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terça-feira, outubro 26, 2021

Sofrimentos da pandemia exortam à esperança, à compaixão para com os outros, diz Reitor de Fátima

O sofrimento, a exclusão, o isolamento e o desespero trazidos pela pandemia nos convidam a termos compaixão e compadecimento, sobretudo para com os idosos.

O sofrimento, a exclusão, o isolamento e o desespero trazidos pela pandemia nos convida a termos compaixão e compadecimento, sobretudo para com os idosos.

Fátima – Portugal (15/02/2021, 13:12, Gaudium Press) Ao presidir à Eucaristia dominical na Basílica de Nossa Senhora do Rosário de Fátima, em Portugal, o Padre Carlos Cabecinhas convidou os peregrinos virtuais que acompanharam a transmissão da Missa a terem compaixão dos que mais sofrem durante esta pandemia, sobretudo os idosos.

A partir do Evangelho do VI Domingo do tempo Comum, que relata o encontro de Jesus com o leproso, o Reitor do Santuário de Fátima destacou que o sofrimento não tem apenas uma dimensão física mas acarreta consequências mais profundas tais como o isolamento, a solidão:

“Na pessoa daquele leproso, de que fala o Evangelho, temos a imagem da experiência de sofrimento que, hoje, muitas pessoas fazem.
A experiência de um sofrimento que não é apenas físico, não é apenas o sofrimento provocado diretamente pela doença: é também a solidão, o desespero, o isolamento, que embora não signifique exclusão, é frequentemente sentido como tal”, afirmou Padre Cabecinhas aos ouvintes, fazendo um convite especial para todos:

“Olhemos para as vítimas desta pandemia, concretamente para os mais idosos, isolados e que sentem essa solidão; ou para os seus familiares impossibilitados de ir ao encontro, de ajudar, de consolar e de animar”.

Somos desafiados a confiar mais em Jesus; imitar Sua atenção ao sofrimento dos outros; sermos “instrumentos através dos quais Jesus continue a tocar e a curar”

A pandemia, -continuou Padre Carlos em sua homilia- com o seu elevado risco de contágio, obriga-nos a distanciarmo-nos, a isolarmo-nos, para nos protegermos e protegermos os que nos cercam.
E apesar de compreendermos a necessidade destas medidas de prudência e de cuidado, não deixamos de sofrer com isso”.

Para o Reitor do Santuário, os cristãos devem fazer desta experiência uma oportunidade não só para “se confiarem a Jesus” mas para serem “instrumentos através dos quais Jesus continue a tocar e a curar”.

“Não somos apenas convidados a confiarmos mais em Jesus Cristo: somos igualmente desafiados a imitar a sua atitude de atenção ao sofrimento dos outros, isto é a atitude compadecida, de atenção aos que nos cercam”, afirmou o padre Carlos Cabecinhas.

“A compaixão diante das dificuldades dos outros, o acolhimento sincero e a ajuda concreta nos momentos difíceis fazem `milagres´ e permitem que Cristo continue hoje a fazer milagres por nosso intermédio”, detalhou.

“Não se trata, de fato, de realizar ações grandiosas, grandes coisas, grandes iniciativas: é nos pequenos `nadas´ do nosso dia a dia, na atenção concreta e escuta de alguém, na partilha singela com quem precisa que somos desafiados a imitar a atitude de Jesus que diante do sofrimento se compadece”, afirmou ainda.

O sofrimento, a exclusão, o isolamento e o desespero trazidos pela pandemia nos convida a termos compaixão e compadecimento, sobretudo para com os idosos.

Jesus continua a vir a nosso encontro, traz esperança, compadece das fragilidades, assegura que não estamos sozinhos no sofrimento

A propósito da vivência do sofrimento e da preocupação com os outros, o Reitor recordou o exemplo deixado por Santa Jacinta Marto, que faleceu a 20 de fevereiro de 1920, vítima da gripe espanhola e que, apesar do sofrimento e da profunda solidão em que morreu, afastada de todos os que conhecia e lhe eram próximos, nunca desanimou nem deixou de se preocupar com os demais.

A Palavra de Deus nos diz: não estamos condenados ao desespero, Deus não nos abandona, Seu amor é sempre maior que a nossa fragilidade

Para concluir, o Padre Carlos Cabecinhas, Reitor do Santuário de Fátima, sublinhou que, “Diante desta experiência de sofrimento, a Palavra de Deus deixa-nos uma mensagem de esperança; mostra-nos que Jesus Cristo continua a vir, hoje, ao nosso encontro, a olhar compadecido para as nossas fragilidades, assegurando-nos que não estamos sozinhos no sofrimento; continua a vir ao nosso encontro com gestos de ternura e compaixão, que fortalecem a nossa confiança, que alimentam a nossa esperança…

Por isso, a Palavra de Deus diz-nos que não estamos condenados ao desespero, pois Deus não nos abandona e o Seu amor é sempre maior que a nossa fragilidade”. (JSG)

 

 

(Da Redação Gaudium Press, com Informações e Fotos Santuário de Fátima)

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