O Purgatório existe! Como evitá-lo?

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Não pensemos que, pelo fato de termos praticado este ou aquele ato bom ao longo da vida, na hora do julgamento particular, poderemos evitar o Purgatório com um sorriso dirigido ao Juiz — o próprio Nosso Senhor Jesus Cristo! —, que O enternece e, esquecendo todas as nossas faltas, nos introduz no céu…

Redação (01/11/2020 19:31, Gaudium Press) Com o intuito de manter viva na mente dos fiéis a realidade da morte, Santo Afonso Maria de Ligório recomendava que se representasse na imaginação o cadáver de um recém-falecido, e se meditasse sobre o processo que se segue à morte: como o corpo é comido pelos vermes, e até mesmo os ossos, com o tempo, se esfarelam e se convertem em pó. É a situação, quanto ao corpo, de quem partiu deste mundo.

Mas quantos já “viajaram” e ainda não alcançaram a felicidade eterna, e estão penando no fogo do Purgatório!

É o que pode acontecer a qualquer um de nós hoje, amanhã ou mais tarde: perde as forças, dá os últimos suspiros, percebe que a alma vai abandonar o corpo, vê-lo-á como se fosse o de um terceiro, imóvel, inerte, gelando… A seguir vem o juízo. Depois, para onde irá? Não sabemos.

Para nós mesmos é impossível, nesta vida, prever se vamos para o Purgatório ou não…

Necessitamos nos convencer de que não basta temer apenas o inferno, pois é preciso temer também o Purgatório. Para isto devemos, antes de tudo, eliminar a ideia de irrelevância do pecado venial e tomá-lo a sério como Deus o toma, não só esforçando-nos por manter o estado de graça, mas procurando a santidade com uma perseverança cheia de vigilância, de amor e de receio de se aproximar das ocasiões de pecado. Se uma amizade, certa situação ou programa de televisão me fazem escorregar, hei de fugir, preferindo mortificar-me aqui a ter de padecer no Purgatório.

Quanto tempo, em meio a tormentos tremendos, poderá custar-me a recusa de uma hora de sacrifício na Terra?[1]

Aparição de uma alma do Purgatório

Vejamos uma história real ocorrida em 1870, com uma série de aparições de uma alma do Purgatório a uma freira em Malines, Bélgica[2].

Irmã Maria Serafim foi subitamente atingida por uma espécie de depressão e, embora fosse normalmente alegre, se sentia oprimida, assombrada por uma sombra invisível que a perseguia aonde quer que fosse. Frequentemente, ela sentia essa presença invisível puxando seu escapulário e um peso pressionando seu ombro direito.

No dia 27 de julho, ela foi informada por uma carta que seu pai havia morrido em 17 de julho.

A partir desse momento, Maria Serafim ouviu muitas vezes gemidos e exclamações semelhantes às de seu pai durante sua doença.

Repetidamente, ela ouvia uma voz que implorava: “Querida filha, tenha misericórdia de mim, tenha misericórdia de mim, tenha misericórdia de mim!”

Na noite de 14 de outubro, quando estava prestes a adormecer, viu de repente o pai parado entre a parede e a cama, muito angustiado e envolvido por chamas.

Horrorizada, gritou por socorro. Parecia que as chamas a estavam queimando também.

Na noite seguinte, 15 de outubro, no mesmo horário, ela estava ajoelhada ao lado da cama rezando a Salve Regina antes de se recolher, quando voltou a ver o pai, exatamente como da primeira vez. A partir de então, ela passou a vê-lo todas as noites até o dia de sua ida ao céu.

Quando o viu pela segunda vez, pensou que seu pai tivesse cometido alguma injustiça nos negócios. Mas, em resposta ao pensamento silencioso dela, ele disse: “Não, eu não sou culpado de nenhuma injustiça. Sofro com a minha impaciência contínua e faltas que não posso mencionar. ”

Ela perguntou se ele não tinha sido aliviado pelas muitas missas que sua família havia ordenado para ele. “Oh, sim”, ele respondeu, “minha alma é aliviada todas as manhãs com um orvalho refrescante. Mas não é o suficiente. Eu preciso da Via -Sacra”.

