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quinta-feira, agosto 11, 2022

Rock in Rio: Pagando caro para ver o mal

Mais que um ritmo, mais que um estilo musical, o rock é uma ideologia, é uma comunidade, uma espécie de confraria que está espalhada por todo o orbe e pelos submundos naturais e preternaturais.

Foto: Captura de tela/ Twitter

Foto: Captura de tela/ Twitter

Redação (26/07/2022 08:30, Gaudium Press) No mês de setembro, a cidade do Rio de Janeiro sediará a IX edição do Rock in Rio, adiada em 2021 por causa da pandemia. As vendas de ingressos começaram no dia 5 de abril, pela internet, e o primeiro lote, de 200 mil ingressos, esgotou no tempo recorde de uma hora e 28 minutos. Os ingressos mais procurados foram os do dia 4 de setembro, com a apresentação do cantor canadense Justin Bieber, e esgotaram em apenas 12 minutos.

Idealizado por um empresário brasileiro, com a sua primeira edição em 1985, o Rock in Rio é reconhecido como um dos maiores festivais de música do planeta. O evento começou na cidade do Rio de Janeiro, mas tem versões em Lisboa, Madrid e Las Vegas, nos EUA. Todas atingem um público imenso. O preço é salgado, R$ 625,00 por dia, mesmo assim, em menos de 24 horas, todos os 700 mil ingressos, dos sete dias do evento, já tinham sido vendidos. O que justifica esse fenômeno?

Rock and roll

Rock and roll é um estilo musical originado da expressão “rocking and rolling”, que quer dizer “balançar e rolar”. Essa expressão pode significar “dançar” ou “fazer sexo” e designa um conjunto heterogêneo de estilos musicais surgidos a partir dos anos 40, nos meios juvenis dos Estados Unidos e da Inglaterra, que se transformou em uma poderosa e riquíssima indústria de proporções transnacionais.

A fase áurea do rock foi entre a década de 1960 e 1970, período marcado por protestos e revoluções sociais, com o “estouro” de artistas como Elvis Presley, Beatles e Rolling Stones, que conquistaram milhões de fãs e se tornaram conhecidos no mundo todo.

No fim dos anos 70, surgiu um rock mais pesado, o hard rock, também chamado, popularmente, de “rock pauleira”, com um som forte, contundente e agressivo.

Bandas de rock sempre estiveram intimamente ligadas ao uso de drogas, o que era imitado pelos fãs. Muitos cantores famosos morreram de overdose. Nesta época, surgiram bandas que se tornaram conhecidas por sua relação com o satanismo, expressa nas letras, nas capas dos discos, nas roupas e aparência dos cantores, entre elas Deep PurpleLed ZeppelinBlack Sabbath, ACDC. Esta gravou um álbum intitulado Highway to hell (Estrada para o inferno).

Até bandas tidas como mais “lights” tiveram sua incursão pelo satanismo, como é o caso dos Rolling Stones, que gravaram músicas como Simpathy for the Devil (Simpatia pelo Demônio) e o disco Their Satanics Majesties Request (A serviço de Sua Majestade Satânica), com letras que abordavam abertamente o tema.

Punk e funk

Em 1977, surgiu o punk, ainda mais pesado, com letras marcadas pelo pessimismo e o fatalismo e melodia agressiva e violenta.  O movimento punk foi efêmero, mas marcou profundamente a música que viria depois dele, “evoluindo” para o funk, cujos ritmos estão bem longe daquilo que tradição chama de “música”, e cujas letras fazem aberta apologia ao sexo desbragado, às drogas, e à violência. No Brasil, o funk tornou-se a música das favelas, onde grandes bailes funk costumam acontecer nos fins de semana (em dezembro de 2019, num desses bailes, na Favela de Paraisópolis, na Zona Sul de São Paulo, após uma ação da polícia, 9 jovens morreram pisoteados ao tentarem fugir pelas ruelas da comunidade.)

Até mesmo no meio musical, o funk é considerado indecente. É um tipo de música altamente erotizada, com conotação sexual e de duplo sentido, e leva uma imagem errônea do Brasil a outros países, onde os principais representantes do estilo, como a polêmica cantora Anita, fazem um incompreensível sucesso.

