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Beata Albertina Berkenbrock, mártir da pureza

Não há razão para estranhar a coragem e a fortaleza cristã manifestadas por Albertina no momento de seu martírio, a fim de defender a vida plena e a dignidade da mulher.

Redação (15/06/2021 10:13, Gaudium Press) A Igreja Católica no Brasil recorda no dia de hoje, 15 de junho, a memória da Beata Albertina Berkenbrock, também conhecida como a Santa Maria Goretti brasileira.

Uma vida dedicada a Deus

Nascida no dia 11 de abril de 1919 na comunidade de São Luís, no município de Imaruí, localizado em Santa Catarina, Albertina foi batizada no dia 25 de maio de 1919, crismada em 9 de março de 1925 e fez a primeira comunhão no dia 16 de agosto de 1928.

Foi uma menina de grande sensibilidade para com Deus e com as coisas de Deus, para com o próximo e com as coisas do próximo. Seus pais e familiares souberam educar Albertina na Fé, no amor e na esperança, as virtudes teologais da religião cristã. Eles transmitiram-lhe, pela vida e pelo ensinamento, todas as verdades reveladas na Sagrada Escritura.

E Albertina correspondeu a tudo com grande generosidade de alma. Buscar em Deus inspiração e força para viver, tornou-se algo espontâneo. Rezava com alegria, sozinha ou em família ou em sua pequena comunidade. Participava ativamente da vida religiosa de sua paróquia em todos os seus aspectos.

Primeira comunhão de Albertina: “O dia mais belo de minha vida!”

Quando chegou o tempo da catequese preparatória para os sacramentos da Reconciliação e da Eucaristia, Albertina chamou a atenção pela forma como se preparou: diligência e grandeza de coração.

A primeira confissão tornou-se uma porta aberta para confessar-se com frequência. A primeira comunhão foi para ela um fato extraordinário, uma experiência única de mística ordinária que a levou a afirmar: “Foi o dia mais belo de minha vida!”.

A partir de seu ‘dia mais feliz’, não deixou mais de participar da Eucaristia, tornando esse sacramento “fonte e cume de sua vida cristã”. Gostava de, no seu modo simples de expressar-se, de falar do mistério eucarístico como sendo uma experiência do amor de Deus.

Devoção a Nossa Senhora e a São Luís de Gonzaga

Como todo predestinado, Albertina também cultivou uma devoção muito filial a Nossa Senhora. Ela venerava com um verdadeiro carinho, mais amoroso que erudito, a Virgem das Virgens, tanto no interior de sua casa, no ambiente da família, como entre os irmãos na Fé, na igreja da comunidade. Participando com intensidade da oração do rosário, recitando com seus familiares, recomendava seguidamente a Nossa Senhora a sua alma e a sua salvação eterna.

Albertina cultivou dentro de si uma coincidência providencial: ela era muito devota de São Luís de Gonzaga, o santo que dava nome e era padroeiro de sua pequena cidade. Coincidência providencial que a levou a deixar crescer uma grande afinidade com o também jovem santo que a Igreja apresenta como modelo de pureza. Sem dúvida, uma afinidade que preparou e deu-lhe forças espirituais para o dia em que deveria defender com sua vida a virtude angélica que ambos praticavam e amavam.

Martírio da Beata Albertina Berkenbrock

Aos 12 anos de idade, no dia 15 de junho de 1931, Albertina foi assassinada porque quis preservar a sua pureza espiritual e corporal, por causa da Fé e da fidelidade a Deus. E ela o fez com heroísmo: preferiu antes morrer do que pecar.

A notícia do martírio e a consequente fama de sua santidade espalharam-se rapidamente e ninguém duvidava de suas virtudes que sempre foram vividas por ela de modo claro e convincente, apesar dos poucos anos de existência.

Correspondeu a Vocação de Santidade

Albertina foi uma pessoa impregnada da Trindade Santa, correspondeu à vocação de santidade que recebeu no dia do Batismo. Foi uma gigante de Fé, de amor e de esperança. Viveu os valores do Evangelho de modo admirável.

Por todo o exposto, não há razão para estranhar a coragem e a fortaleza cristã manifestadas por Albertina no momento de seu martírio, a fim de defender a vida plena e a dignidade da mulher. (EPC)

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