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quinta-feira, agosto 11, 2022

Novo Bispo de Metz é nomeado pelo presidente da França

No último sábado, dia 23 julho, Dom Philippe Ballot foi nomeado como novo Bispo da diocese de Metz, na França. A nomeação foi feita pelo presidente francês…

Redação (25/07/2022 21:00, Gaudium Press) Dom Philippe Ballot foi nomeado novo bispo da diocese de Metz, na região leste da França.

Com a idade de 61 anos, o atual Arcebispo de Chambérry desde 2009 deve assumir a sede da nova diocese em Setembro.

Dom Philippe Ballot vai substituir Dom Jean-Christophe Lagleize, que pediu demissão das funções episcopais em agosto de 2021 por problemas de saúde.

Ao assumir a Sé da diocese de Metz, Dom Ballot vai tornar-se o 104° bispo da diocese. Em um comunicado, ele declarou que estará engajado em dar atenção a todos os habitantes da região.

Nomeado pelo presidente da República

A particularidade da nomeação está no fato de que se trata de um decreto de comum acordo entre a Santa Sé e o presidente da República Francesa.

De fato, as nomeações episcopais  para as dioceses de Metz e de Estrasburgo são sempre validadas pelo presidente francês, em exercício.

Isso acontece por causa do direito local que é regido pelo Concordato, também conhecido como regime concordatário da Alsácia-Mosela.

A Concordata assinada pela Santa Sé e Napoleão

Em 1801, foi assinado um tratado entre o Papa Pio VII e Napoleão Bonaparte que garantia o livre exercício da religião católica, bem como outras religiões no território francês.

As motivações do tratado são questionáveis, visto que as nomeações dos Arcebispos e bispos seriam feitas pelo Governo porém oficialmente instituídas pela Santa Sé.

Além disso, os Bispos e sacerdotes deveriam prestar juramento de fidelidade ao Governo. Assim mesmo, a bula pontifícia Ecclesia Christi, de 1801, validou o acordo que passou a vigorar no ano seguinte.

Catedral de Santo Estêvão. Créditos: Filipe Torres

Lei de separação entre Igreja e Estado

O tratado, conhecido como Concordata, esteve em vigor até 1905, ano no qual a França decretou a lei de separação entre a Igreja e o Estado.

Contudo, as regiões da Alsácia e da Mosela estavam sob dominação alemã nesta época. Após a Primeira Guerra Mundial, em 1919, quando as regiões retornaram à França, continuaram a guardar certas leis e tradições, entre as quais a validade da Concordata.

Razão pela qual ainda hoje a capital da Mosela, Metz, e a capital da Alsácia, Estrasburgo, têm seus Bispos nomeados pelo governo francês. (FM)

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