vez em quando apareciam, envergonhados, os lapsi – lapsos. Quem eram eles?

Explica Dr. Plinio Corrêa de Oliveira:
“Em todas as épocas de sua História, considerando o número imenso de seus filhos, a Igreja tem alguns que são virtuosos, e outros não. Isto ocorreu, por exemplo, no tempo das catacumbas, quando havia os lapsi, ou seja, católicos que eram relapsos e apostatavam da Fé cristã. Eram presos pela polícia imperial, levados a julgamento, condenados à morte e, finalmente, conduzidos ao Coliseu para serem executados. […]

“Ali havia um ídolo diante do qual ardia uma pira com fogo contínuo e um recipiente com incenso. Bastava a um dos condenados se aproximar do ídolo e jogar incenso no fogo, dando a entender que renegava Nosso Senhor Jesus Cristo, para ter a vida salva. Esse gesto simples lhe devolveria toda a liberdade. Do contrário, seria executado do modo mais cruel.

“Acontecia então a vários que, ao chegar a hora suprema, fraquejavam, dirigiam-se ao ídolo e lhe jogavam incenso, cometendo o pecado da prevaricação. Eram imediatamente libertados. Tinham uma vida nova diante de si. Mas e a consciência?

…e voltavam às catacumbas, puídos de vergonha

“Algum tempo depois, numa determinada noite, um deles voltava às catacumbas, puído de vergonha e de remorso. Ajoelhava-se diante do bispo ou de um sacerdote e pedia perdão. Tinha renegado a Fé católica, mas afirmava querer ser fiel a ela doravante até a morte. Diante disso, era oficialmente readmitido ao culto. E aquele que dias antes queimara incenso diante dos ídolos era aceito de novo para assistir à Missa e receber o Corpo e o Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo.

“Mais tarde, alguns ex-lapsi eram presos e morriam mártires. Outros, pelo contrário, se tornavam relapsi várias vezes, até não ser mais incomodados pela polícia. Muitos deles morriam velhos, frequentando as catacumbas com a nódoa da vergonha. […]

“Em todos os períodos históricos haverá o tíbio, o pecador empedernido e o filão cristalino, áureo e sacrossanto dos que não são empedernidos nem tíbios, dos que incitam estes a tomar vergonha e causticam aqueles, convidando-os ao mesmo tempo misericordiosamente à conversão. Não se confundem, não se amalgamam, e continuam eles mesmos a preservar a fisionomia autêntica da Igreja. É neles que a santidade dela aparece.”

“Em todas as épocas de sua História, considerando o número imenso de seus filhos, a Igreja tem alguns que são virtuosos, e outros não. Isto ocorreu, por exemplo, no tempo das catacumbas, quando havia os lapsi, ou seja, católicos que eram relapsos e apostatavam da Fé cristã.

Tertuliano rompeu com a Santa Igreja

Os Iapsi caiam em pecado por fraqueza e, arrependidos, pediam perdão. Mas houve homens que pecaram muito mais gravemente: romperam com a Santa Igreja. Um exemplo foi Tertuliano.

Nascido no ano 160 em Cartago, Norte da África, era filho de um centurião de tropas proconsulares romanas. Embora pagão, ele admirava a fortaleza dos mártires e, movido pela graça divina, aos trinta anos de idade converteu-se, foi batizado e logo depois tornou-se sacerdote. Escreveu 35 obras, nas quais se nota “o estilo vivo, conciso, enérgico, brilhante de metáforas, de novos pensamentos, com uma expressão de uma audácia sempre feliz”. É de sua autoria a frase: “O sangue dos mártires é semente de cristãos.”

Entretanto, este homem inteligente, mas sem humildade, acabou aderindo ao montanismo.

Montano, “nascido na Frigia – região da atual Turquia – e educado na Religião cristã, foi tomado pelo espírito da vaidade e desejou ardentemente ser bispo; porém como se lhe negasse esta dignidade por sua má conduta, rebelou-se contra a Igreja e começou a pregar mil torpezas.

“Suas extravagâncias chegaram a tal ponto que se vendeu ao demônio, o qual o possuía realmente. Acompanhavam-no duas mulheres dissolutas e endemoninhadas como ele; uma se chamava Priscila e outra Maximila.

“Convocou-se na Ásia uma reunião de bispos e sacerdotes que, depois de um maduro exame, condenaram como herege Montano e seus sectários. “Então o astuto Montano dirigiu-se a Roma, com suas falsas profetizas, e conseguiu seduzir vários cristãos incautos; foi tão audaz que se apresentou ao próprio [Papa] Aniceto para se fazer agregar ao clero romano.

“Conhecendo o pontífice a sua hipocrisia, excomungou-o como já o tinham feito os bispos da Ásia. Depois disto Montano e suas profetizas, cedendo ao espírito maligno, se estrangularam por suas próprias mãos.”
Na velhice, Tertuliano separou-se dos montanistas, mas para formar uma seita chamada tertulianismo. E morreu fora da Igreja.

São José de Arimateia iniciou o apostolado na Inglaterra

Durante o pontificado de Santo Eleutério (175-189), aproveitando-se do fato de que o Imperador Cômodo, preocupado com outros assuntos relativos ao governo, deixou de perseguir os cristãos, a Igreja pôde expandir-se e levar seu influxo benéfico até as mais longínquas regiões, como a ilha da Grã-Bretanha, que posteriormente chamou-se Inglaterra.

Os primeiros germens do Cristianismo foram levados aos bretões por José de Arimateia e alguns companheiros. Mas as superstições pagãs e as longas guerras os sufocaram de tal modo que quase não deixaram fruto. Cumpre lembrar que José de Arimateia, o qual cedeu o túmulo para sepultar Nosso Senhor, é Santo e sua memória celebra-se em 31 de agosto.

No século II, houve um rei da nação bretã, chamado Lúcio, o qual tinha sido deixado ali pelos romanos como príncipe tributário. Admirando a santidade de alguns cristãos que foram àquela região, ele recordou-se do que seus antecessores haviam dito, ou quiçá deixado escrito, sobre a Religião católica. E, movido pela graça divina, desejou tornar-se cristão.

Com este objetivo enviou ao Papa Santo Eleutério dois embaixadores com uma carta, em que lhe pedia mandasse alguns missionários, para que pregassem o Santo Evangelho a seu povo.

O Sumo Pontífice os recebeu com grande alegria e enviou ao Rei dois sacerdotes, para instruí-lo nas verdades da Fé. Logo depois, Lúcio, a Rainha, toda a família real e muitos do povo receberam o Batismo, estabelecendo assim o Cristianismo naquela ilha .

Por Paulo Francisco Martos

(in “Noções de História da Igreja” – 28)

……………………………………………………………………………………………………………..

1- SÃO JOÃO BOSCO. História Eclesiástica. 6 ed. São Paulo: Salesiana, 1960, p. 59.
2- CORRÊA DE OLIVEIRA, Plinio. Procurando fixar a “fisionomia” da Igreja. In Dr. Plinio, São Paulo. Ano III, n. 31 (outubro 2000), p. 16-17.
3- DARRAS, Joseph Epiphane. Histoire Génerale de l’Église. Paris : Louis Vivès. 1889, v. VII, p. 534. 622.
4- SÃO JOÃO BOSCO, op. cit., p. 50.
5- Cf. Idem, ibidem, p. 54.

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