E nessa linha do péssimo, há ainda as festas rave (rock and voice eletronic), que são eventos musicais privados, de longa duração, normalmente com mais de 12 horas ininterruptas do barulho eletrônico que também alguns chamam de “música”. Essas festas acontecem em chácaras, sítios ou galpões isolados, distantes dos centros urbanos – ou nem sempre… – e, segundo se sabe, ali acontece de tudo, de orgias ao consumo desenfreado de drogas e, não raro, jovens morrem por overdose durante esses eventos.

“Sexo, drogas e Rock’n’Roll”

O slogan “sexo, drogas e rock and roll” revela o estilo de uma época e, nos anos 60 e 70, era a bandeira de uma significativa camada da nossa juventude. O extinto grupo de rock brasileiro LS Jack tem uma música chamada S.D.R – Sexo, Drogas e Rock and roll – cuja letra define muito bem o significado desse degradante lema:

“Vou caindo, fico tonto, mal posso dormir. Na batida, tentações que eu quero fugir. Alucinei, então vem me ouvir falar: Sexo, drogas e rock and roll. O vento que passou […] E a terra gira e segue a turbulência. A sensação e esse estado de dormência. Uma vontade que supera a consciência. E Deus te olha te mostrando a diferença de uma viagem que rouba sua essência, da condição do ser humano de aparência. E um belo dia a conta sobre a mesa e Deus te olha te mostrando a diferença.”

Muitos podem discordar e dizer que há coisas boas no rock and roll, que ele não é tão mal assim… Mas, para mim, o rock representa a degradação da música e uma geração de pessoas perdidas, influenciadas por ele, a antevisão do inferno. Não há nada de bom nisso, mesmo que algumas melodias, por alguns momentos soem agradáveis e algumas letras pareçam inocentes, todas têm a mesma origem e a mesma raiz, que tendencialmente acaba por impactar as pessoas no mal. E, consequentemente, o mesmo objetivo: perder as almas e levá-las para o inferno, onde a música de fundo deve ser a dos acordes distorcidos de guitarras estridentes, estrondo de baterias e horripilantes sons metálicos que devem fazer o pai do rock sorrir.

E, que o diabo é o pai do rock não é afirmação minha, não é coisa de “católico conservador”. Quem disse isso foi o maior expoente do rock brasileiro, Raul Seixas, cuja música tendenciosa embalou – e ainda embala – gerações. Na música “Rock do diabo” ele afirma taxativamente que “o diabo é o pai do rock” e, se o próprio filho está falando, quem sou eu para duvidar?

Podemos dizer que, mais que um ritmo, mais que um estilo musical, o rock é uma ideologia, é uma comunidade, uma espécie de confraria que está espalhada por todo o orbe e pelos submundos naturais e preternaturais. E há uma forte ligação e semelhança entre as pessoas que integram essa comunidade, embora muitos façam parte dela apenas por fazer, porque acham bonito, porque outros fazem, sem perceberem o perigo que correm ao se deixarem contaminar por esse desconhecido.

David Tame, em seu livro “O poder oculto da música”, afirma que “a música pode representar um papel muito mais importante no determinar o caráter e a direção da civilização do que a maioria das pessoas, até agora, propendeu a crer.”

Há muitos que apreciam a cantora Rita Lee, considerada a maior roqueira de todos os tempos no Brasil, mas, poucos sabem que ela usava páginas da Bíblia para enrolar cigarros de maconha. Ela mesma declarou isso em sua biografia, afirmando que, hospedada num hotel, sem ter com que enrolar um “baseado”, arrancou uma folha da Bíblia para esse fim (até algum tempo atrás, a maioria dos hotéis mantinha um exemplar da Bíblia na mesinha de cabeceira de cada quarto) e, com isso, descobriu que o papel fino usado na maioria das Bíblias era ideal para fazer cigarros de maconha, e passou a fazer isso em muitos hotéis onde se hospedou e até em sua casa. Uma pessoa precisa ter muita coragem para fazer uma coisa dessas e mais ainda para revelar isso…. Quem é o pai mesmo?

Influência e consequências

Não podemos deixar de considerar que os artistas são formadores de opinião, seguidos por muitos – infelizmente, no que têm de pior. Para saber o estrago que entorpecentes podem fazer à juventude e nas famílias, basta dar uma volta pelo centro de São Paulo, onde os limites da cracolândia se ampliam cada vez mais, invadindo praças, ruas e arredores de igrejas como a Catedral da Sé, a Igreja de Santa Cecília e a Igreja do Sagrado Coração de Jesus, lugares sagrados, onde, em outras épocas, a terra encontrava o céu e hoje, dada a degradação moral, o lixo, a sujeira e a violência, o inferno invade a terra.

