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terça-feira, julho 27, 2021

Papa: a pregação de Jesus e as curas confirmam sua “autoridade” de Filho de Deus

Na sinagoga Jesus lê e comenta as Escrituras. Todos se maravilham. De modo diferente dos escribas, Ele fala com autoridade e revela-se poderoso também nas obras.

Na sinagoga Jesus lê e comenta as Escrituras. Todos se maravilham: de modo diferente dos escribas, Ele fala com autoridade e revela-se poderoso também nas obras.

Cidade do Vaticano (01/02/2021, 10:30, Gaudium Press) O Papa Francisco, por causa da pandemia do coronavírus, mais uma vez, rezou o Angelus na Biblioteca do Palácio Apostólico do Vaticano.

O Papa iniciou sua costumeira alocução realizada antes da recitação desta oração mariana afirmando que “o Evangelho deste domingo narra um dia típico do ministério de Jesus; em particular, é um sábado, um dia dedicado ao descanso e à oração”.
E Francisco descreveu a cena: na sinagoga de Cafarnaum Jesus lê e comenta as Escrituras. Todos O ouvem maravilhados e atraídos pelo modo que fala: diferente dos escribas, ela fala com autoridade e revela-se poderoso também nas obras.

Dois elementos característicos da ação de Jesus: a pregação e a cura que confirma a “autoridade” de seu ensinamento

O Papa recorda que um homem presente na sinagoga se volta contra Jesus. O homem o interpela como Enviado de Deus. Jesus reconhece no homem o espírito maligno e ordena-lhe que saia daquele homem. Assim foi que Jesus expulsou o demônio que possuía aquele homem.

Francisco afirma que neste episódio descrito no Evangelho “vemos os dois elementos característicos da ação de Jesus: a pregação e a obra taumatúrgica de cura”.

O Pontífice comenta que “Ambos os aspectos se destacam na passagem do evangelista Marcos, mas o mais saliente é o da pregação; o exorcismo é apresentado como uma confirmação da singular “autoridade” de Jesus e de seu ensinamento”.

A palavra de Jesus tem “autoridade”, uma “autoridade” própria. E isto toca o coração 

Jesus, diz Francisco, “prega com autoridade própria, como alguém que possui uma doutrina que deriva de si mesmo, e não como os escribas que repetiam tradições precedentes e leis promulgadas. Eles repetiam palavras, palavras, apenas palavras. Ao invés disso, “em Jesus, a palavra tem autoridade, Jesus tem autoridade. E isto toca o coração”. 

Jesus não fala com autoridade humana, fala com a autoridade divina do profeta definitivo, do Filho de Deus que salva e cura

Sua palavra realiza o que Ele diz porque Jesus é o profeta definitivo. Moisés diz: “depois de mim, no futuro, virá um profeta como eu que ensinará vocês”. Moisés anuncia Jesus como o profeta definitivo.

“O ensinamento de Jesus tem a mesma autoridade de Deus que fala; de fato, com um único comando, ele liberta facilmente o possuído do maligno e o cura. Por isso ele fala não com autoridade humana, mas com autoridade divina, porque tem o poder de ser o profeta definitivo, isto é, o Filho de Deus que nos salva, nos cura a todos”.

Papa: a cura mostra que a pregação de Cristo tem como objetivo derrotar o mal presente no homem e no mundo

O Papa comenta também o aspecto descrito no Evangelho: a cura.

Segundo Francisco, o aspecto da cura mostra que a pregação de Cristo tem como objetivo derrotar o mal presente no homem e no mundo:

“Sua palavra –disse o Pontífice– aponta diretamente contra o reino de Satanás, o coloca em crise e o faz recuar, o obriga a sair do mundo. Aquele homem possuído, alcançado pelo comando do Senhor, é libertado e transformado em uma nova pessoa”.

“Além disso, sublinha o Papa, a pregação de Jesus pertence a uma lógica oposta à do mundo e do mal: suas palavras se revelam como a perturbação de uma ordem errada de coisas. O demônio presente no homem possuído, de fato, grita quando Jesus se aproxima: “Que queres de nós, Jesus Nazareno? Vieste para nos destruir”? Estas expressões indicam a total estranheza entre Jesus e Satanás: eles estão em planos completamente diferentes; não há nada em comum entre eles; são o oposto um do outro”.

Não se esquecer: tenham sempre consigo um pequeno Evangelho para ler e ouvir a palavra com autoridade de Jesus

“Jesus fala com autoridade, o Filho de Deus que cura”, recordou a Papa, para logo aconselhar: “ Nós ouvimos as palavras de Jesus que tem autoridade, “não se esqueçam, carreguem no bolso, na bolsa um pequeno Evangelho para lê-lo durante o dia, para ouvir aquela palavra com autoridade de Jesus”. “Todos nós temos problemas, peçamos a Jesus a cura de nossos pecados de nossos males”.

Maria sempre conservou em seu coração as palavras e gestos de Jesus

Finalizando suas reflexões, o Papa Francisco lembrou que a Virgem Maria sempre conservou em seu coração as palavras e os gestos de Jesus e o seguiu com total disponibilidade e fidelidade:

“Que ela também nos ajude a ouvi-Lo e a segui-Lo, para que possamos experimentar em nossas vidas os sinais de sua salvação”, pediu Francisco. (JSG)

(Com informações e Foto Vatican News)

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