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domingo, outubro 24, 2021

O que os europeus pensam do Papa?

Novo livro de Chantal Delsol traz considerações sobre a situação atual do cristinaismo bem como sua análise sobre o Papa Francisco.

França – (sexta-feira 17/09/2021 4:55, Gaudium Press) – O livro “O Fim da Cristandade” (La Fin de la Chrétienté, no original francês) virá à lume no próximo 14 de outubro. A obra traz reflexões e interpretações da filósofa e escritora Chantal Delsol sobre a atual situação do Cristianimso.
Entre os temas abordados, Chantal faz uma análise da figura do Pontífice, do ponto de vista europeu, e não hesita em afirmar que a cultura do Papa é diferente da cultura europeia.

Uma papa com uma cultura diferente

“Na América Latina onde floresce uma extraordinária cultura de desigualdade, ele (Papa) foi especialmente influenciado, como católico, pela teologia da libertação. Eu não me espanto que ele tenha dificuldade em nos compreender”.
Ela explica que o Papa sabe da situação atual do Catolicismo no continente, mas percebe-se que ele não é europeu. Ela se pergunta o que pensam os europeus sobre o Papa. “A resposta me parece dividida politicamente: se de esquerda, os católicos defendem o Papa Francisco; se de direita, eles o criticam. Francisco tem um tropismo de esquerda post-marxista”.

Atração por novas doutrinas

Chantal continua sua análise e explica que, enquanto jesuíta, o Papa é atraído pelas doutrinas que estão em moda. “Eles (os jesuítas) têm um senso do novo, do mundano e da transgressão”, Ela evoca alguns exemplos dos jesuítas ao longo da história e termina com o Pontífice: “o Papa Francisco que defende a religião da ecologia assinando um texto ambíguo sobre a mãe-terra”.
Apesar de seus comentários, a autora do livro deixa claro que não é necessário aceitar tudo o que ele diz para respeitá-lo.

O medo de ser considerado conservador

Delsol critica a forma como Francisco aborda o problema da imigração “Pessoalmente, eu acho que não podemos tratar a questão migratória como ele faz: pois não é só uma questão moral (acolher os exilados), é também uma questão política (proteger a cultural local)”.
Segundo ela, o Papa reduz questões políticas à questões morais, por exemplo, a migração, a vacinação, a homossexualidade, porque “ele surfa inteiramente na moda do momento e é o eco da mídia”. Para Delsol, o quê o Papa mais teme é de ser considerado como um conservador (FM)

Com informações de La Croix.

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