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domingo, outubro 24, 2021

Estudante egípcio processado por dizer que os cristãos sofrem em seu país

Patrick Zaki estudava na Universidade de Bolonha. Quando foi passar férias em sua terra natal, foi preso e torturado.

Redação (17/09/2021 16:30, Gaudium Press) O caso de Patrick Zaki é mais um exemplo de como a liberdade que existe em nossos países não é a mesma que predomina no Islã. E o Egito é um dos países que mais respeita os cristãos.

Patrick era um estudante egípcio da Universidade de Bolonha, Itália, uma das mais importantes do mundo. Mas um dia ele foi preso no Egito. O motivo? Ele teria espalhado “notícias falsas dentro e fora do país”.

Ele já passou 19 meses na prisão aguardando o julgamento que começou no dia 14 de setembro, em Mansura, a 130 quilômetros do Cairo.

Qual foi o ‘crime’ de Patrick?

Em 2019, Patrick publicou um artigo em que falava da perseguição aos cristãos coptas. “Este artigo – dizia Patrick Zaki – é uma simples tentativa de acompanhar os acontecimentos de uma semana na vida diária dos cristãos egípcios …”.

“Não tem um mês para os cristãos no Egito sem 8 ou 10 incidentes dolorosos – continuou o estudante – desde tentativas de deslocá-los do Alto Egito, até sequestros, fechamento de uma igreja ou algo que explode, e até mesmo assassinato de um cristão. A conclusão é sempre ‘transtorno mental’ “, afirmava.

Em 7 de fevereiro de 2020, Patrick chegou ao Egito para um breve período de férias. Seu destino final era Mansura, sua cidade natal.

Entretanto, mal estava saindo do avião no Egito quando foi preso e submetido a um interrogatório de 17 horas.

Membros da Agência de Segurança Nacional vendaram-no, algemaram-no, em seguida, espancaram-no e torturaram-no, aplicando choques elétricos, segundo relatou Aleteia.

19 meses depois, na terça-feira passada, 14 de setembro, ele aparece algemado na sala dos réus, durante a audiência, que durou pouco mais de 5 minutos, na qual foi decidido que o julgamento seria adiado até 28 de setembro.

Foram, portanto, 5 minutos em que dezenas de familiares, ativistas e dois diplomatas italianos puderam ver Patrick.

O caso de Patrick confirma a evidência de que é arriscado opinar sobre religião nos países do Islã.

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