A Câmara dos Deputados americana estudará esta semana “o projeto de lei de aborto mais radical de todos os tempos”.
Redação (23/09/2021 10:50, Gaudium Press) Mons. Salvatore Cordileone, Arcebispo de São Francisco, nos Estados Unidos, qualificou o projeto de lei que será votado esta semana na Câmara dos Deputados americana como um “sacrifício de crianças”, e convocou os fiéis a orar e jejuar para que ele não se concretize.
“Esta legislação proposta nada mais é do que o sacrifício de crianças”, afirmou ele em um comunicado.
Na verdade, o projeto de lei, apresentado por Judy Chu, democrata da Califórnia, é radical: estabelece que as mulheres têm um “direito legal” ao aborto e formaliza o “direito” de médicos, parteiras, enfermeiras e assistentes médicos a realizar abortos.
Também elimina as limitações ao aborto vigentes em alguns estados, como a obrigatoriedade de realizar ultrassom ou a de ter um período de espera antes de realizá-lo.
Um hediondo mal codificado como lei
“Qualquer pessoa razoável com um senso básico de moralidade e indício de decência não pode deixar de se horrorizar ante um mal tão hediondo codificado em lei”, declarou Mons. Cordileone.
Da mesma forma, o projeto elimina todas as proibições ao aborto antes da chamada ‘viabilidade’ do nascituro – ou seja, as supostas condições físicas de sobrevivência fora do útero – e também permitiria abortos nos últimos meses de gestação sem “limites significativos”, segundo advertiu o episcopado americano, que o descreveu como “o projeto de lei do aborto mais radical de todos os tempos”.
Ademais, o projeto de lei “obrigaria todos os americanos a apoiar o aborto aqui e no exterior com o dinheiro de seus impostos” e “também obrigaria os provedores de saúde e profissionais a realizar, ajudar e/ou recomendar o aborto contra suas crenças, além de obrigar os empregadores e seguradoras a cobrir ou pagar pelo aborto”, disse Mons. Josephn Naumann, presidente do comitê pró-vida do episcopado americano.
É também um projeto que revela as verdadeiras intenções dos abortistas, nas palavras de Mons. Cordileone, pois “mostra a que extremos radicais irão os defensores supostamente ‘pró-escolha’ de nosso país para proteger o que consideram mais sagrado: o direito de matar seres humanos inocentes no útero”.
Com informações Catholic World.
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