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terça-feira, junho 14, 2022

Teologia Protestante sob o Manto da Arqueologia

Uma breve análise de documentos de fontes primárias e da própria literatura protestante sobre o tema traz à tona toda a verdade.

Redação (01/06/2022 09:59, Gaudium Press) No início deste ano, recebi de um amigo a sugestão de assistir a um vídeo de um conhecido arqueólogo protestante aqui do Brasil, o qual era intitulado Bíblia Católica ou Protestante? Como dedico meu tempo na internet quase que inteiramente à leitura e visualização de conteúdos de fonte confiável, hesitei em dar atenção a este material, mas em vista da importância do assunto e da infinidade de dúvidas que sempre pairam sobre ele, tanto nos meios católicos, quanto nos protestantes, resolvi arriscar.

O arqueólogo, que deixa claro ser PhD em sua disciplina, inicia a sua exposição tratando da diferença entre o número de livros de ambas as bíblias, com aquele tom de isenção característico de quem quer agradar a todos os públicos, porém com o claro objetivo de manter os católicos desinformados no rol de inscritos de seu canal.

Sim, você ouviu bem, há dezenas e mais dezenas de ditos católicos inscritos naquele canal, ouvindo um protestante explicar-lhes todos os detalhes de como a bíblia cristã evoluiu desde o início da igreja primitiva. Na grande maioria dos casos, estes mesmos católicos agradecem, ora chamando-o de pastor, ora de professor, por terem recebido tão salutar explicação, apesar de que, no decorrer do vídeo, os seus ataques ao papado e ao magistério da Igreja Católica tornam-se cada vez mais abertos e contumazes.

Os Evangelhos deuterocanônicos

Infelizmente, mas como já era de se esperar, logo após este breve início, onde são apresentados os Evangelhos deuterocanônicos como o grande diferencial entre ambas as bíblias, inicia-se uma enxurrada de erros e omissões de informação, com o claro objetivo de denegrir o papel do magistério da igreja e usar a figura de São Jerônimo, responsável pela elaboração da Vulgata, em prol do cânon protestante.

Em seguida, o arqueólogo apresenta aquela desgastada declaração de que somente no Concílio de Trento é que o cânon católico foi realmente consolidado com os deuterocanônicos, como se não soubesse que 90 anos antes, em 1450, a bíblia de Gutemberg já os possuía.

Mais adiante, nosso amigo segue emitindo inúmeras declarações que suscitam sérias dúvidas sobre sua formação, já que desconhece completamente a abrangência e a origem do cânon grego da Septuaginta, que era adotado pelos judeus da diáspora que falavam este idioma. Para ele, o cânon hebraico adotado na Palestina sempre esteve consolidado, praticamente imutável.

Será que ele também desconhece o fato de que este cânon foi um produto do medo das conversões em massa de judeus ao cristianismo que ocorriam naquela época?

Sobre os concílios dos primeiros séculos, o PhD declara que suas atas são duvidosas quanto ao reconhecimento destes livros, porém nenhuma ata é apresentada. E o Cânon de Muratori ou as artes nas catacumbas da cidade de Roma, os quais somente reforçam a inspiração divina e a adoção dos deuterocanônicos pela igreja primitiva, será que lhe passaram desapercebidos? Penso que sim, pois ele nem os mencionou.

Ainda na tentativa de dar algum crédito ao seu vídeo, segui atento ao que dizia, porém o resultado cada vez mais piorava. O seu PhD foi definitivamente por água a baixo, quando fui confirmar nos livros a sua declaração de que o judeu Filon de Alexandria teria sido um dos maiores oponentes ao reconhecimento dos deuterocanônicos. Para minha surpresa, o homem foi um de seus maiores defensores.

Os erros protestantes

E assim os erros seguiram. E as omissões então? Aliás, uma delas ficou muito evidente e não pôde passar desapercebida, que foi o fato de que em nenhum momento o arqueólogo trata das alterações, adaptações e remoções feitas por Lutero nos textos bíblicos. Bem, talvez na visão de um PhD em arqueologia, estas sejam diferenças muito tênues e que não merecem muita atenção.

Mais uma vez meus amigos, podemos confirmar que o protestantismo é especialista em distorcer os fatos e as palavras. Fica muito claro que as informações de interesse são apresentadas, mas aquelas que podem despertar dúvidas ou ir de encontro a sua doutrina, são cuidadosamente ocultadas. Mas uma breve análise de documentos de fontes primárias e da própria literatura protestante sobre o tema traz à tona toda a verdade.

Infelizmente, poucos conseguem tempo ou priorizam a busca destas informações em fontes confiáveis. Pensando nisso, elaborei um vídeo bastante completo, refutando cada um dos erros protestantes relativos ao cânon bíblico. Nele estão apresentados inúmeros documentos de concílios, fontes históricas, cartas apostólicas e escritos de inúmeros autores do próprio protestantismo, que atestam de forma indubitável, a canonicidade dos deuterocanônicos.

Deixo aqui o link deste vídeo, para que sirva de base para nossa contínua confiança no magistério da igreja e arma contra os erros protestantes.

Link:

Obrigado e Salve Maria!

Por Adriano de Oliveira – PhD em Ciência dos Materiais

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