Ele continuou: “Oh, oh eu, estou no Purgatório há mais de seis anos e você não tem compaixão de mim!”

Ao que ela retrucou: “Pobre pai, como o senhor pode dizer isso, se só se passaram apenas três meses desde que faleceu?” Ele respondeu: “Oh, você não sabe o que é a eternidade! A alma, uma vez que viu Deus, é consumida em um desejo ardente de permanecer em sua presença”.

O falecido pai continuou:

“Fui sentenciado ao purgatório por seis meses, mas se sua comunidade orar persistentemente por mim, minha punição será reduzida pela metade. Deus me permitiu implorar continuamente por minha libertação. Quão insensato fui por me opor à sua vocação! Agora sou aliviado unicamente em sua presença. Os outros filhos pensam que estou no céu e apenas um deles recita, de vez em quando, uma oração por mim. A pobre Joanna (uma criada) sozinha continua orando por mim e, assim, me ajuda”.

Isso era realmente verdade. Os filhos pensavam que ele estava no céu e escreveram à irmã: “Papai morreu santo e agora está no céu”.

“Pobre pai!” a Irmã respondeu. “Pedirei muitas orações pelo senhor. Diga-me o que quer em particular ”.

“Eu quero que sejam celebradas dez missas e que rezem muitas vezes a Via-Sacra por mim.”

No dia 17 de outubro, apareceu novamente muito aflito, mas sem chamas e se queixou de ter sido menos aliviado no dia anterior. “Querido pai, não sabe que as Irmãs não podem passar o dia inteiro rezando? Segundo as regras temos de nos dedicar a trabalhos também.

“Sim, mas poderia dirigir suas intenções para minha libertação. Cada trabalho, inclusive o menor feito em estado de graça e oferecido a Deus, é meritório e de valor expiatório, e serve para reduzir nossa pena.”

“Tenho de ficar no Purgatório por mais 3 meses, que parecem uma eternidade. Fui sentenciado ao Purgatório por muitos anos, e graças a intercessão de Nossa Senhora, meu tempo foi reduzido para poucos meses.

Com efeito, ele era muito devoto de Nossa Senhora e  muito caridoso e, por isso, teve sua pena reduzida.

Por ordem de seu confessor, Ir. Serafim perguntou a seu pai quais orações seriam mais úteis para se rezar no Dia de Finados.

Ao invés de responder a essa pergunta, queixou-se: “O mundo não acredita que o fogo do Purgatório seja igual ao do inferno. Se uma pessoa visitasse o Purgatório uma vez, nunca mais cometeria pecado. É assim que se pune rigorosamente as almas.

Em dezembro, disse-lhe que ela padeceria uma grande dor e que, no Natal, ele sairia do Purgatório.

Na missa de meia-noite, ele apareceu com um esplendor sobrenatural e lhe disse:

“Minha pena terminou. Venho agradecer a você e a toda comunidade pelas orações que fizeram por mim. A partir de agora rezarei por todas vocês”.

Seriedade e compenetração

Alimentando nossa alma pela fé, rumo à eternidade, esforcemo-nos para levar uma vida íntegra e santa, de maneira a merecer ir direto para o Céu. Se, pelo contrário, não nos compenetrarmos da perfeição que Deus exige de nós, quando morrermos — queira Deus que na sua graça! — teremos de nos purificar no Purgatório.

Peçamos a Nossa Senhora da Boa Morte, bem como aos Santos e aos Anjos, que nos ajudem e obtenham o favor de morrer na plenitude da graça que nos cabe, na plenitude do cumprimento da nossa missão e na plenitude da nossa perfeição de alma e de vida espiritual, de modo a nem sequer conhecer o Purgatório.


[1] Cf. Revista Arautos do Evangelho n.155. nov 2014 p.14; 17.

[2]  Cf. AARDWEG, Gerard J.M. Van Den. Almas Sedientas p.137-142.

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