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segunda-feira, janeiro 18, 2021

Amoris Laetitia e perseguição aos católicos na China, alguns dos temas do diário do Cardeal Pell


Saiu o primeiro volume do diário do Cardeal Australiano, escrito quando ele estava injustamente na prisão.

Redação (17/12/2020 11:03, Gaudium Press) Já foi lançado o primeiro volume do tão esperado “Prison Journal” do Cardeal George Pell, escrito em seus dias de prisão, enquanto esteve confinado em um cárcere por falsas acusações de abuso sexual.

O primeiro volume de 350 páginas, publicado pela Ignatius Press, refere-se aos primeiros 5 meses passados em sua cela de isolamento na Prisão de Avaliação de Melbourne.

Nesse local, era permitido apanhar sol meia hora por dia, não podia celebrar missa, apenas assisti-la pela televisão aos domingos. Dividia a mesma zona com assassinos e terroristas, alguns deles muçulmanos, de quem ouvia tanto orações como gritos.

Eram permitidas visitas duas vezes por semana e, de vez em quando, uma religiosa levava-lhe a comunhão.

No entanto, a tristeza natural que poderia sentir não se reflete no diário, no qual trata dos mais variados temas.

Sandro Magister publicou alguns trechos deste trabalho em seu blog Settimo Cielo, do qual reproduzimos algumas passagens. Os subtítulos são nossos:

A história de Jude Chen

Meu enfoque [sobre o sofrimento] é mais semelhante ao do avô de Jude Chen, […] que invocava a Deus a partir de pequenos problemas, porque sem eles teria sido orgulhoso e, graças a eles, evitavam-se problemas maiores. […]

Meu tempo na prisão não é um piquenique, mas se converte em um período de férias, quando comparado com outras experiências na prisão. Meu bom amigo Jude Chen, natural de Xangai e agora residente no Canadá, escreveu-me sobre a prisão de sua família sob o regime comunista chinês.

Em 1958, o irmão de Jude, Paul, um seminarista, e a irmã Sophie, uma estudante do ensino médio, foram presos por serem católicos e passaram trinta anos em duas prisões diferentes; para Sophie, no frio da China setentrional. Foi concedida à família uma visita de quinze minutos por mês, quando estavam em uma prisão de Shangahi, e uma carta de cem palavras por mês ao longo de três décadas.

Confiscaram todos os bens do avô de Jude, Simon, que era rico e tinha construído uma igreja paroquial dedicada à Santíssima Trindade. Jude o amava e ambos viveram na mesma casa por nove anos até a morte do ancião. Jude conta que, quando perguntavam a ele sobre sua propriedade confiscada, ele respondia: “Tudo veio de Deus e será restituído a Deus.”

Os Guardas Vermelhos invadem a casa paterna

Após o início da Revolução Cultural na primavera de 1966, os Guardas Vermelhos invadiram sua casa e ficaram decepcionados ao descobrir que o avô Simon havia morrido. Consequentemente, destruíram seu túmulo, saquearam a casa, e forçaram a mãe de Jude a queimar todos os seus objetos religiosos. O pai de Jude foi demitido como professor e rebaixado a porteiro.

Aos onze anos e no ensino fundamental, Jude foi forçado a confessar aos seus quarenta colegas de classe que ele era um criminoso de uma família criminosa. Ele também se lembra de seu professor que dizia aos seus companheiros para ficarem longe dele.

Aos dezessete anos, Jude foi enviado por oito anos para um campo de trabalho em um subúrbio de Xangai. Quando ele estava prestes a sair, seus pais lhe deram esta instrução: “Jude, não conserve nenhum ódio em seu coração, mas somente amor.” Este é o combustível sagrado que dá força à Igreja.

Interpretações perigosas de Amoris Laetitia

A fidelidade a Cristo e a seu ensinamento permanece indispensável para algum catolicismo fecundo, para algum despertar religioso. Este é o motivo pelo qual as “aprovadas” interpretações argentina e maltesa de “Amoris laetitia” são tão perigosas: vão contra o ensinamento do Senhor sobre o adultério e o ensinamento de São Paulo sobre as disposições necessárias para receber devidamente a Sagrada Comunhão. […]

Nos dois Sínodos sobre a Família, algumas vozes proclamaram em voz alta que a Igreja era um hospital de campanha ou um porto de refúgio. Mas esta é apenas uma imagem da Igreja e está longe de ser a mais adequada ou relevante, porque, acima de tudo, a Igreja deve mostrar como não adoecer e como escapar dos naufrágios, e aqui os mandamentos são essenciais. O próprio Jesus ensinou: “Se observardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor” (Jo 15, 10).

(Uma nota editorial de rodapé, a respeito das interpretações de “Amoris laetitia”, explica que “as diretrizes pastorais” – que “permitiam, em certas circunstâncias, aos católicos divorciados que se casaram novamente” receber a comunhão – foram publicadas na Argentina e Malta, e “o Papa Francisco aprovou as diretrizes de Buenos Aires em uma carta aos bispos da região em setembro de 2016”, enquanto que “a publicação de diretrizes maltesas no ‘L’Osservatore Romano’, diário da Santa Sé, em janeiro de 2017 também foi vista por alguns como uma aprovação oficial dessas diretrizes”).

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