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sexta-feira, abril 15, 2022

Preocupações internas sobre o futuro da Ordem de Malta

Cavaleiros da Ordem de Malta mostram preocupação diante de alterações nos estatutos da ordem

“O mandamento do amor é o distintivo que nos fará reconhecer como discípulos autênticos de Jesus”.

Redação (27/01/2022 14:00, Gaudium Press) Os membros da Soberana Ordem Militar de Malta estão preocupados com a ingerência do Vaticano na mudança da constituição da ordem.

O Papa Francisco designou o Cardeal Silvano Tomasi, em 2007, como delegado pontifício encarregado de reformular alguns pontos da constituição da Ordem de Malta.

Durante esses anos, o Cardeal Tomasi trabalhou, junto com uma comissão, as constituições da ordem. Os trabalhos de término deveriam acontecer entre os dias 25 e 26 de janeiro.

Por este motivo, o delegado pontifício convocou uma reunião com o grupo de trabalho e mais alguns membros da Ordem de Malta a fim de revisar o texto.

Photo from Order of Malta American Association

Contudo, Albrecht von Boeselager, o Grão-Mestre da Ordem de Malta, se recusou a participar da reunião. Em uma carta de 18 de janeiro, Boeselager afirma que as proposições do Vaticano contradizem a promessa que lhe fora feita de manter intacta a soberania da Ordem de Malta.

Boeselager designou o presidente da associação libanesa da Ordem de Malta do Líbano, Marwan Sehnaoui, como seu substituto no grupo de trabalhos. Porém, o Cardeal Tomasi, não aceitou a substituição e recusou a presença de Sehnaoui

Sehnaoui, por sua vez, também escreveu uma carta lamentando que a decisão do grão-mestre não fora respeitada. “Nestas circunstâncias, considero que a nossa ordem não é respeitada, que a nossa dignidade é violada e que o nosso futuro está em perigo”, escreveu Sehnaoui.

Outros membros da ordem foram convocados. Mas a presença de Fra Alessandro Paternò, presidente da associação italiana dos cavaleiros de Malta, chamou a atenção e levantou a suspeita de seus confrades, pois ele não foi convocado oficialmente.

Kristóf Szabadhegÿ, presidente da associação da Hungria, por exemplo, criticou a presença de Paternò e levantou suspeitas de um contato mais próximo entre Paternò e a comissão pontifícia. Szabadhegÿ se interroga sobre as motivações de Paternò com as mudanças dos estatutos. Sehnaoui também criticou a presença de Paternò.

O projeto de uma nova constituição deveria ser discutido na reunião de 26 de janeiro. Segundo Associated Press (AP), informações vazadas revelam que a Ordem de Malta passaria a estar sob a jurisdição da Santa Sé.

O Cardeal Tomasi informou, na carta que anunciou a reunião, que o grupo convocado refletiria sobre certas modificações propostas na constituição e que após reflexão e discussão um novo projeto seria publicado, do qual ele espera ter comentários e sugestões. (FM)

Com informações de CNA. 

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