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segunda-feira, setembro 27, 2021

Santa Brígida: Co-padroeira da Europa

No dia 23 de julho, a igreja celebra a memória de Santa Brígida da Suécia. Sua vida pobre e penitente, depois de um estado de princesa, atraiu-lhe as zombarias do mundo.

Redação (23/07/2021 09:40, Gaudium Press) Santa Brígida nasceu na Suécia por volta de 1303. De nobre família, casou-se ainda muito jovem com o governador de Ostugtland, Ulf Gudmarson, com quem teve oito filhos.

Seu marido tinha um gênio muito difícil e que provou muito o temperamento dela. Ela era uma pessoa muito irritadiça e, naquele contato com o marido, teve que se dominar e acabou, afinal de contas, vencendo o gênio muito desagradável, muito duro que ela também tinha.

A reputação e piedade de Santa Brígida levaram o rei a solicitá-la como dama da corte de sua esposa, a Rainha Branca de Namur, a fim de que a instruísse no bom caminho. Porém, a vida de corte não era o que Brígida almejava, e retirou-se dali pouco tempo depois.

Junto com o esposo, Brígida ingressou na Ordem Terceira de São Francisco e empreendeu muitas obras de caridade, bem como peregrinações a diversos santuários da Europa, entre os quais, Santiago de Compostela.

Numa dessas viagens. Ulf caiu gravemente enfermo, mas pelas preces da esposa pôde se recuperar. Algum tempo depois, Ulf resolveu ingressar no mosteiro cisterciense de Alvastre, onde morreu em 1344.

Após a morte do marido, Santa Brígida dividiu os bens entre os filhos e os pobres da região, e consagrou-se inteiramente à penitência e à contemplação da Paixão de Jesus.

Sua vida pobre e penitente, depois de um estado de princesa, atraiu-lhe as zombarias do mundo, ao que ela respondeu: “Não foi por causa de vós que comecei; não será por causa de vós que terminarei. Resolvi, em meu coração, suportar as palavras. Rezai para que eu persevere”.

Em 1349, desejando participar das festividades do jubileu de 1350, deslocou-se até Roma onde permaneceu a fim de conseguir do Papa a aprovação das regras da Ordem Religiosa do Santíssimo Salvador, a qual desejava fundar.

Em toda a sua vida, principalmente nesse período, foi agraciada com diversas revelações místicas, sobretudo referentes à Paixão de Jesus e à vida da Santíssima Virgem, além do dom de profecia. Muito sofreu da parte dos que não compreendiam sua vida mística.

Em 1371 empreendeu uma peregrinação a Jerusalém. Voltando a Roma, já bastante debilitada, entregou sua alma a Deus no dia 23 de julho de 1373, aos setenta e um anos.

Foi enterrada na igreja de São Lourenço, in Panis-Perna que pertencia às pobres Clarissas. No ano seguinte, seus filhos, príncipe Birger e Santa Catarina, pediram para transportar o corpo para o mosteiro de Watstein, na Suécia.

Duas décadas mais tarde, em 1391, foi canonizada pelo Papa Bonifácio IX e, em 1999, proclamada Co-padroeira da Europa, por Joao Paulo II.

Se a santa viúva teve de sofrer da parte dos homens, Deus a consolou superabundantemente com revelações e comunicações sobrenaturais. Peçamos, pois, a Santa Brígida calma, segurança e certeza de que tudo se resolve e tudo se explica, mesmo nos momentos em que tudo parece insolúvel e inexplicável.

Texto extraído, com adaptações, de arautos.org.

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