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Bento XVI reafirma sua inocência em carta pública

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O Papa Bento XVI publicou uma carta na qual reafirma sua inocência face ao relatório dos abusos na Igreja da Alemanha, durante a gestão da diocese de Munique na década de 80

Redação (08/02/2022 17:50, Gaudium Press) O relatório sobre os abusos sexuais cometidos na Arquidiocese de Munique e Freising de 1945 a 2019, que foi publicado no último dia 20 de janeiro, tentou envolver na polêmica a figura de Bento XVI.

De fato, o referido documento apontou e criticou  Bento XVI, que fora Arcebispo de Munique durante 5 anos, por ter designado um sacerdote abusador para um cargo pastoral na diocese.

Poucos dias depois após o lançamento do documento, o Papa Emérito publicou um relatório de 82 páginas em sua defesa explicando que não esteve envolvido com tal designação.

Profundamente abalado pela polêmica que tentou unir sua pessoa aos crimes de pedofilia que sempre combateu, o Papa Bento XVI tornou pública uma carta nesta quarta-feira, 08 de fevereiro.

Bento XVI lamenta equívoco de datas e agradece a confiança e amizade dos que confiam nele

Na carta datada de 6 de fevereiro, Bento XVI se mostrou entristecido por ter sido tratado de mentiroso por causa de um equívoco de datas; e agradeceu a todas as pessoas que manifestaram apoio, amizade e confiança para com ele nos últimos dias.

Em seguida, o Papa Emérito evocou a importância de pedir perdão um dia após o outro. É por isso que a Igreja coloca o pedido de perdão no início da celebração eucarística: “Rogamos publicamente ao Deus vivo que perdoe nossa culpa, nossa grandíssima culpa”.

O Papa Emérito explicou que, todas as vezes que encontrou pessoas que foram abusadas por parte de clérigos, viu as consequências de uma gravíssima culpa.

“Nossa Grande Culpa…”

Diante dessa situação o Papa explicou que “aprendeu a entender que nós mesmos caímos nesta grandíssima culpa quando a descuidamos ou quando não a afrontamos com a necessária decisão e responsabilidade”.

“Cada caso de abuso sexual é terrível e irreparável”, explicou ele. O Santo Padre Bento XVI aproveitou a missiva para dirigir uma mensagem especialmente às vítimas:

“Hoje novamente só posso expressar a todas as vítimas de abuso sexual minha profunda vergonha, minha grande dor e meu sincero pedido de perdão”.

Bento XVI conclui a carta com as seguintes palavras: “logo me encontrarei com o juiz definitivo da minha vida. Mesmo se posso ter muitos motivos para temer e ter medo quando olho para minha longa vida, me sinto contudo feliz porque creio firmemente que o Senhor não só é o juiz justo, mas também o amigo e o irmão que já padeceu Ele mesmo minhas deficiências e por isso, como juiz, é também meu advogado.” (FM)

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