Isso é a borra do café, o resultado dos movimentos revolucionários, da “liberté, egalité, fraternité”, do impulso do homem, da mulher e de tudo o que veio depois em busca da liberdade, embalados pelos escabrosos acordes do rock and roll, que compõem as notas da destruição da sociedade, da harmonia, da saúde, do futuro e da esperança.

E as mesmas pessoas que reclamam do preço da cenoura, do feijão, do leite, do desemprego, são capazes de desembolsar mais de R$ 600,00 por noite para assistir à apresentação dos descendentes de Asmodeu…

Uma das características do rock and roll são as letras simples, com mensagens nem sempre claras, mas que, por serem músicas geralmente longas e com poucas palavras, fazem, propositalmente, muitas repetições dos mesmos versos e estrofes, para que as pessoas fixem o conteúdo, decorem as letras e, principalmente, assimilem a mensagem e passem a viver de acordo com aquilo.

Antes de encerrar, gostaria de lembrar a influência sobre muitos cantores e bandas de rock do maior satanista de que se tem notícia, Alistair Crowley, um homem tão ruim que a própria mãe o temia e chamava-o de “a besta”, epíteto que ele mesmo acabou por atribuir a si, se autoproclamando o nº 666 do Apocalipse de São João.

O já mencionado roqueiro Raul Seixas foi um dos grandes adeptos deste representante das trevas, e fez uma música em homenagem a ele e ao seu mais conhecido livro, “A lei”, que ele mesmo admitia ter sido ditado por um demônio que afirmava que “não existe Deus além do homem, não existe recompensa e nem condenação eterna, apenas a vida presente e o direito de gozá-la ao máximo, fazendo o que se quiser.”

Embora não tenha se tornado muito conhecida, a música “A lei” derivou para um dos maiores sucessos do cantor, “Sociedade Alternativa” que, segundo declarações feitas após a sua morte, enquanto ele cantava, um coro, ao fundo, em som praticamente inaudível, pronunciava mantras espirituais.

 A geração do rock and roll

Mas, afinal, o que é tudo isto? Apenas o relato de uma situação degradante, travestida de algo bom, como o grande show que reunirá quase um milhão de pessoas no Rio de Janeiro em setembro? Não, eu escrevo para demonstrar a exatidão do pensamento de um grande homem, que eu muito admiro, Dr. Plinio Corrêa de Oliveira, em seu livro “Revolução e Contrarrevolução”:

“A geração do rock and roll: o processo revolucionário nas almas, assim descrito, produziu nas gerações mais recentes, e especialmente nos adolescentes atuais que se hipnotizam com o rock and roll, um feitio de espírito que se caracteriza pela espontaneidade das reações primárias, sem o controle da inteligência nem a participação efetiva da vontade; pelo predomínio da fantasia e das “vivências” sobre a análise metódica da realidade: fruto, tudo, em larga medida, de uma pedagogia que reduz a quase nada o papel da lógica e da verdadeira formação da vontade.”

Quando Dr. Plinio desenvolveu este raciocínio, em 1959, o rock ainda era algo relativamente novo e ninguém diria que o moderno e rendoso estilo musical se desenvolveria da forma que se desenvolveu e nem que seria responsável por tantos estragos em vidas, famílias e na sociedade. Hoje, nós sabemos. Com seu espírito aguçado, Dr. Plinio viu a semente e previu o fruto que dela se originaria, e nós, convivemos com o bagaço fétido deste fruto que apodreceu, mas que continua se reproduzindo e envolvendo a tantos jovens que, certamente, não estariam dispostos a passar uma hora de um domingo sentados no banco de uma Igreja para assistir a uma Missa, mas, no Rock in Rio, ficarão horas na fila para entrar e tantas outras horas em pé, espremidos na multidão, para assistir a um espetáculo grotesco, cujos ingressos se esgotaram como num passe de mágica, deixando muitos jovens (e muitos nem tão jovens) tristes por não poderem participar.

E, se alguém que tenha lido este artigo até aqui ainda acha que eu exagero, deixo algumas palavras da música Deicide, da banda de mesmo nome, para que cada um forme a sua própria opinião: “Eu matei Jesus só para vê-lo sangrar em seu trono. Eu sou mau. Eu sou o Deicida e matei o Senhor. Não há mais motivos. Eu vou matar o mundo de outra forma. Eu governo este mundo.”

Por Afonso Pessoa

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