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Nantes: uma cidade que aboliu o Natal ?

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A cidade francesa de Nantes optou por não celebrar o Natal tradicionalmente com luzes, iluminações, pinheiros, presépios… ao invés disso, privilegiou decorações laicas e feias. O resultado foram as críticas e a decepção da população

Meditacao natalina atipica

Redação (07/01/2024 10:00, Gaudium Press) O período natalino chega ao fim…, e com ele, a hora de guardar as decorações que embelezaram esta época tão especial do ano. Não podemos negar que o ato de guardar as guirlandas, desmontar as luzes e retirar as bolas da árvore de Natal, assim como o próprio pinheiro, é permeado por uma pontinha de nostalgia, para alguns, até mais do que isso.

Ao nos despedirmos do presépio, também nos separamos dos simpáticos animais que estiveram presentes durante o Advento e o Natal. Os anjos são cuidadosamente guardados, aguardando até o próxima festa da Natividade. As imagens de São José e da Virgem Mãe de Deus, assim como a do pequenino Menino Jesus que reinou em seu trono, a manjedoura, são retiradas e guardadas com carinho em recipientes dignos até a próxima celebração natalina.

Decididamente, apesar da nostalgia, o ato de guardar o presépio e as demais decorações faz parte da tradição natalina. Basta lembrar da alegria de pequenos e grandes em decorar as casas e as igrejas a cada ano. Contudo, se é um pouco triste ter que guardar os enfeites de Natal, e ainda mais triste não ter enfeites para guardar…

Tal é o caso, por exemplo, dos habitantes da cidade de Nantes, na França, que viveram um Natal sem decorações, sem iluminações, sem árvores de Natal, sem nada que lembrasse o Natal. Ao invés dos tradicionais enfeites natalinos, a prefeitura da cidade decidiu optar por um Natal mais inclusivo, pois conforme explicou em seu site oficial: “Não existe um espírito natalino único: ele varia de acordo com a fé, a situação pessoal, a região e é produto de múltiplas influências”.

Uma cidade sem o espírito de natal

A municipalidade optou por um Natal do século XXI e, por isso, questionou: “Como podemos abrir a nossa imaginação e criar novos rituais ao mesmo tempo que enfrentamos os desafios do presente?”. A partir dessa perspectiva, a cidade decidiu criar o espetáculo artístico “Viagem de Inverno” e acabar com o que ainda resta do tradicional Natal católico (sim, o pleonasmo “Natal católico” se faz necessário, no país que prima pela laicidade, como é o caso da França).

O centro da cidade de Nantes foi desprovido das tradicionais guirlandas e pinheiros natalinos, substituídos por algumas estátuas luminosas e lampadários coloridos, de beleza contestável. Conforme explicou um dos artistas, Vincent Olinet, “A ideia era realmente fugir do vocabulário natalino”. A ausência do espírito natalino provocou controvérsias, e muitos habitantes consideraram a iniciativa da “Viagem de Inverno” como um ataque às tradições natalinas.

Um dos objetivos dessa mudança, segundo explicou a municipalidade, era favorecer os comerciantes do centro da cidade. A soma investida no projeto artístico foi cerca de 1 milhão de euros. Porém, conforme noticiou o jornal Ouest France, os comércios do centro não tiveram um bom retorno financeiro conforme era previsto.

Em contrapartida, em um outro centro comercial da cidade, na Passagem Pommeraye, os vendores investiram nas decorações natalinas tradicionais, pinheiros, guirlandas, iluminações, com gastos bem menores, cerca de 23 mil euros, e atraíram as pessoas que buscavam a “magia do Natal”. Enfim, mesmo do ponto de vista econômico, a “Viagem de Inverno” não parece ter sido uma boa iniciativa. Vale lembrar que este é o segundo ano consecutivo que a prefeitura promove uma “alternativa’ de Natal e que deve continuar por mais quatro anos. Será que o Natal tradicional desapareceu para sempre de Nantes? (FM)

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