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Da célebre afirmação – “Dai a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus”, podemos extrair importantes ensinamentos. Estarei eu dando a Deus, e a César, o que preciso dar?

Redação (18/10/2020 10:32, Gaudium Press) Há quem reduza o “Dar a César e dar a Deus”, do Evangelho de hoje, a meras questões político-sociais e financeiras, esquecendo-se de que Jesus Cristo não era ecônomo ou sociólogo, e nem a Igreja Católica um partido político.

A Santa Madre Igreja é uma sociedade visível, fundada por Nosso Senhor Jesus Cristo para que os homens nela encontrem os meios de salvação.

Portanto, ao tomarmos contato com uma liturgia dominical como essa, é preciso analisá-la com olhos de fé, com vistas à nossa santificação e dos que nos são próximos, e buscar aplicações para nossa vida. Não cometamos o erro de divagar por questões mundanas e efêmeras, quando consideradas sob o prisma espiritual.

Dar a Deus e a César, hoje

“É lícito ou não pagar imposto a César?”. Ante a pergunta-armadilha, o Divino Mestre confunde seus inimigos com uma resposta que surpreende pela sabedoria e simplicidade.

– De quem é a figura e a inscrição desta moeda? – indaga o Senhor.

Na Roma Antiga, o denário – moeda de prata para uso de todo o império, e com a qual se pagava o imposto – era gravado com a efígie do Imperador César, circundado da seguinte inscrição: “Tibério César, sublime filho do divino Augusto”.

– De César – respondem os discípulos dos fariseus.

– Dai, pois, a César o que é de César e a Deus o que é de Deus.

Em suma, devemos dar a cada um o que lhe é devido.

César está mais próximo do que pensamos

Não nos iludamos, nós mesmos vivemos rodeados de “césares”. Podemos defini-los como: todos aqueles que não são Deus, e a quem devemos certos impostos.

Exemplificamos.

Nós, que somos casados(as), devemos respeito e fidelidade aos nossos cônjuges. Eles, por acaso, não têm o direito de receber de nós o que prometemos no dia de nosso casamento?

E nossos filhos? Não têm direito a uma moeda tão rara e valiosa em nossos dias – a digna educação? E por educação não se entenda somente, nem sobretudo, a intelectual, mas a espiritual, pois “temei antes aquele que pode precipitar a alma na geena” (Cf. Mt 10, 28).

A quantos riscos está sujeita a infância na era da imagem! Uma tela, uma imagem indevida, poucos minutos: lá se foi a valiosa inocência de mais um pequenino…

E isso porque não quisemos “pagar o imposto” da repreensão, da instrução a nossos filhos, da privação salutar destes meios de comunicação por vezes tão nocivos à pureza.

A questão toma outra proporção quando se trata de um formador, um catequista, um sacerdote – responsáveis oficial e diretamente pela instrução religiosa de um conjunto. Quantos se perdem por não receber a “moeda” da orientação católica! Tomaremos, por certo, surpresas no dia do Juízo, ao ver tantos “impostos” que não foram pagos. “Dai, pois, a César o que é de César!”

E a Deus…

Antes de “César” está, evidentemente, Deus.

Mesmo o dar a César, devemos fazê-lo por amor de Deus.

Mais uma vez, não nos iludamos. Quem não cumpre os Dez Mandamentos, quem se exime das obrigações religiosas e da vida sacramental, quem se contenta em ser “católico não praticante”, mas nem sequer vive em estado de graça, não está dando a Deus o que é de Deus.

E não adianta silenciarmos a consciência com “boas ações”, “obras de caridade” ou coisas que o valham; estas são necessárias, mas secundárias. O Senhor quer holocaustos e sacrifícios, ou quer obediência à sua palavra?

Ser da mais alta elite possível

Quanta miséria há em nossa sociedade, quanta pobreza! Material, sim, mas essa não é a principal; não é segundo essa pobreza que seremos julgados por Deus.

No Céu há bem-aventurados que viveram sobre a terra nas mais diversas condições: abastados e pobres; reis, nobres e plebeus.

Todos, entretanto, souberam dar a Deus e a “César” o que era preciso; e por isso, são eternamente enriquecidos da glória de Deus, são a “elite” de Deus.

Por outro lado, não há maior pobreza e miséria possível do que ser privado da visão de Deus, como são os condenados ao fogo eterno – aqueles que se encontravam pobres, desprovidos da Graça Santificante no momento de sua passagem para a eternidade.

A nossa Sociedade está pobre de virtudes, carente de exemplos. Ela tem fome de santidade e sede do autêntico catolicismo. Como torná-la rica, como ajudá-la? Fazendo parte da “elite” de Deus, realizando sua vontade, cumprindo nossos deveres enquanto verdadeiros católicos. Pois todos nós somos chamados a fazer parte desta verdadeira elite, como afirma São Paulo na Segunda Leitura: “sois do número dos escolhidos” (I Ts 1, 4).

Por Afonso Costa

 

 

 

 

 

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