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quinta-feira, agosto 11, 2022

Presidente do episcopado alemão criticou o “estilo” da advertência do Vaticano

Mons. Batzing e a presidente dos católicos alemães emitiram uma declaração onde falam de sua irritação com o apelo feito pela Santa Sé.

Foto: Deutsche Bischofskonferenz/Kolfenbach

Foto: Deutsche Bischofskonferenz/Kolfenbach

Redação (22/07/2022 16:25, Gaudium Press) Infocatolica informa hoje que Mons. Georg Batzing, presidente do episcopado alemão, e Irme Stetter-karp, presidente do Comitê Central dos Católicos Alemães (ZdK), reagiram espantados e irritados à sóbria comunicação da Santa Sé, pedindo à Igreja alemã para não se separar da unidade da Igreja universal, e lembrando que as questões de doutrina e moral pertencem à sua autonomia e não às Igrejas locais.

A comunicação do Vaticano não poderia ser mais pastoral e até afetuosa, recordando a necessária união das Igrejas particulares com a Igreja universal, caso contrário “elas se enfraquecem, apodrecem e morrem”.

“Irritação”

Mas não, parece que na Alemanha os ares de Lutero ainda estão muito vivos, inclusive dentro da Igreja. Em sua declaração, o bispo e a leiga rejeitam primeiro o estilo de comunicação do Vaticano: “Não atesta um bom estilo de comunicação dentro da Igreja que se publiquem declarações que não estejam assinadas por um nome. A Igreja sinodal vai por outro lado, segundo o nosso entendimento”.

Dizem que o núncio na Alemanha foi convidado a participar de forma permanente no processo de reforma da Igreja alemã, que o Presidium do Caminho Sinodal Alemão se esforçou desde o início para encontrar canais de comunicação direta com as autoridades romanas:

“A nosso ver, este seria o local para esses esclarecimentos. Infelizmente, a Presidência do Sínodo ainda não foi convidada para um debate. Estamos irritados e lamentamos que esta comunicação direta não tenha ocorrido até agora. De acordo com o nosso entendimento, uma igreja sinodal funciona de forma diferente”.

Reafirmam seus pedidos contrários à doutrina católica, quando falam de “mudanças que consideramos necessárias”:

“Não cansamos de enfatizar que a Igreja na Alemanha não seguirá um ‘caminho especial alemão’. No entanto, consideramos nosso dever indicar claramente onde acreditamos serem necessárias as mudanças. Ao fazê-lo, sentimos que os problemas e questões que identificamos são semelhantes em todo o mundo.” Eles afirmam não seguir um caminho especial, porém é isso que eles estão fazendo.

O bispo e a leiga insistem no que muitos chamam de ‘desculpa’ para desenvolver suas políticas, que o Caminho Sinodal Alemão foi consequência de um estudo sobre casos de abuso sexual, “e agradecemos que os bispos e o ZdK estejam percorrendo este caminho juntos e contam com o apoio e a cooperação ativa do povo de Deus peregrino”.

Eles dizem que irão somar o processo sinodal da Igreja universal com a experiência de seu Caminho sinodal particular.

A próxima Assembleia Sinodal na Alemanha será em setembro.

Na Assembleia Sinodal realizada em Frankfurt em fevereiro, foi defendido o fim do celibato obrigatório para os sacerdotes e a ordenação de mulheres, entre outros temas.

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